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Sempre ao Seu Lado (”Hachiko: A Dog’s Story”, EUA, 2009) ***NOS CINEMAS***

Aldo Alves

Lasse Hallström já está acostumado a fazer um derramamento de lágrimas coletivas em seu filme. Depois do potencial visto em “Marley e Eu“, ele conta mais uma história sobre o mais amoroso animal de estimação que o homem já teve e prova que esse tema vai muito além dos Benji’s e Lassie’s da Sessão da Tarde e pode muito bem tomar de assalto as telas de cinema.

Ele retoma a parceria com Richard Gere, com quem já trabalhou em “O Vigarista do Ano“, curiosamente um de seus poucos filmes sem muito choro. Refilmagem do japonês “Hachikô Monogatari” de 1987 e baseado numa história real ocorrida no Japão da década de 20, temos Gere como Parker nos dias de hoje, um professor de música que numa estação de trem, a qual viaja todo dia para dar aula, encontra um cachorro perdido e o leva pra casa. Sua esposa (Joan Allen de “Corrida Mortal“) inicialmente reprova a atitude, mas depois é conquistada pelo carisma do animal, mais tarde batizado de Hachi (número oito em japonês).

Hachi e Parker desenvolvem uma relação tal que todos os dias o cão sai de casa no fim da tarde para esperar seu dono na saída da estação ferroviária. Mesmo após a morte de Parker e para a surpresa de todos, durante quase 10 anos, Hachi saía de casa para esperar – agora em vão – seu dono, o que atraiu a atenção de todos a sua volta.

Uma história que é emocionante por si só e ainda conta com o fator canino se potencializa ainda mais por conta da trilha sonora de Jan A.P. Kaczmarek (”Os Cavaleiros do Apocalipse“) que faz uma interessante mescla orgânica da música ensinada nas aulas de música de Parker com a própria trilha do filme. O elenco está correto e Gere ainda conquista a platéia com seu carisma até em sua derradeira cena.

Mesmo sendo manipulador com os devidos clichês que o gênero pede, “Sempre ao Seu Lado” é aquela boa pedida de cinema para casais que devem sair da sessão com um sorriso no rosto e uma lágrima do olho.

Cotação: ★★★½☆


Ficha Técnica

Elenco:
Richard Gere
Sarah Roemer
Joan Allen
Cary-Hiroyuki Tagawa
Jason Alexander
Erick Avari
Davenia McFadden
Kevin DeCoste
Robbie Sublett
Tora Hallstrom
Donna Sorbello

Direção:
Lasse Hallström

Produção:
Richard Gere
Bill Johnson
Vicki Shigekuni Wong

Fotografia:
Ron Fortunato

Trilha Sonora:
Jan A.P. Kaczmarek

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Drama
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O Elo Perdido (”Land of the Lost”, EUA, 2009)

Aldo Alves

Refilmagem da série de aventura homônima da década de 70 que foi exibida no Brasil pelo SBT (na época TVS) na década de 80. Juntando Will Ferrell (”Quase Irmãos“) na equação, o resultado não pode ser outro senão uma comédia besteirol. Por um lado até faz sentido, já que há pouco tempo fora lançado o semelhante “Viagem ao Centro da Terra” e talvez o apelo diminuísse.

Ferrell é o Dr. Marshall, um paleontologista pateta e desacreditado que inventa uma máquina que consegue transportar pessoas à outra dimensão. Ele se junta com uma aluna, Holly (Anna Friel de “Gol“) e o dono de uma loja de estrada, Will (o comediante Danny R. McBride de “Segurando as Pontas“). Assim, Marshall, Will e Holly partem numa expedição de rotina (lembram da música?) e param nessa outra dimensão onde encontrarão animais pré-históricos, nativos peludos (lembram do Chaka?) e ainda as famosas criaturas répteis, os Sleestaks.

Não é preciso nem uma análise profunda pra perceber que a trama toda não faz o menor sentido. Pela quantidade de gente que já caiu nessa dimensão, o tal aparelho de Marshall parece ser completamente desnecessário. Logo se vê que o objetivo aqui é fazer o público rir sem o mínimo de coerência, como se fosse um especial do Saturday Night Live em homenagem à série, humorístico, aliás, que deu cria a Will Ferrell. Mas jogando toda a racionalidade no lixo, sim, “O Elo Perdido” consegue com êxito até surpreendente fazer rir. Isso graças à persona de Ferrell que em todas as suas comédias parece apenas interpretar a ele mesmo e, por incrível que pareça, aliada a situações bem elaboradas ainda consegue arrancar boas gargalhadas.

Destaque para o extra de “1 dia no set” dirigido e apresentado pelo comediante Danny McBride, o qual é engraçadíssimo. Trabalho mediano do diretor Brad Silberling (”Um Astro em Minha Vida“) e recomendado para quem quer achar graça sem fazer um único neurônio pensar.

Cotação: ★★★☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Will Ferrell
Anna Friel
Danny McBride
Jorma Taccone
John Boylan
Matt Lauer

Direção:
Brad Silberling

Produção:
Marty Krofft
Sid Krofft
Jimmy Miller

Fotografia:
Dion Beebe

Trilha Sonora:
Michael Giacchino

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Comédia
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Tudo Pode Dar Certo (”Whatever Works”, EUA, 2009) ***INÉDITO NO BRASIL***

Aldo Alves

O que acontece ao juntar o diretor e operário padrão Woody Allen com o mestre por trás da série “Seinfield” e “Curb Your Enthusiasm” Larry David? Uma comédia que mistura o stand up comedy americano com os diálogos menos afiados de Woody Allen.

Boris (David) é um velho rabugento, paranóico e hipocondríaco com um senso de superioridade exacerbado e tem como passatempo rebaixar a tudo e a todos. Tanto é que só ele vê que há uma platéia (nós) assistindo a sua vida. Na verdade é uma brincadeira do diretor que numa análise mais profunda não tem grandes serventias, a não ser de colocar o protagonista numa real posição de superioridade. Até que ele conhece Melody (a delícia Evan Rachel Wood de “Across the Universe“), uma sulista burra que nem uma porta e, sem ter onde cair morta, acaba sendo acolhida a contragosto por Boris. Para a surpresa de todos, e até do próprio Noris, com o tempo eles passam a se gostar e acabam se casando. Tudo vai bem (em termos) até a visita inesperada da mãe de Melody (Patricia Clarkson que já trabalhou com Allen em “Vicky Cristina Barcelona“) que também sem ter onde ficar, hospeda-se com Boris e passa a infernizá-los.

De volta a filmar em Nova York, cidade e musa principal de Woody Allen, ele faz um primeiro ato cansativo com monólogos pouco inspirados num formato de stand up com Larry David dando uma de Jerry Seinfield, mas sem o mesmo carisma. A engrenagem passa a funcionar melhor a partir da metade do filme quando vários personagens passam a dividir a tela. A química com Evan Rachel Wood e Patricia Clarkson faz o personagem principal até mais engraçado. E as atrizes estão muito bem, como sempre.

Com um final piegas, “Tudo Pode Dar Certo” está longe de ser o melhor de Allen, mas pelo menos dá pra matar saudade do diretor e de sua cidade cuja parceria gerou tantas brilhantes produções.

Cotação: ★★★☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Larry David
Evan Rachel Wood
Ed Begley, Jr.
Patricia Clarkson
Conleth Hill
Michael McKean
Jessica Hecht
Christopher Evan Welch
Henry Cavill

Direção:
Woody Allen

Produção:
Letty Aronson
Stephen Tenenbaum

Fotografia:
Harris Savides

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Encontro de Casais (”Couples Retreat”, EUA, 2009) ***NOS CINEMAS***

Aldo Alves

Jason (Jason Bateman de “Hancock“) e Cynthia (Kristen Bell de “Ressaca de Amor“) estão com problemas no casamento e decidem ir para um resort para casais com um programa psicológico feito especialmente para desenvolver seu relacionamento. Convidam mais três casais amigos, dentre eles, Dave (Vince Vaughn de “Titio Noel“) e Ronnie (Malin Akerman de “A Proposta“), como também Joey (Jon Favreau de “Eu Te Amo, Cara“) e Lucy (Kristin Davis de “Sex and the City“). Os casais amigos pensavam que eles só iam se divertir, apoiando o casal problemático em seu tratamento psicológico. Só que quando chegam lá, eles são obrigados a passar pelo mesmo tratamento e começam a brotar problemas entre os cônjuges que não existiam ou que pelo menos eles não sabiam que existiam. Isso, é claro, no meio de várias confusões.

O roteiro foi escrito por Favreau e Vaughn e eles cometeram o erro de confiar todo humor da narrativa na capacidade dos atores (eles inclusive) de fazerem a platéia rir, sem se preocupar com o contexto das situações. O resultado são piadas requentadas em esquetes humorísticos com poucos vínculos e, apesar de provocar risos, principalmente em algumas gags físicas, o público vai sair do cinema com a incômoda sensação de que faltou muita coisa. Salvam-se a beleza do elenco feminino, fisicamente em forma (ao contrário dos atores) e uma bela fotografia que faz a gente ficar morrendo de vontade de estar no resort também.

“Encontro de Casais” é aquele famoso enlatado Hollywoodiano sem a mínima preocupação de ser uma diversão inteligente que não chega a cumprir seu papel de fazer rir, mas conta com bons momentos e certo carisma de seu elenco. E só.

Cotação: ★★½☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Vince Vaughn
Jason Bateman
Jon Favreau
Faizon Love
Malin Akerman
Kristen Bell
Kali Hawk
Jean Reno
Kristin Davis
Tasha Smith
Carlos Ponce
Peter Serafinowicz
Temuera Morrison

Direção:
Peter Billingsley

Produção:
Scott Stuber
Vince Vaughn

Fotografia:
Eric Alan Edwards

Trilha Sonora:
A.R. Rahman

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Comédia
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O Cinecríticas deseja um FELIZ NATAL pra você!

Aldo Alves

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Scarce (EUA, 2008) ***INÉDITO NO BRASIL***

Aldo Alves

Três amigos esquiadores numa viagem de inverno se tornam prisioneiros de dois sádicos canibais. Mais um terror desmiolado. O filme investe 20 minutos para que o espectador se aprofunde na personalidade dos personagens. O problema é que sua personalidade é mais rasa que piscina de criança. Os caras só querem saber de festa. A cena em que um deles desmaia de bêbado entra para as mais ridículas do gênero. Até porque todos eles passariam vergonha até se fossem pro elenco de “Malhação“.

Depois de aprisionados, não faz o mínimo sentido que eles continuem vivos, mesmo com a desculpa fajuta dada por um de seus algozes que para a carne ficar amaciada. Os homens são adultos e os canibais querem amaciar a carne por mais uns dias? A bem da verdade, existem cenas – pouquíssimas porém – que até provocam um mínimo de tensão no espectador, mas também se evaporam em segundos. Os cenários são mais artificiais que uma nota de 3 reais. Agora, não dá pra negar que os efeitos especiais de carnificina são ótimos. Ver um assassino esquartejando um cadáver ou um buraco feito na barriga de um dos personagens é pra fã nenhum de gore botar defeito.

Mas “Scarce” tem um final tão tosco que dá a impressão que a única coisa que o roteirista fez foi repetir os 5 primeiros minutos detalhados em 90 minutos. Será mais tempo perdido pra quem se aventurar a assistir. O Cinecríticas vê tudo. Ossos do ofício. Nesse caso, carne e tripas do ofício também.

Cotação: ★☆☆☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Steve Warren
Gary Fischer
Thom Webb
Chris Warrilow
Gavin Peacock

Direção:
Jesse Cook
John Geddes

Produção:
Jesse Cook
John Geddes
John Cowan

Fotografia:
John Lesavage

Trilha Sonora:
Jacob McNeil

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