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Nova enquete do Cinecríticas

Aldo Alves

Desde anteontem já temos a nova enquete, mas agora vamos fazer a apresentação oficial.

Mas antes, vamos ver quem ganhou a enquete passada.

Não teve pra ninguém! Dr. Hannibal Lecter é o vilão que adoramos odiar! Ele foi eleito com 46% dos votos!!!

Vamos ao ranking:

Dr. Hannibal Lecter – 46%
Jason Vorhees – 18%
Freddy Krueger – 11%
Chucky – 11%%
Michael Myers – 6%
Pinhead – 3%
Normal Bates – 3%
Pumpkinhead – 2%
Leatherface 0%

O coitado do Leatherface, do “Massacre da Serra Elétrica”, não recebeu nenhum votinho!

Agora sim, vamos à nova enquete: Qual a melhor saga de aventura na sua opinião?

Bem, pra ser saga tem que ter pelo menos 3 partes, certo?

Então, vamos aos concorrentes. Para aumentar os cartazes é só clicar em cima da figura.

De Volta Para o Futuro

Indiana Jones

Harry Potter

Parque dos Dinossauros

Piratas do Caribe

Senhor dos Anéis

Star Wars

Agora é com vocês!

Gostaram da enquete? Tem algo mais a dizer sobre os filmes? Será que alguma saga foi esquecida?

É só comentar!

Abraços!

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O Nevoeiro (”The Mist”, EUA, 2007) ***NOS CINEMAS***

Aldo Alves

Adaptação de um livro do mestre do suspense Stephen King, o qual já gerou o filme “A Bruma Assassina” em 1980 de outro mestre, John Carpenter. Pois bem, esse remake consegue ser melhor que os dois. Um nevoeiro cai sobre uma cidade no interior dos EUA e deixa várias pessoas ilhadas num supermercado. O problema é que existem estranhas criaturas dentro névoa que não deixam barato para a turma presa e mata quem sair.

Mais do que o terror em si, das criaturas bem feitas ao extremo e de uma tensão crescente, “O Nevoeiro” é um estudo do ser humano ou do que acontece com um grupo de pessoas quando o medo e o desespero tomam conta, acentuado seu lado mais primitivo seja para melhor ou para pior. Essa temática já foi trabalhada de forma razoável, em filmes como “Guerra dos Mundos” e “O Amanhecer dos Mortos“, mas não com tanta intensidade.

Destaque para os dois personagens que se colocam em extremos diferentes: Thomas Jane finalmente bem no papel de pai de família (o qual sua atuação no último ato é sensacional), e principalmente a oscarizada Marcia Gay Harden (”Na Natureza Selvagem“) como uma fanática religiosa, a qual consegue converter e incitar a violência descabida em vários integrantes do grupo preso.

O diretor Frank Darabont (do perfeito “Um Sonho de Liberdade“) constrói todo o clima de tensão e terror de forma gradativa o que pode exigir um pouco de paciência dos expectadores mais apressados. Mas reparem como a ausência de trilha sonora na maioria do filme e a câmera manual engradecem o clima de suspense. E tudo termina com um dos finais mais implacáveis de todos os tempos, o que pode gerar até certa revolta, mas que serve de reflexão do que acontece quando o desespero chega ao limite. Prova de uma vez por todas que, mesmo com todos os monstros o terror vive dentro de nós.

Cotação: ★★★½☆


Ficha Técnica

Elenco:
Thomas Jane
Marcia Gay Harden
Laurie Holden
Andre Braugher
Toby Jones

Direção:
Frank Darabont

Produção:
Liz Glotzer
Martin Shafer

Fotografia:
Rohn Schmidt

Trilha Sonora:
Mark Isham

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Terror
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A Era da Escuridão (”The Mutant Chronicles”, EUA, 2008)

Aldo Alves

Pra que alguém se interesse, o expectador primeiro tem que engolir uma introdução bem picareta: numa realidade alternativa, na era medieval, uma nave com uma máquina de transformar humanos em mutantes caiu na terra. Os cavaleiros da época, sem nenhuma tecnologia conseguiram deter a ameaça. Já num futuro distante, essa máquina volta a funcionar e, com todos os recursos tecnológicos possíveis, ninguém consegue detê-la. Após uma evacuação em massa da Terra, um grupo de soldados liderados pelo personagem de Thomas Jane (”O Nevoeiro“) – aqui um canastrão – precisa dar fim à ameaça.

Quiseram fazer um misto de live-action com uma estilização tal qual em “Sin City“. Não funcionou muito, já que algumas vezes é difícil para o público entender direito o que está acontecendo na tela. Sangue muito vivo jorra pelas câmeras num efeito que nem todos vão gostar. Cheio de clichês e frases feitas, pelo menos o último ato consegue empolgar. É um filme B disfarçado de superprodução.

Cotação: ★★½☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Thomas Jane
Ron Perlman
Devon Aoki
Benno Fürmann
Sean Pertwee
John Malkovich
Anna Walton
Luis Miguel

Direção:
Simon Hunter

Produção:
Tim Dennison
Edward R. Pressman

Fotografia:
Geoff Boyle

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Ficção Científica
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Desejo e Perigo (”Se, Jie” / China / Taiwan / EUA, 2007)

Aldo Alves

No período da ocupação japonesa na China, um influente político (Tony Leung) passa para o lado japonês coordenando o Departamento de Inteligência. Estudantes revoltados recrutam uma inocente garota (Tang Wei) para seduzi-lo e atraí-lo para uma armadilha. As coisas não saem como planejado e se desenvolve uma estranha atração entre os dois.

Num filme como esse, vemos a superioridade de um diretor como Ang Lee (”Hulk“). Ele pensou em cada detalhe da fotografia, junta toda sua técnica com um brilhante roteiro e coordena a atuação dos atores com maestria. A cena final com a sombra sob a cama é antológica. Destaque vai para a belíssima, carismática e competente Tang Wei. Uma das poucas que conseguem passar tanto sentimento apenas com o mover do lábio (após a primeira cena de sexo, prestem atenção).

E as cenas de sexo são uma atração a parte: Lee se debruça pra mostrar de forma quase explícita, essa relação de amor, ódio e sensualidade da dupla de protagonistas. Tanto é que “Desejo e Perigo” foi proibido em vários países por esse conteúdo mais pesado. São duas horas e meia que permeiam um ótimo suspense com um drama erótico que faz o espectador ficar grudado na tela e sempre acompanhado da bela e triste trilha sonora de Alexandre Desplat. E um desfecho cheio de simbolismo que só os grandes do cinema sabem fazer.

Cotação: ★★★★½


Ficha Técnica

Elenco:
Tony Leung Chiu-Wai
Tang Wei
Joan Chen
Wang Lee Hom

Direção:
Ang Lee

Produção:
Bill Kong
James Schamus

Fotografia:
Rodrigo Prieto

Trilha Sonora:
Alexandre Desplat

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Drama, Suspense
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Constantine (EUA, 2005)

Aldo Alves

Existe uma outra realidade que nós não conhecemos, onde há uma batalha entre o bem e o mal. Poucos seres humanos têm o dom de ver o que ninguém vê. E Keanu Reeves interpreta um deles e após despertar para seus poderes, acaba virando o herói desse filme. Por incrível que pareça não estamos falando de “Matrix“, mas sim de “Constantine“, apesar de ambos os filmes terem exatamente o mesmo conceito.

Apesar de inferior à “Matrix“, “Constantine” não se preocupa muito com filosofias complexas e mergulha de uma vez na ação. E é isso que o expectador pode esperar ao entrar no cinema: duas horas de pura diversão. Baseado nos quadrinhos da DC Comics “HellBlazer” escrito por Alan Moore (criador de “A Liga Extraordinária“), John Constantine (que na revista é inglês e loiro) é um americano moreno (Reeves) que vê espíritos e criaturas do céu e inferno. Seu dever para tentar um lugar ao céu é mandar todos os demônios que desequilibram a realidade para o inferno. Só que dessa vez o filho do diabo em pessoa planeja um golpe para tomar a Terra pra si, envolvendo uma bela policial (Rachel Weisz de “A Múmia“) e um artefato bíblico.

Pelo trecho acima já dá pra perceber que não se deve tentar entender a fundo o que está acontecendo. Melhor simplesmente engolir tudo, pois a aventura vale cada real do ingresso. Outra semelhança com “Matrix“: os efeitos especiais são impecáveis. A qualidade técnica, tanto do CGI (efeitos digitais) quanto da maquiagem ou da direção de fotografia (que nos transporta literalmente para o inferno) é quase perfeita!

E Keanu Reeves finalmente achou seu filão de sucesso. Apesar de limitado, parece que ele se encaixa como uma luva em papéis como Johnny Minemonic, Neo ou Constantine. Tanto é que é só pra projetos diferentes (como por exemplo “Doce Novembro“) que percebemos suas falhas. Dá a impressão que, a cada filme desse gênero, Reeves faz moda, estilo. Antes, foram os óculos de Neo. Agora é o indefectível terno de Constantine (que lembra muito o agente Smith de “Matrix”, diga-se de passagem). Destaque também para a beleza de Rachel Weisz sem grandes atuações e para o sempre ótimo Djimon Hounsou (de “Amistad”) como o mago Meia-Noite.

O ex-diretor de vídeo-clipes Francis Lawrence conseguiu um feito raro: fazer um filme puramente comercial com todos os clichês possíveis (com direito a discurso do herói no final), mas que diverte a todas as idades. Tudo que nós amamos odiar está lá. E mesmo assim gostamos. É o enlatado que funciona.

Cotação: ★★★★☆


Ficha Técnica

Elenco:
Keanu Reeves
Rachel Weisz
Shia LaBeouf
Djimon Hounson
Pruitt Taylor Vince
Gavin McGregor Rossdale
Tilda Swinton
Peter Stormare

Direção:
Francis Lawrence

Produção:
Lorenzo DiBonaventura
Akiva Goldsman
Benjamin Melniker
Lauren Shuler Donner
Erwin Stoff
Michael E. Uslan

Fotografia:
Philippe Rousselot

Trilha Sonora:
Brian Tyler

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Curiosidades do Cinecríticas – Edição 4

Aldo Alves

Depois de um longo e tenebroso inverno, mais uma edição das curiosidades de filmes que já passaram pelo Cinecríticas!

Clique no título do filme para ler a resenha, ver o trailer e os detalhes ténicos.

Totalmente apaixonados: Caleb e Liv Freundlich, filhos da atriz Julianne Moore e do diretor e roteirista Bart Freundlich, fazem sua estréia no cinema.

Só Deus Sabe: O filme foi o primeiro em muitas coisas. É o primeiro filme mexicano ou brasileiro a ter sua pós-produção de som no Skywalker Sound, localizado no rancho do diretor George Lucas; é o primeiro filme a obter permissão para filmar nas passagens fronteiriças de Tijuana; é a primeira parceria entre Brasil e México realizada sob o Acordo Latino-Americano de Co-Produção, assinado na Venezuela em 1989.

Transamerica: A idéia do roteiro de Transamerica surgiu após uma conversa entre o diretor e roteirista Duncan Tucker e a atriz transexual Katherine Connella. Enquanto conversavam sobre a percepção feminina e masculina, Connella surpreendeu Tucker ao lhe contar que havia nascido como homem. Os dois já haviam dividido a mesma casa por 4 meses, sem que o diretor desconfiasse que ela fosse transexual.

Transformers: O produtor Don Murphy, após ouvir os apelos de fãs do desenho animado Transformers, decidiu que Peter Cullen e Frank Welker, dubladores respectivamente de Optimus Prime e Megatron na série animada, retornariam aos personagens no filme. Entretanto o diretor Michael Bay considerou que a voz de Welker estava bastante envelhecida, o que não combinaria com o personagem. Desta forma, Hugo Weaving foi convidado para dublar Megatron, com Cullen sendo confirmado como Optimus Prime.

Uma Garota Irresistível: Inicialmente Sienna Miller foi preterida pelos produtores, que buscavam uma atriz mais conhecida. Apenas após seu rompimento com o ator Jude Law, maciçamente explorado pela mídia, é que ela foi contratada.

Agradecemos ao Adoro Cinema por compilar o conteúdo.

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