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O Paraíso é Logo Aqui (”Henry Poole is Here”, EUA, 2008)

Aldo Alves

Apesar do título nacional denotar uma comédia, está produção protagonizada pelo geralmente comediante Luke Wilson (”Idiocracia“), na verdade é um drama. Com aquela sua famosa interpretação cansada e preguiçosa – que funciona mais nas comédias – ele é o Henry Poole do título original. Com uma doença incurável e pouco tempo de vida, ele se muda para uma casa no bairro em que passou a infância e se presta apenas para ficar a toa na vida esperando seu dia chegar. Até que aparece uma mancha na parede externa de sua casa com um formato que lembra Jesus Cristo. Uma de suas vizinhas acredita que é um sinal divino e passa a azucrinar sua vida. Pra desespero de Henry, algumas pessoas que, contra sua vontade, tocaram na imagem, começam a sentir efeitos benéficos como que por milagre. As coisas começam a mudar quando ele conhece sua outra vizinha (Radha Mitchell de “Jogo Entre Ladrões“) e surge um possível romance que pode reacender seu gosto pela vida.

Tem uma temática bem parecida com “Veronika Decide Morrer“, mas ainda tem que comer muito feijão. Mesmo com bons momentos, ele já começa equivocado na escolha de não explicitar logo de início a doença, fazendo isso apenas meia hora depois, quando todo mundo já sabe o que era. Fora as cenas de lembranças da sua juventude que em nada contribuem pra narrativa.

Com um ritmo mais lento que o normal, ainda assim “O Paraíso é Logo Aqui” tem seu charme, em especial com seu elenco de apoio e sua trilha sonora pop/rock, podendo no mínimo, ser considerado como uma Sessão da Tarde razoável.

Cotação: ★★½☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Luke Wilson
Radha Mitchell
Adriana Barraza
George Lopez
Cheryl Hines
Richard Benjamin
Morgan Lily
Rachel Seiferth
Beth Grant

Direção:
Mark Pellington

Produção:
Gary Gilbert
Tom Lassally
Gary Lucchesi
Tom Rosenberg
Richard S. Wright

Fotografia:
Eric Schmidt

Trilha Sonora:
John Frizzell

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Drama
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The Legend of Bloody Mary (EUA, 2007) ***INÉDITO NO BRASIL***

Aldo Alves

Tenho pena de Nicole Aiken. Ela é uma atriz. Ou pelo menos aspirante a tal. Tem uma boa desenvoltura e um potencial talento. Mas é lógico que pra Hollywood isso não significa nada. E como a maioria das estrelas em ascensão, em estagnação ou até que já nasceram na decadência, ela teve que começar com um filme de baixíssimo orçamento. Mas ela deu azar.

“The Legend of Bloody Mary” é um dos piores filmes de terror que já passou por aqui. Aiken é a namorada de um imbecil que tem pesadelos sobre sua irmã desaparecida e finalmente descobre que quem a levou foi a tal Mary, uma bruxa executada por engravidar do líder de sua comunidade e canalha casado, mas que ninguém soube, pois ela não ousou contar de quem era o filho. Daí acharam que era de Lúcifer. Já no presente, algumas amigas acham na Internet um jogo que evoca a bruxa e começam a desaparecer. Por aí, já dá pra sentir a maluquice do roteiro. Cabe ao dublê de Cigano Igor e seus amigos desvendarem esse mistério antes que eles também desapareçam.

Os efeitos especiais parecem ter sido feitos num TK-95 da década de 80. O filme tem algo inédito: é a primeira produção que, para ser digno de seus 93 minutos, os diálogos são falados de forma pausada. Funciona assim: num diálogo, após a fala de um personagem, a câmera focaliza seu interlocutor pensando. Após 10 segundos, ele fala, e daí a câmera volta ao primeiro personagem que fica pensando e, após 10 segundos, fala novamente. E fica até o fim do diálogo. Simplesmente ridículo.

Isso sem falar que o elenco dá uma vergonha alheia ao ponto de, ao comparar com Malhação, poder indicar os meninos globais ao Oscar. E é por isso que no meio desse mar de lama, a Nicole Aiken se destaca. Sorte pra ela. Azar de quem ver esse engodo.

Cotação: ½☆☆☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Paul Preiss
Nicole Aiken
Rachel Taylor
Stephen Macht
Dean O’Gorman
Brittany Miller
Robert J. Locke
Caitlin Wachs

Direção:
John Stecenko

Produção:
Robert Ahrens
Robert J. Locke
Grant Sawyer

Fotografia:
Joe Hendrick

Trilha Sonora:
Steve Kiefer

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Terror
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Amantes (”Two Lovers”, EUA, 2008) ***NOS CINEMAS***

Aldo Alves

Depois de trabalharem em “Os Donos da Noite“, o diretor James Gray e o ator Joaquim Phoenix retomam a parceria nesse drama sobre Leonard, um rapaz com transtorno bipolar que já tentou o suicídio várias vezes após ser deixado pela noiva. Morando na casa dos pais, ele conhece Sandra (Vinessa Shaw de “Os Indomáveis”), filha de um empresário que vai comprar o negócio de lavanderia da família de Leonard. Esta se interessa de cara por ele. Quase ao mesmo tempo conhece Michelle (Gwyneth Paltrow de “O Homem de Ferro“), mulher problemática e insegura que tem um relacionamento com um homem casado.

E pela lógica dos relacionamentos, nosso perturbado anti-herói engata um romance “família” com Sandra e por outro lado, tenta obsessivamente conquistar Michelle. E se existe algo que realmente vale a pena em “Amantes” é a interpretação de Joaquim Phoenix. Ele constrói seu personagem com um cuidado tal que apesar de todos os subterfúgios nitidamente incorretos para manter essas duas relações, seu distúrbio psicológico colocado sempre de forma discreta, dá traços tão complexos ao caráter de Leonard que ele não cai na vala comum masculina. E o motor propulsor da produção é se esse romance duplo entre a submissa Sandra e a confusa Michelle fará o protagonista chegar no limite e cometer alguma loucura. A direção de fotografia e a condução da câmera de Gray também contribuem para mostrar o estado de stress e ansiedade que Leonard se encontra.

Como em tudo são rosas, seu último ato perde consideravelmente a força quando a história começa a cair em todas as armadilhas e lugares comuns do gênero, tornando seu desfecho tão previsível quanto enfadonho. E num romance, quando isso acontece, sela o destino da trama e dá grandes chances para o público sair insatisfeito. É o caso de uma grande atuação num filme que não soube se segurar.

Cotação: ★★★☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Joaquin Phoenix
Gwyneth Paltrow
Vinessa Shaw
Moni Moshonov
Isabella Rossellini
John Ortiz
Bob Ari
Julie Budd
Elias Koteas

Direção:
James Gray

Produção:
Donna Gigliotti
James Gray
Anthony Katagas

Fotografia:
Joaquín Baca-Asay

Trilha Sonora:
Lucian Piane

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Mostre seu gingado e ganhe um Playstation 2!

Aldo Alves

Mais uma promoção, e essa é relâmpago, para o filme Besouro!

A idéia é do Núcleo da Idéia e a gente divulga aqui!

O filme Besouro, em seu site oficial, está com 2 promoções: “Mestres da Capoeira” apenas para capoeiristas e a promoção “Mostre seu gingado” para o público em geral! Basta gravar um vídeo seu fazendo uns passos de capoeira, colocar na Internet e mandar o link pro site do filme Besouro

Agora corre que só vai até 30/09 e o resultado sai lá no site no dia 01/10!

Imperdível! Vai lá e ganhe seu Playstation 2!

Agora aquelas coisas que são de graça pro nosso pessoal: O press release com do filme pra vocês destroçarem!

Pra baixar clique aqui!

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Pacto Secreto (”Sorority Row”, EUA, 2009) ***NOS CINEMAS***

Aldo Alves

Hollywood sabe o que vocês fizeram no verão passado. Sabe que faz um tempo que não colocavam nas telas de cinema um terror sobre um grupo de jovens que numa brincadeira que dá errado matam alguém, e um tempo depois aparece um assassino matando cada um deles como numa espécie de vingança. E o filme até que começou bem com uma ótima abertura em tomada única e trilha sonora que contrasta tensão com diversão numa festa de fraternidade de universitárias americana. Melhora quando ocorre a tal brincadeira que dá errado, num dos únicos momentos genuínos de tensão.

A partir daí tudo descamba para a mesmice. Ou pior. Os assassinatos que ocorrem posteriormente pelo misterioso serial killer que se fantasia com uma bata de formatura e usa como arma uma chave de roda personalizada são fraquíssimos e quase nada explícitos (a melhor cena é justo quando ele não usa a arma). Todo o suspense é enfraquecido pelo famoso clichê de fazer piada justo nos momentos errados. Tarefa ingrata que cabe à malvada e linda Jessica (a quase desconhecida Leah Pipes)*.

Pra afundar de vez a trama, o último ato enlouquece com o roteiro, colocando quase todos como suspeitos – tipo como as piores novelas das 8h da Globo fazem – e daí aparentemente escolheram a esmo um dos personagens para a identidade do serial killer e deram um dos motivos mais esfarrapados do planeta pra toda essa matança.

Chega a ser constrangedor ver que “Pacto Secreto” começou tão bem e terminou da pior forma possível (sem contar os últimos 5 segundos com aquele lugar comum enfadonho). Difícil crer que o diretor Stewart Hendler foi o mesmo que fez o ótimo “Reféns do Mal“. O melhor pacto a fazer consigo mesmo é não perder tempo com isso.

Cotação: ★★☆☆☆

*Em minha opinião, há um possível desfecho que faria muito mais sentido do que esse, porém se eu contar vai acabar sendo um spoiler. Quem quiser saber, comente que envio um e-mail contando como a trama poderia ser melhorada.


Ficha Técnica

Elenco:
Adam Berry
Briana Evigan
Margo Harshman
Rumer Willis
Jamie Chung
Leah Pipes
Audrina Patridge
Matt O’Leary
Julian Morris
Debra Gordon
Carrie Fisher
Matt Lanter
Maxx Henard
Ken Bolden
Rick Applegate

Direção:
Adam Brooks

Produção:
Darrin Holender
Mike Karz

Fotografia:
Ken Seng

Trilha Sonora:
Lucian Piane

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A Prisioneira (”Walled In”, EUA, 2008)

Aldo Alves

Como atriz Mischa Barton é uma ótima modelo. Ela, que já fez “Território Virgem“, interpreta de forma inexpressiva Sam, uma arquiteta que vai a um prédio abandonado no meio do nada para preparar a sua demolição. Sem uma explicação convincente do que um suntuoso prédio faz no meio do nada, ela se depara com a síndica (Deborah Kara Unger de “88 Minutos“), seu perturbado filho (Cameron Bright de “Reencarnação“) e alguns poucos hóspedes. Isso sem saber que há quinze anos, ele foi palco de uma série de assassinatos.

É lógico que o grande mistério é a resolução das mortes ocorridas no passado e se isso pode refletir no presente. Não é preciso um gênio pra saber que rumo a trama vai tomar e, mesmo assim, a primeira metade do filme é desperdiçada em cenas de suspense desnecessárias e sonhos inúteis da protagonista. Daí pro final, “A Prisioneira” ganha mais corpo e consistência e faz uma boa mudança na narrativa, onde, apesar de previsível, desdobra um plano um pouco mais complexo que o espectador poderia suspeitar. Também assume um ritmo mais condizente com a tensão que se propõe e ganha ainda mais força pelas interpretações discretas porém eficientes Deborah Unger e Cameron Bright.

Se não fosse o início muito fraco, “A Prisioneira“, cujo desfecho parece mais do que bem apropriado para um roteiro bem escrito, poderia ser ainda mais poderoso. Ficou mediano, mas nem por isso intragável. Vale tentar.

Cotação: ★★½☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Mischa Barton
Deborah Kara Unger
Cameron Bright
Noam Jenkins

Direção:
Gilles Paquet-Brenner

Produção:
Ingo Vollkammer
Clément Miserez
Jean-Charles Levy
Kevin DeWalt

Fotografia:
Karim Hussain

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