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Dead and Gone (EUA, 2008) ***INÉDITO NO BRASIL***

Aldo Alves

Dizem que o diabo atende por vários nomes. A picaretagem também. E aqui ela atende por “Dead and Gone“, terrorzinho de última sobre um pateta com a esposa sedada que vai pra uma cabana onde 40 anos antes houve um massacre. Daí, os espíritos (ou sei lá o que) voltam pra deixar o cara doido.

O filme é tão retardado que chega a ser engraçado. Tem a policial que mal conhece homem e já quer transar com ele – isso sabendo que ele é casado. Tem uns personagens mais ridículos do planeta (pra passar tempo, o filme se fixa em vários programas de televisão fajutos). Na hora que aparece sangue, os membros cortados são nitidamente daqueles manequins de loja de rouba com uma mangueirinha pra esguichar sangue. E tudo feito na maior cara de pau. A fotografia e os enquadramentos lembram as piores filmagens daquelas férias que seus tios tiraram na Disney.

Impagável é a cena onde um personagem dá um cigarro pra uma cabeça tragar ou quando o protagonista sai cantando com uma faca ‘Venha, venha, onde você estiver!‘. “Dead and Gone” é o tipo de filme que dá vontade de assistir só pra falar mal. Mas não o faça. Há um alto risco de perder neurônios.

Cotação: ½☆☆☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Quentin Jones
Gillian Shure
Kathrine Bates

Direção:
Yossi Sasson

Produção:
Aaron Sherry

Fotografia:
Cameron Duncan

Trilha Sonora:
Harry Manfredini

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Terror
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Rodolfo Marques fala sobre “Austrália”

Aldo Alves

Mais uma participação do amigo e parceiro Rodolfo Marques, ou para os amigos, Rof!

O que esperar da combinação de um roteiro sensato, um cenário absolutamente fantástico e atores bonitos e consagrados – do naipe de Hugh Jackman e Nicole Kidman? Um grande filme, é verdade – mais na forma do que no conteúdo. “Austrália” (2008), de Baz Luhrmann, traz esses aspectos, com quase 3 horas de duração e seqüências que, apesar de previsíveis, são de tirar o fôlego. Até a música de “O Mágico de Oz” (Somewhere Over The Rainbow), conhecidíssima, embalou o romance dos protagonistas e algumas das principais seqüências, tendo um caráter prioritariamente simbólico. É um pouco da veia musical do diretor, que tem em seu currículo o excelente “Moulin Rouge“, com a mesma Nicole Kidman. Há espaço até para um pouco de humor em algumas cenas do filme, que se passa a partir de 1939 e tem a Segunda Guerra Mundial como um pano de fundo.

Ao ver o trailler, é normal imaginar o clima que poderia ocorrer entre os dois astros de Hollywood. Lady Ashley/Senhora Patroa (Nicole Kidman), a aristocrata e o Sr. Capataz (Hugh Jackman, que passa o filme inteiro sem nome), o vaqueiro, apaixonam-se no decorrer da projeção, sem grandes atropelos, e com todos os clichês imagináveis – o que é bom para vender ingresso e atrair público, todavia é desagradável para quem gosta de uma arte cinematográfica mais elaborada. Ademais, a presença do ator mirim aborígene (Brandon Walters, de 13 anos), que faz o personagem Nullah, acaba por trazer um show à parte, com seu olhar arrebatador e sua simplicidade inerente, sendo o principal narrador da história.

O filme não é um documentário e nem um manifesto a favor do respeito às populações nativas de onde quer que seja. Mas só o fato de ser rodado no mais desconhecido e longínquo continente já guarda em si um grande valor histórico e de caráter exploratório. Pode até incentivar o turismo no continente australiano, uma das metas da projeção. A fotografia é formidável e a atuação dos astros hollywoodianos não deixa a desejar, mas falta a marca de obra-prima.

“Austrália” perpassa por uma sensação de dançar a valsa de 15 anos com a irmã: ou seja, é agradável, ela é linda, mas falta alguma coisa, pois a mulher com quem você está dançando é a sua irmã. No caso, ‘a irmã’ equivale ao que o filme poderia ter sido. Minha opinião? É um filme melhor do que eu esperava – até mesmo em relação ao depoimento dos críticos – mas é inferior ao que o roteiro tinha de potencial, em especial pela duração do filme e pelos seus clichês imagináveis.

A Academia de Artes Cinematográficas dos Estados Unidos optou por excluir o filme de sua maior premiação – o Oscar 2009. É sempre bom estar e viver no cinema.

Cotação: ★★★★☆

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Abismo do Medo (”The Descent”, Inglaterra, 2005)

Aldo Alves

Terror inglês que tem todos os pontos que fazem um filme do gênero assustar sem nenhuma das desvantagens. Seis amigas aventureiras decidem explorar uma caverna e lá encontram algo mortal. Sim, a sinopse é bem simples, até para não estragar a surpresa. E que surpresa!

Passamos meia hora de projeção conhecendo as personagens e o relacionamento entre elas, inclusive com uma ótima e discreta subtrama de traição (preste atenção que fará grande diferença no desfecho). A partir do momento que a ação começa, é nesse exato segundo que muita gente vai pular da cadeira. Daí, a tensão, a claustrofobia, o sangue e as tripas tomam conta da tela, já com as unas dos espectadores todas roídas.

E justamente pela introdução, cada personagem que se vai e a maneira que isso é filmado, dói ainda mais no público. Principalmente quando se verifica as reações do grupo frente a uma ameaça tão grande. Totalmente desprovido daquele senso de humor ridículo mas produções do gênero, “Abismo do Medo” é terror, só terror e puramente terror. Um dos melhores da década.

Cotação: ★★★★½


Ficha Técnica

Elenco:
Shauna Macdonald
Natalie Jackson Mendoza
Alex Reid
Saskia Mulder
MyAnna Buring
Nora-Jane Noone
Oliver Milburn
Molly Kayll

Direção:
Neil Marshall

Produção:
Christian Colson

Fotografia:
Sam McCurdy

Trilha Sonora:
David Julyan

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O Roqueiro (”The Rocker”, EUA, 2008)

Aldo Alves

Os primeiros quinze minutos são os mais engraçados. É quando conhecemos a banda Vesuvius e vemos seu baterista (Rainn Wilson do seriado “The Office“) ser expulso e, num ataque de raiva, tenta matar os companheiros. Boas risadas até aí. Vinte anos depois, ele é mais um que engrossa a fila dos desempregados e arranja um lugar pra ficar com sua irmã. Até que seu sobrinho o chama para tocar num baile de formatura e depois de um vídeo do YouTube, a tal banda estoura nas paradas e ele vê o sucesso novamente, sempre envolto em confusões.

Mas essas trapalhadas são apenas risíveis, típicas de uma Sessão da Tarde meio sem sal. Também sem tempero são os atores mirins (a garota Emma Stone de “A Casa das Coelhinhas” é quase uma Sandy querendo ser atriz) e as situações pelas quais o grupo passa são resolvidas num piscar de olhos, quase sem conflito algum. Mais engraçado mesmo é o grupo Vesivius capitaneado pelo comediante Will Arnett (”Os Irmãos Solomon“). Musiquinhas fáceis que não valem o ingresso do show, nem a locação do DVD.

Cotação: ★★☆☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Rainn Wilson
Christina Applegate
Josh Gad
Teddy Geiger
Emma Stone
Will Arnett

Direção:
Peter Cattaneo

Produção:
Shawn Levy
Tom McNulty

Fotografia:
Anthony Richmond

Trilha Sonora:
Chad Fischer

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Comédia
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Cartaz da cerimônia do Oscar 2009 finalmente revelado!

Aldo Alves

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Nossa Vida Sem Grace (”Grace is Gone”, EUA, 2007)

Aldo Alves

John Cusack (”Ensinando a Viver“) é um pai de duas meninas, cuja mãe foi para a guerra do Iraque. Quando ele recebe a notícia de sua morte, não consegue contar para as filhas e, em meio à frustração e desespero, faz uma viagem com elas para um parque temático na Flórida, enquanto tenta encontrar forças para contar o ocorrido.

Apesar de ser o enésimo filme americano sobre a guerra do Iraque e suas conseqüências, este tem um ar muito mais pessoal, mesmo que seja inevitável para seus realizadores colocar as velhas discussões sobre a necessidade e os motivos que guiam os EUA no cofronto. Cusack faz um belo papel com mais altos do que baixos e as atrizes mirins também estão bem em cena (a irmã maior é dona de ótimos diálogos). Ah, e sabe aquela mulher deitada meia de lado na cena da piscina que só aparece alguns poucos segundos? É a Marisa Tomei que contracenou com john Cusack em “Guerra S.A.“. Ela teria um papel maior, mas foi cortada por conta de testes de audiência.

Destaque para a trilha sonora carismática e tocante, feita por ninguém menos que o ator, diretor e compositor Clint Eastwood (sim, ele mesmo, de “A Troca“). Curto, consegue prender a atenção do espectador mesmo que quebre o ritmo em alguns momentos. A cena do reloginho é linda. Programa melodramático recomendável pra quem curte uma fossa.

Cotação: ★★★☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
John Cusack
Shélan O’Keefe
Gracie Bednarczyk
Alessandro Nivola

Direção:
James C. Strouse

Produção:
John Cusack
Grace Loh
Daniela Taplin-Lundberg
Galt Niederhoffer
Celine Rattray

Fotografia:
Jean-Louis Bompoint

Trilha Sonora:
Clint Eastwood
Max Richter

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