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Outlander – Guerreiro vs. Predador (”Outlander”, EUA, 2008)

Aldo Alves

Calma, essa não é mais uma parte da série iniciada de 1987 com Arnold Schwarzenegger. O título é apenas uma jogada de marketing para atrair o público. Nem precisava, já que tem qualidades que por si só já garantem a locação.

Um extraterrestre com a cara do Jim Caviezel (”Os Desconhecidos“) cai com sua nave na terra em sua época medieval. Nela, traz uma criatura intrusa que mata todos os seres vivos a sua volta. Cabe a ele se juntar com uma tribo nórdica para tentar destruir o alienígena antes que ele acabe com a aldeia.

Tudo bem que é hilária a cena em que ele , falando em língua de outro planeta, consulta um super computador na sai nave, o qual identifica ele caiu na região escandinava e que a língua nativa é o norueguês, sendo que após um, digamos, choque de conhecimento, a primeira palavra que sai de sua boca é fuck no bom e velho inglês.

Deslizes a parte, temos uma ficção científica que, apesar de se entregar a muitos clichês, contém ótimas cenas de ação, efeitos especiais de primeira linha, com direito a uma criatura em CGI de cair o queixo. Também foi acertada a decisão de se contar o passado da criatura, num paralelo ao que o ser humano faz com o próprio planeta atualmente. Seria ótimo ter assistido no cinema, mas a indústria nacional às vezes é triste. Que bom que existem as telas de LCD 42”.

Cotação: ★★★☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
James Caviezel
Sophia Myles
Jack Huston
John Hurt
Ron Perlman
Aidan Devine
Ted Ludzik
Cliff Saunders

Direção:
Howard McCain

Produção:
Chris Eberts
Kia Jam
Barrie M. Osborne
Christopher Roberts

Fotografia:
David Armstrong
Nicolas Bolduc
Pierre Gill
Shawn Maher

Trilha Sonora:
Kalman Szennai
Bobby Tahouri
Geoff Zanelli

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Ficção Científica
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Milk – A Voz da Igualdade (”Milk”, EUA, 2008) ***NOS CINEMAS***

Aldo Alves

Logo se vê porque Sean Penn, de “A Grande Ilusão” ganhou o Oscar: ele se transformou em Harvey Milk, o primeiro homossexual assumido a ter um cargo no governo americano (uma espécie de vereador), e isso frente a inúmeros protestos contra os direitos dos homossexuais, culminando em seu assassinato por outro congressista, Dan White interpretado com garra por Josh Brolin. Aliás, o elenco inteiro parece disposto a fazer o papel de suas vidas. Destaque principal para Emile Hirsch, sim, de “Speed Racer“, o qual se metamorfoseou de uma forma impressionante. As performances são tão perfeitas que nos créditos, faz-se questão de comparar as fotos dos atores com seus correspondentes na vida real.

Gus Van Saint (de “Paranoid Park“), em sua personalidade menos experimental e mais comercial (pelo menos a seu critério), entrega algo como um documentário ficcional, misturando cenas reais – noticiários, entrevistas – com o filme em si. Há 15 anos que ele tenta levar o filme para as telas e finalmente conseguiu, até porque também é gay e o projeto sempre teve uma importância muito grande em sua vida.

Também faz parte a ótima reconstituição de época, em especial do gueto gay de San Francisco, e a trilha sonora marcante de Danny Elfman, indicado ao Oscar. Ele também dispensa o glamour, principalmente nas cenas mais densas, talvez com um pouco mais de pompa somente no ato final, o qual reconstrói em detalhes a morte de Milk, literalmente tiro a tiro, mas peca por uma comparação desnecessária com a ópera. Para os cinéfilos e amantes de uma boa história, “Milk – A Voz da Igualdade” é um projeto imperdível e com a marca registrada de Gus Van Saint.

Cotação: ★★★★☆


Ficha Técnica

Elenco:
Sean Penn
Emile Hirsch
Josh Brolin
Diego Luna
James Franco

Direção:
Gus Van Sant

Produção:
Bruce Cohen
Dan Jinks
Michael London

Fotografia:
Harris Savides

Trilha Sonora:
Danny Elfman

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Drama
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A Casa das Coelhinhas (”The House Bunny”, EUA, 2008)

Aldo Alves

Anna Faris parece ter se especializado em fazer papel de loira burra, desde “Todo Mundo em Pânico” até “Apenas Amigos” e com essa sua nova comédia, cuja idéia inicial veio da própria atriz, não é diferente. Ela é uma coelhinha da Playboy que é expulsa da mansão e vai parar numa república de garotas excluídas.

O que acontece depois não poderia ser mais clichê: ela ensina às garotas como valorizarem sua beleza exterior e suas novas amigas a ensinam a valorizar a beleza interior. Faris tem um timing cômico razoável e está com um corpo sarado invejável, resultado de muita ginástica, próteses nos seios (só para o filme) e botox nos lábios. Não há nada de novo no front, a não ser pelo carisma da coadjuvante Emma Stone (”O Roqueiro“). Essa sim dá vontade de namorar.

Por outro lado, o DVD vem cheio de extras com making off e outros focando nos demais personagens. Destaque para o extra sobre Colin Hanks, de “Sem Vestígios” e par romântico de Faris (ah, e filho de Tom Hanks). Lá vemos que ele é mais engraçado do que aparenta. Programa sem compromisso nem comprometimento. Também conhecido como filme ambiente: a gente coloca no DVD, mas não vê.

Cotação: ★★☆☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Anna Faris
Colin Hanks
Emma Stone
Kat Dennings
Katharine McPhee
Rumer Willis
Kiely Williams
Dana Goodman
Kimberly Makkouk
Monet Mazur
Tyson Ritter
Christopher McDonald
Beverly D’Angelo

Direção:
Fred Wolf

Produção:
Allen Covert
Jack Giarraputo
Heather Parry
Adam Sandler

Fotografia:
Shelly Johnson

Trilha Sonora:
Waddy Wachtel

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Comédia
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Estivemos fora do ar por alguns instantes…

Aldo Alves

…e esses instantes acabou sendo o fim de semana inteiro!

Foi aquele cenário onde tudo sai do ar: o servidor saiu do ar e a Internet do nosso intrépido desenvolvedor também o deixou na mão. Tudo só voltou à normalidade hoje.

Então daqui a pouco, novas resenhas pra vocês!

Grande abraço!

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Força Policial (”Pride and Glory”, EUA / Alemanha, 2009) ***NOS CINEMAS***

Aldo Alves

Policial recluso traumatizado com o passado, deve enfrentá-lo quando é chamado à ativa para resolver um caso em que colegas seus são assassinatos. Quanto mais se aprofunda, vai percebendo que os culpados estão mais próximos do que ele pensa. Essa é a sinopse de dezenas de policiais e aqui não é diferente. Não é só de “Tropa de Elite” que vive a corrupção policial e Edward Norton (”O Incrível Hulk“) é o protagonista ao lado de Colin Farrell (”Na Mira do Chefe“) como seu cunhado e também da equipe de investigação.

Em momento nenhum o filme procura esconder os culpados. O mote é justamente a difícil decisão que o personagem de Norton deve fazer: ou protege seus entes queridos escondendo os fatos, ou faz justiça e denuncia os culpados, sabendo que com isso pode destruir a carreira de polícia da própria família. Pra ajudar nessa decisão, o roteiro quis ser espertinho e colocou um passado onde nosso herói tomou uma das decisões e se deu mal. Aí fica fácil.

Esse é outro daqueles roteiros fracos e preguiçosos. Primeiro que praticamente não houve nenhuma trilha de pistas que pelo menos exercite a mente do espectador. Todas as respostas saem das bocas das várias testemunhas, tornando a tarefa de acompanhar a solução do caso, chata e enfadonha. E o que dizer do terceiro ato onde o roteiro enlouquece e faz com que haja um assalto totalmente sem razão de ser e uma luta besta, quando deveria haver uma prisão. A cena dos dois oponentes deixando as armas de lado e arregaçando as mangas para a briga é hilária, quando não deveria ser.

Aliás, as cenas de ação são pessimamente coreografadas. O público fica sem saber o que se passa em cena nos momentos das lutas. O único acerto do filme – e convenhamos, é uma parte importante – é o relacionamento na a família, onde a violência por si só jamais sobe à cabeça, mesmo que o diretor salpique um pouco de tensão nesse sentido. Norton e Farrell ficam apenas no piloto automático num produto que deve ter sido feito apenas para pagar o aluguel de suas mansões.

Cotação: ★★☆☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Colin Farrell
Edward Norton
Jon Voight
Noah Emmerich
Jennifer Ehle
John Ortiz
Frank Grillo
Shea Whigham
Lake Bell
Carmen Ejogo
Manny Perez
Wayne Duvall
Ramon Rodriguez

Direção:
Gavin O’Connor

Produção:
Greg O’Connor

Fotografia:
Declan Quinn

Trilha Sonora:
Mark Isham

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O Inquilino (”The Lodger”, EUA, 2009)

Aldo Alves

Todos os clichês policiais se encontram nessa história de serial killer que imita Jack – O Estripador, só que na atualidade nas ruas super movimentadas de West Hollywood. Mas quando o assassino sai à caça, parece que todo mundo se tranca em casa deixando de fora apenas suas vítimas: prostitutas que não sabem o quanto é perigoso andarem sozinhas pelas ruas da cidade grande. Provavelmente são novatas no ‘emprego’.

E na cola do psicopata está o agente Manning (Alfred Molina de “A Pantera Cor de Rosa 2“). E parece que há sete anos ele prendeu o cara errado e o coitado fritou na cadeira elétrica. Ao mesmo tempo, um casal aluga o quarto dos fundos para um estranho inquilino (Simon Baker de “O Diabo Veste Prada” e da série “The Mentalist“). Ah sim, ele deve ser o assassino certo?

E porque só agora Manning percebeu que os crimes são parecidos com os de Jack, se já havia provas apontando a isso no passado? Aliás, porque mesmo ele acha que seu parceiro é gay? E que provas eram essas que fez Manning prender o a pessoa errada? O agente parece tão incompetente que ele próprio vira suspeito por conta de umas evidências circunstanciais absurdas. E este é o grande problema de “O Inquilino“, aliás um deles: uma idéia muito boa que, na hora de se transformar em roteiro, qualquer problema de ordem lógica era solucionado de forma preguiçosa, abrindo imensos buracos na história (Ex: a filha do policial era garota de programa?).

E o outro ponto fraco é a própria direção do nada ilustre e bem desconhecido David Ondaatje, o qual erra no ritmo, na condução dos atores e enquadra planos desnecessários só porque queria homenagear o mestre Alfred Hitchcock. Aliás, o mestre já deve estar se revirando no túmulo. Somente para aficcionados do gênero e nada exigentes.

Cotação: ★½☆☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Alfred Molina
Hope Davis
Simon Baker
Donal Logue
Shane West
Philip Baker Hall
Rachael Leigh Cook
Rebecca Pidgeon

Direção:
David Ondaatje

Produção:
Michael Mailer
David Ondaatje

Fotografia:
David A. Armstrong

Trilha Sonora:
John Frizzell

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