CineCríticas

Críticas, informações, fotos, trailers e bilheterias, artistas, diretores, cinema, DVD
  • rss
  • Home
  • Sobre o site
  • Anuncie no Cinecríticas

Offspring (EUA, 2008) ***INÉDITO NO BRASIL***

Aldo Alves

Olha essa: uma tribo de canibais mirins nunca antes detectada passa a atacar uma cidadezinha esquartejando todo mundo. Além disso, eles querem um bebê sabe-se lá pra que. É o roteiro desse trash que quer se levar a sério.

Os canibais, que em momento algum o filme tenta esconder, são como meninos ricos fantasiados de pré-históricos, sem nenhuma marca ou espinha na pele e com os dentes mais limpos que um sorriso Colgate. Lembra um desfile a fantasia num colégio de elite. O filme parece entender o quanto estapafúrdia é a trama e dá uma explicação pra inglês ver das origens dessa tal tribo. Hilário que eles não falem a nossa língua, soltam mais grunidos que outra coisa, mas sabem mexer em armas de fogo e inclusive elaboram estratégias de invasão como cortar os fios de luz e telefone ou fingir-se de vítimas para poder adentrar a casa das vítimas potenciais.

Particularidades a parte, “Offspring” tem a sua cota de cenas impagáveis, especialmente para fãs de trash, como o ataque das crianças a policiais armados, ou quando uma delas toma uma bala, até o improvável duelo entre duas crianças no último ato. E palmas para a eficiente maquiagem que mostra pedaços do corpo humano e sangue como num desfile de escolas de samba. Já os outros aspectos técnicos deixam a desejar, como um corte de frames feito em determinadas brigas para dar a impressão de maior violência, a trilha monocórdica fraquíssima e até a atuação da turminha que mais parece estar numa Sessão da Tarde.

Baseado no livro de Jack Ketchum, o mesmo do chato “The Girl Next Door” (inclusive do mesmo diretor, Andrew van den Houten) e “Rastros de Vingança“, Offspring é aquela produção, muito, mas muito ruim, só que passa um mórbido prazer em assistir tamanha mediocridade.

Cotação: ★½☆☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Jessica Butler
Leigh Feldpausch
Stephen Grey
Amy Hargreaves
Art Hindle
Erick Kastel
Spencer List
Pollyanna McIntosh
Ahna Tessler

Direção:
Andrew van den Houten

Produção:
William M. Miller
Robert Tonino

Fotografia:
William M. Miller

Trilha Sonora:
Ryan Shore

Comentários
Seja o primeiro a comentar »
Categorias
Terror
RSS dos comentários rss RSS dos comentários
Trackback Trackback

Incendiário (”Incendiary”, Inglaterra / EUA, 2008)

Aldo Alves

A versatilidade do ator Ewan McGregor é surpreendente: Ele participa de blockbusters como “Anjos & Demônios” e pula para um papel secundário neste drama independente, mas que se transforma em pérola numa das poucas incursões do cinema inglês pelo terrorismo do Al Quaeda pós 11/09. Mas até eu aceitaria, afinal de contas, seu personagem participa de uma das mais quentes cenas de sexo de atores do time A do cinema com a personagem de ninguém menos que a princesinha Michelle Williams, a qual contracenou (e também ficou) com McGregor no suspense “A Lista“.

Ela, a qual é o centro da história, é uma mãe de família de classe média. Porém ela é uma promíscua que trai o marido (o qual aparentemente é fiel) sem nenhuma razão a não ser pelo fato de seu casamento estar sensivelmente frio. Um de seus affairs, o qual ela conhece num bar é Jasper (McGregor), um rico jornalista que mora na casa na frente de seu condomínio. Numa de suas armações, ela deixa marido o e filho pequeno que tanto ama num jogo de futebol pra ficar a sós com seu amante. Mas um atentado terrorista faz o campo explodir e mata sua família. A partir de então, ela luta para se recuperar da perda com a ajuda de Jasper e do suspeito chefe de seu marido falecido (Matthew MacFadyen do engraçado “Morte no Funeral“).

Muito mais que uma produção requintada (a panorâmica dos balões que representam os mortos é linda), o filme trata de questões muito pessoais que fazem o expectador se colocar no lugar de cada personagem. Ainda dá mais ênfase à complexidade do espírito humano, já que a protagonista está muito longe de ser uma heroína nos moldes normais. Pelo contrário, ela entende muito bem sua condição de canalhice e promiscuidade e nem com o acidente ela perde isso de vista. Há um leve grau de suspense na trama sobre o porque o atentado aconteceu, mas que se torna parte do drama principal sem se tornar forçado. A narração em off das cartas para Osama Bin Laden são comoventes e a espiral de culpa e transtorno da nossa anti-heróina consegue convencer e emocionar o público.

Williams faz um trabalho maravilhoso e digno de uma indicação, enquanto McGregor está bem, mas apenas correto. Destaque para MacFadyen que mostrou uma ótima veia dramática. Pra finalizar, sua trilha sonora, principalmente nos solos de piano está irrepreensível. Baseado no livro hômonimo de Chris Cleave, “Incendiário” é um filme de uma complexa dramaticidade sobre viver a vida (não a novela) e superar obstáculos aparentemente insuperáveis, os quais atingem a todos os seres humanos, bons ou nem tanto. Recomendadíssimo.

Cotação: ★★★★½


Ficha Técnica

Elenco:
Michelle Williams
Ewan McGregor
Matthew MacFadyen
Sidney Johnston
Nicholas Gleaves
Usman Khokhar
Sasha Behar

Direção:
Sharon Maguire

Produção:
Adrienne Maguire
Andy Paterson
Anand Tucker

Fotografia:
Ben Davis

Trilha Sonora:
Barrington Pheloung
Shigeru Umebayashi

Comentários
1 comentário »
Categorias
Drama
RSS dos comentários rss RSS dos comentários
Trackback Trackback

Comentários dos Cinéfilos!!!

Aldo Alves

Mais uma vez a galera se manifestando aqui no Cinecríticas! Clique no filme para ver a resenha e os comentários!

- A Julianne achou a música de A Proposta! É Get Low do Lil John!

- O Curare parece ter gostado mais da crítica do que de Lua Nova. A Charlene também! Isso é bom! Já o Saullo e o Sílvio acharam o filme só para emos. risos…

- O Saulo ficou na vontade de ver A Sétima Lua (e continua dizendo que A Bruxa de Blair é bom)

- O Felipe achou Atividade Paranormal muito parado, mas que deu pro gasto. Já o Diego ficou uma semana sem dormir.

- O Clayton gastou belas palavras pra meter o pau em Street Fighter – A Lenda de Chun Li. Mas o filme merece a porrada.

- O Daniel quer que eu faça a crítica de Um Amor pra Recordar pra eu colocá-lo na lista dos melhores filmes de romance, enquanto o Sílvio quer que escreva sobre Homecoming. O dia deles vai chegar.

E aí, o que acharam?

Abraços!

Comentários
3 comentários »
Categorias
Comentários da Turma
RSS dos comentários rss RSS dos comentários
Trackback Trackback

A Sétima Lua (”Seventh Moon”, EUA, 2008) ***INÉDITO NO BRASIL***

Aldo Alves

Eduardo Sanchez, o cara que cometeu “A Bruxa de Blair” e o fraco, “Aterrorizados“. Pode-se dizer, portanto que agora ele fez o melhor filme de sua carreira. O que não significa tanto, mas é uma evolução sansível.

A delicinha Amy Smart de “Espelhos do Medo” é Melissa vai passar lua de mel com seu marido meio babaca Yul, na China. Voltando de taxi, o motorista se perde e pára num vilarejo abandonado no meio da estrada. Lá, eles se vêem às voltas com estranhas criaturas e tem que dar um jeito de escapar com vida.

Todo terror que se passa no oriente tem a vantagem de ter suas próprias leis, o que as torna, apesar de estranhas, mais palatáveis para o espectador ocidental que não tem como se guiar pelas convenções de Hollywood. E Sanchez usa isso a seu favor. Ele continua a usar a câmera na mão como fez no podre “A Bruxa de Blair“, mas também como foi feito no ótimo e comentado há alguns dias “O Casamento de Rachel“. Aqui com um primor maior, talvez por ter um melhor domínio na filmagem em terceira pessoa, ele acerta por inicialmente desfocar a imagem das criaturas, num crescente de tensão entre os nossos heróis.

A tal lenda chinesa que dá o mote da trama faz sentido e só tem um erro, o qual não dá pra comentar aqui com risco de entregar parte importante da história*. Lógico que os mais atentos vão acertar qual a incoerência da lenda no último ato. Há alguns pontos a melhorar como a demora que se passa com os personagens fugindo a esmo e algumas situações claramente impostas para que esse tempo seja ainda mais longo.

“A Sétima Lua“, entre erros e acertos (destaque para a cena da caverna) é uma grata surpresa aos fãs de filme de terror e merece uma conferida. Agora é torcer para Eduardo Sanchez se aprimorar ainda mais e seguir essa linha.

*Quem quiser saber mais sobre qual a incoerência da trama, comente que eu envio e-mail com a resposta.

Cotação: ★★★☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Tim Chiou
Amy Smart
Dennis Chan

Direção:
Eduardo Sanchez

Produção:
Matt Compton
Robin Cowie
Gregg Hale

Fotografia:
Lam Wah-chuen

Trilha Sonora:
Antonio Cora
Kent Sparling

Comentários
1 comentário »
Categorias
Terror
RSS dos comentários rss RSS dos comentários
Trackback Trackback

Inimigo Público Nº 1 – Instinto de Morte (”L’Instinct de Mort”, França / Itália / Canadá, 2008)

Aldo Alves

Quando fiz a resenha de “Corrida Contra o Tempo” disse que há filmes que não deveriam ter sinopse para que o público descobrisse sozinho do que se trata. Neste caso é o inverso: a falta de conhecimento pode levar o espectador a certa frustração.

Então vamos dar essa ajuda: a produção é baseada na vida real de um grande criminoso francês Jacques Mesrine, interpretado por Vincent Cassel (”Senhores do Crime“). Apesar de ter voltado da Guerra da Argélia com mérito na década de 60, aos poucos vai se enveredando pela vida do crime e, com mais ação do que razão, comete diversas barbáries entre idas e vindas na prisão. Importante citar que esta é a primeira de duas partes, sendo a segunda ainda não lançada.

Dito isso, “Inimigo Público Nº 1” bebe na fonte de uma série de filmes americanos que falam sobre prisão, máfia e criminalidade. Tem referências passando por “O Poderoso Chefão“, “Profissão de Risco“, o qual se parece muito com “Meu Nome Não é Johnny” e até por “Inimigos Públicos” cuja semelhança no título nacional não é mera coincidência. Infelizmente por conta dessa característica, o filme parece uma colagem de tudo o que já se viu antes a respeito desses vários temas. E como são vários temas em um, a colagem fica um tanto superficial, isto é, mais do mesmo com menos profundidade.

Como vantagens, tem a direção segura com alguns artifícios de narrativa do competente Jean-François Richet, além da sempre honesta atuação de Vincent Cassel. Com algumas cenas brilhantes, como a entrada do protagonista na prisão de Quebec ou a cena final, mas também com várias cenas de lugares comuns, quase chupadas de outras produções, essa incursão francesa nos enlatados Hollywoodianos se mantém apenas como produto mediano um pouco longo demais, mas com produção requintada e digna de se assistir.

Cotação: ★★★☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Vincent Cassel
Cécile De France
Gilles Lellouche
Ludivine Sagnier
Roy Dupuis
Elena Anaya
Michel Duchaussoy
Myriam Boyer
Florence Thomassin
Abdelhafid Metalsi
Gérard Depardieu

Direção:
Jean-François Richet

Produção:
Thomas Langmann

Fotografia:
Robert Gantz

Trilha Sonora:
Marcus Trumpp

Comentários
Seja o primeiro a comentar »
Categorias
Ação, Drama
RSS dos comentários rss RSS dos comentários
Trackback Trackback

O Casamento de Rachel (”Rachel Getting Married”, EUA, 2008)

Aldo Alves

Apesar do título, o personagem principal é a irmã de Rachel, Kym, uma viciada em drogas em tratamento que sai da clínica para o casamento da irmã. Neste fim de semana, ela vai enfrentar todos os ressentimentos da família, além de rusgas e atritos. Nesse ínterim, este drama deve mostrar ao público que os demais membros da família também podem ser igualmente problemáticos sem precisar de drogas.

Para se assistir a esta produção, temos que entender ao que ela se propõe. O diretor Jonathan Demme (”Sob o Domínio do Mal“) quis filmar quase em caráter documental e improvisada, como se fosse um convidado que esteja acompanhando os personagens (isso inclusive se denota bastante no making off do DVD). Dessa forma Demme gasta bastante tempo (ou investe, dependendo de quem vê) em cenas praticamente desnecessárias – como vários discursos na véspera do casamento ou em shows musicais no meio da festa – onde, apesar de não ser vinculado a nenhum fato importante da trama, contribui para esse estilo informal que ele quis dar ao filme.

A protagonista Anne Hathaway (”Noivas em Guerra“) surpreende como uma hiperativa ex-viciada e fumante compulsiva que na sua sede de pedir perdão por tudo o que já fez (e aí tem uma surpresinha dramática interessante) e chamar atenção, acaba machucando ainda mais a família. Está na sua melhor forma da carreira. Sem contar que os coadjuvantes são afinados e realmente passam a impressão da mais pura realidade no fim de semana dessa família desfuncional. Destaque para a quase desconhecida Rosemarie DeWitt que interpreta Rachel que mesmo com a felicidade de estar se casando, tem o ressentimento de nunca ter tido a devida atenção dos pais, enquanto estes só se preocupavam com o estado turbulento de Rachel.

Existem cenas emblemáticas e cheias de força como a da disputa dos pratos ou a discussão entre Kym e sua mãe e só com elas, o roteiro já cumpriria sua missão. Com uma trilha altamente diversificada, “O Casamento de Rachel” não é para qualquer platéia, chegando a cansar em certos momentos devido à irregularidade da narrativa. Contudo, também é um ótimo exemplar de filme de relacionamento familiar com um elenco capaz e um improviso delicioso de Demme.

Cotação: ★★★½☆


Ficha Técnica

Elenco:
Anne Hathaway
Rosemarie DeWitt
Mather Zickel
Bill Irwin
Anna Deavere Smith
Anisa George
Tunde Adebimpe
Debra Winger
Jerome Le Page
Beau Sia

Direção:
Jonathan Demme

Produção:
Neda Armian
Marc E. Platt

Fotografia:
Declan Quinn

Trilha Sonora:
Donald Harrison Jr.
Zefer Tawil

Comentários
1 comentário »
Categorias
Drama
RSS dos comentários rss RSS dos comentários
Trackback Trackback

« Posts anteriores

Categorias

Polls

Qual o melhor filme do 1º semestre de 2010?

Ver Resultados

Loading ... Loading ...
  • Arquivos

 

 Assine o RSS

Publicidade

Sites relacionados

  • AdoroCinema
  • Bazucah Produções
  • Bico do Corvo
  • Blog do Curare
  • Cinéfilos
  • Cinema com Rapadura
  • Filmes de Cinema
  • Fui ao Cinema e…
  • Jornal Diário do Pará
  • Movie
  • Movie You
  • Twitter do Cinecríticas
  • Twitter OqueMeDeixaPUT0
rss Comments rss valid xhtml 1.1 design by jide powered by Wordpress get firefox