CineCríticas

Críticas, informações, fotos, trailers e bilheterias, artistas, diretores, cinema, DVD
  • rss
  • Home
  • Sobre o site
  • Anuncie no Cinecríticas

Sedução (”Cracks”, Inglaterra / Irlanda, 2009)

Aldo Alves

Longa de estréia do filho de Ridley Scott (”Robin Hood“), Joseph Scott, e fala sobre um internato para meninas em 1934 onde reside a professora G (Eva Green de “O Justiceiro Mascarado“). Com seu jeito subversivo num ambiente tão conservador, ela é adorada por um grupo de meninas, em especial Di (Juno Temple de “Ano Um“) que nutre um misto de amor e possessividade. Mas G tem um lado sombrio que poucos conhecem e, quando Fiamma – a encantadora María Valverde que já vivera um papel delicioso em “100 Escovadas Antes de Dormir” – uma nova e rebelde aluna chega às dependências da escola, tanto G quando Di se sentem ao mesmo tempo atraídas e ameaçadas o que pode culminar numa tragédia.

Scott soube trabalhar bem aquela tensão no ar como se em algum momento as coisas sairiam do controle, principalmente contando com Eva Green que finalmente se mostra menos como uma beldade (que ela é de verdade) e mais como uma atriz, fazendo um personagem atormentado por seus próprios demônios. John Mathieson, diretor de fotografia e parceiro da família Scott como em “Robin Hood” consegue fazer a mágica de uma diversidade de cenários num ambiente teoricamente pequeno.

Se por um lado temos boas atrizes e um roteiro bem amarrado, por outro, há uma constante quebra de ritmo que torna o filme mais moroso do que poderia. Parece faltar a “Sedução” algum tipo de tempero que prenda o público. Motivo simples: um belo roteiro feito de maneira técnica e burocrática demais. Destaque para um desfecho menos usual do que o normal o que torna a produção mesmo que com os dois primeiros atos mais mecânicos, algo digno de se gastar algum tempo vendo. Mas sem grandes pretensões.

Cotação: ★★★☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Eva Green
Juno Temple
María Valverde
Imogen Poots
Ellie Nunn
Adele McCann
Zoe Carroll
Clemmie Dugdale
Sinéad Cusack

Direção:
Jordan Scott

Produção:
Kwesi Dickson
Andrew Lowe
Julie Payne
Rosalie Swedlin
Christine Vachon

Fotografia:
John Mathieson

Trilha Sonora:
Javier Navarrete

Comentários
Seja o primeiro a comentar »
Categorias
Drama, Suspense
RSS dos comentários rss RSS dos comentários
Trackback Trackback

O Segredo dos Seus Olhos (”El Secreto de sus Ojos”, Argentina / Espanha, 2009) ***NOS CINEMAS***

Aldo Alves

Uma crítica geralmente negativa é quando um diretor usa certas técnicas (principalmente envolvendo a trilha sonora) para manipular o espectador. Isso se inverte quando temos um diretor como Juan José Campanella (do indicado ao Oscar “O Filho da Noiva“) que usa seu talento para conduzir o público, como se fosse o homem do par de uma dança de salão onde gentilmente transita pelo suspense, romance e comédia sem nunca parecer artificial ou burocrático demais.

Trabalhando novamente com Ricardo Darín, ele interpreta Esposito, um policial aposentado que resolve escrever um livro sobre um antigo caso de estupro seguido de assassinado mal resolvido. Ele divide essa história com o grande amor de sua vida que nunca se concretizou, Irene (Soledad Villamil), que ainda trabalha no fórum como juíza. E grande parte do filme é esse flashback que mostra como Esposito conheceu Irene e todos os desdobramentos da caça ao assassino.

Além de Darín está na sua ótima forma de sempre, o coadjuvantes Guillermo Francella que interpreta seu ajudante e melhor amigo está fantástico como alívio cômico e Pablo Rago está impecável como o viúvo inconsolável e em busca de vingança. As técnicas de direção surpreendem com uma ótima fotografia e com cenas complexas como o travelling feito num campo de futebol até chegar aos atores que ficam na arquibancada em uma só tomada até uma perseguição por dentro do estádio.

E pra atestar a enorme competência como o diretor conduz a narrativa, sua trilha sonora é discreta, mas ainda sim fundamental, como prova os últimos e tocantes minutos da projeção Ainda conta antes com uma ótima reviravolta, fruto de um roteiro bem elaborado com diálogos meticulosamente trabalhados e uma história que consegue envolver vários aspectos da vida de Esposito em suas pouco mais de 2 horas sem nunca se tornar cansativo. De tão elaborado que é, há um trocadilho que percorre toda a história sobre uma máquina de escrever cuja letra “a” está quebrada.

Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, “O Segredo de Seus Olhos” não recebeu o mérito a toa: é uma comédia, um suspense, um romance e um drama perfeitos e, principalmente, com um equilíbrio que não se vê por aí.

Cotação: ★★★★★


Ficha Técnica

Elenco:
Ricardo Darín
Soledad Villamil
Pablo Rago
Javier Godino
Guillermo Francella
José Luis Gioia
Carla Quevedo

Direção:
AdJuan José Campanella

Produção:
Gerardo Herrero
Juan José Campanella
Vanessa Ragone

Fotografia:
Félix Monti

Trilha Sonora:
Federico Jusid
Emilio Kauderer

Comentários
Seja o primeiro a comentar »
Categorias
Drama, Romance, Suspense
RSS dos comentários rss RSS dos comentários
Trackback Trackback

Harry Brown (Inglaterra, 2009)

Aldo Alves

Alguns atores chegam à terceira idade e bons papéis começam a rarear. Não é o caso do veterano Michael Cane que além de ser coadjuvante e ator preferidíssimo do diretor Christopher Nolan como nos sensacionais “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “A Origem“, Caine também protagoniza filmes independentes surpreendentemente bons.

O filme já começa com uma porrada, ou melhor um tiro, filmado de uma câmera amadora o que mostra o quanto a morte ficou banalizada nos bairros mais perigosos e de baixa renda da cidade. E nesse subúrbio inglês vive Harry Brown (Caine) que após a perda da esposa tem apenas seu melhor amigo como suporte. Após este ser assassinado por uma gang local, Harry decide se vingar fazendo justiça com as próprias mãos.

Longe de ser um novo Charles Bronson ou um Clint Eastwood com seu Dirty Harry (coincidência?), o protagonista já está numa idade bem mais avançada e, mesmo tendo sido fuzileiro americano, sua transição para um justiceiro é lenta e cheia de percalços de saúde. Basta dizer que numa perseguição ele simplesmente passa mal e tem que ir a um hospital.

Sua carga emocional é sempre intensa e o diretor estreante Daniel Barber consegue manter um nível de violência gráfica sem pena de jorrar sangue na tela capaz de poder ter seqüências protagonizadas por um sexagenário sendo classificadas como eletrizantes.

Mesmo abraçando muitos clichês dos antigos policiais dos anos 70 e 80, “Harry Brown” conta com a ótima atuação de Michael Caine e técnicas de montagem e edição que elevam a produção a um nível acima da média dos filmes do gênero. Prato cheio para os fãs.

Cotação: ★★★½☆


Ficha Técnica

Elenco:
Michael Caine
Emily Mortimer
Charlie Creed-Miles
Ben Drew
Liam Cunningham
David Bradley
Iain Glen
Sean Harris
Jack O’Connell
Jamie Downey
Lee Oakes
Joe Gilgun

Direção:
Daniel Barber

Produção:
Keith Bell
Matthew Brown
Kris Thykier
Matthew Vaughn

Fotografia:
Martin Ruhe

Trilha Sonora:
Martin Ruhe

Comentários
Seja o primeiro a comentar »
Categorias
Suspense
RSS dos comentários rss RSS dos comentários
Trackback Trackback

Sombras de um Desejo (”Possession”, EUA, 2007)

Aldo Alves

Sarah Michelle Gellar (”Veronika Decide Morrer“) é Jess, uma advogada que tem uma vida perfeita com o marido Ryan (Michael Landes de “Mente Obsessiva“). O casamento só é maculado pelo irmão problemático de Ryan, Roman (Lee Pace de “Quando em Roma“), pois o mesmo já foi preso várias vezes por agressão, está morando por enquanto no lar do casal e sempre criar problemas para ambos.

Numa coincidência, digamos cósmica, há uma colisão entre o carro dos dois irmãos e ambos entram em coma. Quando Roman acorda, ele está com a personalidade de Ryan, o qual ainda está dormindo. E surgem as questões: será que houve algum tipo de troca de corpos? Jess ficará com Roman sendo Ryan? E se Ryan acordar, o que acontece?

Baseado num filme de J-Terror (uma denominação para terror oriental), “Sombras de um Desejo” tem seus dois primeiros atos à frente com esta ótima premissa. Contudo, fica cambaleando entre o romance e o suspense e a dupla de diretores toma a equivocada decisão de mostrar certas cenas de romance com uma trilha de suspense, como se quisessem dizer “não fiquem contentes que algo está errado”. Em parte, isso acaba estragando a surpresa. Mas nem era preciso tanto esforço, já que a surpresa estraga a si própria: talvez porque o povo do sol nascente tem crenças bastante diferentes, na hora em que foram “americanizar” esta produção, misturaram elementos sobrenaturais com terrenos e o resultado fica muito difícil de engolir. Sem revelar o que é, digo que é quase impossível conceber determinadas atitudes que levam a essa surpresa.

Mas o que disfarça essa algazarra narrativa são os cuidados técnicos constantes (a cena do acidente com a montagem do porta retrato é quase irrepreensível) e uma contida, mas ótima atuação de Gellar, com seu personagem se recusando a acreditar logo que seu marido poderia estar no corpo de seu cunhado. “Sombras de um Desejo” chega a ser um suspense razoável, força a barra em alguns momentos, principalmente no final, e prova de uma vez por todas que se cunhado fosse bom, não começava com c…

Cotação: ★★½☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Sarah Michelle Gellar
Lee Pace
Michael Landes
Chelah Horsdal
Tuva Novotny

Direção:
Joel Bergvall
Simon Sandquist

Produção:
Doug Davison
Guy East
Roy Lee
Nigel Sinclair
Bob Yari

Fotografia:
Gregory Middleton

Trilha Sonora:
Andreas Alfredsson Grube
Cristian Sandquist

Comentários
1 comentário »
Categorias
Suspense
RSS dos comentários rss RSS dos comentários
Trackback Trackback

Jogo de Mentiras (”Don McKay”, EUA, 2009)

Aldo Alves

Há uma linha tênue que pode separar dois gêneros distintos. Diálogos, enquadramentos e pequenos detalhes podem mudar completamente o rumo de uma história, dando-lhe um ar mais pesado ou mais leve, dependendo da intenção do editor.

É o caso desta produção onde temos o sempre eficiente Thomas Haden Church (”Maluca Paixão“) é o Don McKay do título, um reles faxineiro de colégio que recebe uma carta da sua antiga paixão – lá se vão 25 anos – vinda de sua cidade natal, dizendo que ela gostaria de vê-lo novamente. Quando ele larga tudo e chega lá, ela (Elisabeth Shue de “Perdendo a Noção“) se mostra bastante adoentada e querendo passar seus últimos dias com Don. Desconfiado que algo está errado, Don é atacado pelo médico da família (James Rebhorn de “Anamorph – A Arte de Matar“) e sem querer o mata. Tentando esconder o corpo, Don se surpreende que ninguém dá por falta dele, o que torna a situação ainda mais misteriosa.

Mesmo com toda a cara de suspense, quem for assisti-lo querendo levar as absurdas situações a sério, vai se decepcionar. Isto porque “Jogo de Mentiras” é uma comédia de humor negro com bons toques de suspense, visto suas absurdas situações e diálogos ainda mais improváveis. Church consegue dar um ar melancólico e ao mesmo tempo hilário ao seu Don McKay com aquela eterna expressão de que sabe que algo está errado, mas sem fazer idéia do que é. E é com uma grata que chegamos ao seu desfecho que se revela muito bem amarrado e que nada deve aos bons suspenses do mercado, ao mesmo tempo em que passa por hilários diálogos como a de Don, Sonny (Shue) e um bandido discutindo quem deve matar quem.

Mesmo sendo uma clara produção B, “Jogo de Mentiras” não tem a pretensão de mudar a vida do espectador, mas tem uma série de qualidades que o tornam, no mínimo, uma agradável diversão pra qualquer dia da semana.

Cotação: ★★★☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Thomas Haden Church
Elisabeth Shue
Melissa Leo
Pruitt Taylor Vince
James Rebhorn
M. Emmet Walsh
Keith David
Robert Wahlberg

Direção:
Jake Goldberger

Produção:
Jim Young

Fotografia:
Phil Parmet

Trilha Sonora:
Steve Bramson

Comentários
Seja o primeiro a comentar »
Categorias
Comédia, Suspense
RSS dos comentários rss RSS dos comentários
Trackback Trackback

Legião (”Legion”, EUA, 2010)

Aldo Alves

O anjo Miguel (Paul Bettany de “Coração de Tinta“) desce à Terra para proteger um bebê que ainda está pra nascer, cuja mãe Charlie (a bela Adrianne Palicki do seriado “Friday Night Lights“) mora e trabalha numa lanchonete de beira estrada no meio do nada. Quando literalmente Deus e o mundo enviam seus emissários para matar o bebê, Miguel e as pessoas que se encontram dentro da lanchonete naquele momento devem fazer de tudo pra sobreviver.

A produção é deveras cuidadosa, com aquela trilha sonora arrasa quarteirão, efeitos especiais de ponta e conta com ação em boa dose, típica de filmes onde um grupo de pessoas fica isolado com uma ameaça lá fora (podem ser zumbis, monstros, etc).

o único problema é que esqueceram de um detalhe: do roteiro. A história contada não se encaixa em nenhum conceito religioso e, mesmo que fôssemos subverter tudo o que sabemos de religião, o roteiro não se encaixaria em nenhum conceito lógico. Então Deus quer que a criança morra. Não basta ele pensar nisso pra criança morrer? Não basta ele piscar os olhos pro mundo acabar? Ok, vai que ele (no filme) não tenha tanto poder assim. Mas ele tem milhares de anjos (pelo menos é o que aparece). Porque não mandar só algumas dezenas pra destruir o bebê ao invés de mandar seres humanos? Porque no final, mandar só um anjo pra duelar com Miguel se tem uns mil na reserva? Ah, e pra que serve mesmo o bebê? Em momento algum é falada da importância dele. Ele vai ser o novo Jesus? Mas Jesus não é a encarnação de Deus? Mas não é Deus que quer destruir o bebê? O mais provável é que quem escreveu o roteiro tenha algum tipo grave de transtorno bipolar ou de personalidade, pois não conseguiu refletir essas simples questões, nas quais o mais leigo espectador no quesito religião pensaria na hora.

Acaba que o dinheiro gasto em “Legião” com algo requintado foi praticamente jogado fora por não se ter o mínimo de lógica ou coerência ou sentido na narrativa. E sem isso, fica até desnecessário discutir outros aspectos. Que Deus o tenha.

Cotação: ★★☆☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Paul Bettany
Lucas Black
Tyrese Gibson
Adrianne Palicki
Charles S. Dutton
Dennis Quaid
Jon Tenney
Kevin Durand
Willa Holland
Kate Walsh
Jeanette Miller

Direção:
Scott Stewart

Produção:
David Lancaster
Michel Litvak

Fotografia:
John Lindley

Trilha Sonora:
John Frizzell

Comentários
3 comentários »
Categorias
Ação, Suspense
RSS dos comentários rss RSS dos comentários
Trackback Trackback

« Posts anteriores

Categorias

Polls

Qual o melhor filme do 1º semestre de 2010?

Ver Resultados

Loading ... Loading ...
  • Arquivos

 

 Assine o RSS

Publicidade

Sites relacionados

  • AdoroCinema
  • Bazucah Produções
  • Bico do Corvo
  • Blog do Curare
  • Cinéfilos
  • Cinema com Rapadura
  • Filmes de Cinema
  • Fui ao Cinema e…
  • Jornal Diário do Pará
  • Movie
  • Movie You
  • Twitter do Cinecríticas
  • Twitter OqueMeDeixaPUT0
rss Comments rss valid xhtml 1.1 design by jide powered by Wordpress get firefox