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Premonição 4 (”The Final Destination”, EUA, 2009) ***NOS CINEMAS***

Aldo Alves

A fórmula do primeiro “Premonição” foi um sucesso. Afinal de contas finalmente inventaram um serial killer que era praticamente impossível de vencer: a própria morte. E então uma cadeia de acontecimentos levavam os sobreviventes de um acidente (naquele caso, de avião) a morrerem, um por um. Não tardou para haver uma continuação, porém, ao invés de investirem no roteiro e como se chegar a um próximo passo para deter a morte, acabaram focando em mortes cada vez mais explicitamente violentas e gráficas. O que até funcionou, não fosse o desfecho descambando pra comédia. O terceiro, já num parque de diversões, apenas a cópia dos dois primeiros. E esta quarta parte, dirigida por David R. Ellis, o mesmo da “Premonição 2” e “Asylum“, torna-se uma cópia apenas bem feita quanto aos efeitos especiais, mas medíocre quanto ao roteiro.

Dessa vez é numa corrida de stock car, onde os candidatos à morte escapam por causa da premonição de um deles. O resto já se sabe. Só que os agravantes superam em muito o que o filme teria de positivo. Primeiro que qualquer regra imposta pelo primeiro filme sobre como a morte age, é sumariamente descartada, ficando praticamente a Deus dará (no caso da Dona Morte, isso chega a ser literal). Segundo, porque depois de quatro partes, a platéia começa a pensar porque a morte simplesmente não causa um infarto fulminante em todo mundo e resolve a questão em minutos. Terceiro porque os roteiristas ainda trapaceiam aumentando o número de premonições de tal forma que metade das mortes do filme (e uma parte do tempo) são apenas de ilusões do pseudo-protagonista. E finalmente o tal do efeito 3D disponível em algumas salas vai saturar o espectador, visto que o roteiro trabalha para o efeito e não vice versa. Isto é, muitas cenas foram escritas só pra ter o tal efeito, sem preocupação com a coerência e outros elementos que diferenciam um bom terror de algo desnecessário como este.

E vendo que “Premonição 4” é uma xerox desgastada dos anteriores, provavelmente só iremos saber como vencer a morte lá pela décima parte. Oxalá.

Cotação: ★★☆☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
RyBobby Campo
Shantel VanSanten
Nick Zano
Haley Webb
Mykelti Williamson
Krista Allen
Andrew Fiscella
Justin Welborn
Stephanie Honoré
Lara Grice
Jackson Walker
Phil Austin

Direção:
David R. Ellis

Produção:
Craig Perry
Warren Zide

Fotografia:
Glen MacPherson

Trilha Sonora:
Glen MacPherson

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Terror
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Lunar (”Moon”, EUA, 2008)

Aldo Alves

Pura ficção científica protagonizada pelo exército de um homem só, Sam Rockwell (”No Sufoco“). O diretor de propaganda Duncan Jones é tão fã de Rockwell que escreveu esse filme especialmente para o ator. E é uma pura ficção científica profunda como não se via há muito tempo. Ele é o astronauta Sam (lógico, em homenagem ao nome real do ator), que assinou um contrato pra ficar sozinho na lua durante três anos numa base de extração de minério. Seu único companheiro é o robô Gerty (na voz de Kevin Spacey de “Quebrando a Banca“). Afastado de sua esposa e filha, tudo corre relativamente bem, até que um acidente faz com que ele encontre outra pessoa que é igual a ele, como uma espécie de clone. Então ou ele pode estar perdendo o juízo ou algo de muito grave pode estar acontecendo na estação espacial. Contar mais é estragar a surpresa.

Rockwell carrega esse solitário filme nas gostas e conta com ótimos efeitos especiais, mesmo este sendo uma produção independente, fazendo com que ele e seu clone interajam de forma natural e, principalmente, fazendo o espectador até esquecer que é o mesmo ator contracenando com si mesmo. Ver o making off (sim, os extras são ótimos) e descobrir que foi usado um híbrido de CGI de última geração com as pequenas maquetes em miniaturas famosas nos anos 80 com a primeira trilogia “Star Wars” é uma atração a parte.

O que interessa é uma trama que não é complexa, mas é tão cheia de nuances que vai atrair todos os públicos. Jones faz a escolha certa em revelar com cuidado todos os segredos e melhor: ele o faz de forma não explícita, isto é, se o espectador não estiver atento, principalmente no último ato, algumas coisas devem passar despercebidas e o véu acaba não caindo por completo. De tão envolvente, o sentimento de revelar e discutir a narrativa com alguém é inenarrável, então é bom assistir acompanhado.

Os extras do DVD ainda incluem um curta-metragem no mínimo interessante do mesmo diretor, além de vários featurettes que merecem ser vistos. Lunar está num outro extremo de ficção de “Avatar“: pouca ação, mas com uma profundidade abissal, atuações (se é que pode se usar o plural) extraordinárias e uma conclusão surpreendente sobre até onde vai a ambição humana. Imperdível.

Obs: Interessante ver nas entrevistas de Sam Rockweel nos extras que ele parece ser muito menos articulad na vida real do que em seu personagem.

Cotação: ★★★★½


Ficha Técnica

Elenco:
Sam Rockwell
Kevin Spacey

Direção:
Duncan Jones

Produção:
Stuart Fenegan
Alex Francis
Justin Lanchbury
Nicky Moss
Trudie Styler
Julia Valentine

Fotografia:
Gary Shaw

Trilha Sonora:
Clint Mansell

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Ficção Científica
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Promoção “Quem é o Assassino?” – Ganhe o Digilivro Grau 26!

Aldo Alves

Do criador de CSI, Anthony E. Zuiker.

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Zumbilândia (”Zumbiland”, EUA, 2009) ***NOS CINEMAS***

Aldo Alves

Achar que “Zumbilândia” é mais ou menos original depende muito do cinéfilo. Pra quem nunca viu filme do gênero – o qual começou a tomar corpo com a ótima comédia britânica “Todo Mundo Quase Morto” – deve sair do cinema achando esta nova produção uma delícia de comédia. Já pra quem sabe que existem filmes como “Planeta Terror“, “Fido – O Mascote“, “As Strippers Zumbi” e mais recentemente “Last of the Living“, aliás, produção essa com temática muito próxima a “Zumbilândia“.

Porém a inovação está no conjunto de improváveis personagens que conseguem sobreviver à doença que transformou todos em zumbis. Jesse Eisenberg (”Férias Frustradas de Verão“) é Columbus (não é o nome dele, mas de onde veio) e funciona como nosso guia para entender que ele é um nerd que muitos considerariam como perdedor, mas justamente por suas manias e distanciamento da sociedade, criou um conjunto de regras que o permitiu escapar da hecatombe de mortos-vivos. Inclusive o ponto alto é a maneira como as regras são dispostas ao longo da produção, principalmente no primeiro ato, com efeitos especiais de primeira linha.

Pouco depois conhecemos os demais personagens: Tallahassee, interpretado por Woody Harrelson (”2012“) se divertindo horrores na pele de um machão com um ponto fraco por bolinhos e as irmãs Wichita e Little Rock (Emma Stone de “A Casa das Coelhinhas” e Abigail Breslin de “Uma Prova de Amor” respectivamente), uma dupla de adolescentes que só pensam em se dar bem. A química é muito boa entre os integrantes no elenco com seus bons momentos e o relacionamento entre eles parece se refletir bem mais que a própria temática de zumbis, relegada a segundo plano, já que vemos poucas boas cenas de efeitos especiais dos mortos-vivos sendo dilacerados (a ótima cena do acidente de carro no início por conta do cinto de segurança é antológica). E também é impagável a ótima participação do ator Bill Murray interpretando a ele mesmo e parodiando um de seus maiores papéis, em “Caça-Fantasmas“.

Agora “Zumbilândia” nada acrescenta ao gênero e é esquecido em menos de meia hora após o cinema. Diversão leve e descompromissada, até vale uma ida ao cinema pra quem não passa um fim de semana longe, frente aos lançamento medianos dos últimos tempos ou, como disse no início pra quem desconhece comédias sobre zumbis. Para os demais, melhor alugar em DVD.

Cotação: ★★★☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Woody Harrelson
Jesse Eisenberg
Emma Stone
Abigail Breslin
Amber Heard
Bill Murray

Direção:
Ruben Fleischer

Produção:
Gavin Polone

Fotografia:
Michael Bonvillain

Trilha Sonora:
David Sardy

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Comédia
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Sede de Sangue (”Bakjwi”, Coréia do Sul, 2009)

Aldo Alves

Park Chan-wook da célebre trilogia da vingança (”Mr. Vingança“, “Lady Vingança” e “OldBoy“) volta a trabalhar com o ator e amigo Song Kang-ho, que além de participar da trilogia, também está no ótimo “Os Invencíveis“. Ele é o padre Padre Sang-hyeon que se submete a uma experiência com um perigoso vírus para achar a cura e ajudar os doentes. A beira da morte, ele recebe uma transfusão com um sangue de origem desconhecida e acaba virando um vampiro. Nunca um filme abordou a transformação de um ser humano em vampiro de forma tão humana. O padre tem a consciência de pesar todos os valores éticos e humanos no processo, inclusive o fato da sua iminente morte caso se abstenha de sangue e toma decisões muito mais coerentes do que em qualquer outra produção do gênero.

Para melhor ou pior, “Sede de Sangue” não é só isso. Ele se envolve com uma família cuja esposa, Tae-joo, é maltratada pela sogra, porém manipuladora. Os dois se apaixonam e devem lidar com o fato dele ser vampiro e dela ser casada, o que causará conseqüências desastrosas. Após essa transição o filme foca no relacionamento entre os dois sendo ela (interpretada pela atriz Kim Ok-vin) dotada de uma personalidade muito mais forte e nociva.

Uma fotografia impecável e técnicas de truncagens com efeitos especiais criativos e econômicos de dar inveja a Hollywood. A narrativa anda a passos delicados e sem pressa, já que estamos falando de um filme de terror de arte, isto é, talvez mais pendendo ao drama. Porém há um bom pedaço que fará os ocidentais torcerem o nariz: um determinado personagem é assassinado pelo protagonista e volta a assombrá-lo, mas de uma forma que por pouco não descamba pra comédia. Até porque os orientais entendem essa passagem para o outro lado de forma muito diferente, portanto pouco fará sentido e o público “do lado de cá” provavelmente vai preferir que tivessem editado essa parte, economizando tempo. Mesmo que ainda haja ambigüidade em se é assombração ou se é alucinação, o filme parece sair dos trilhos.

O último ato é dos mais intensos, principalmente por mostrar o conflito interno do padre, entre seu amor por Tae-joo e o bem da raça humana. A luta entre a vontade de viver e as questões éticas refletidas no casal nos últimos minutos é emblemática. “Sede de Sangue” é mais uma boa obra para os apreciadores do bom cinema e para os fãs de vampirismo que não deixa nada a desejar para os melhores clássicos, mesmo que escorregue em alguns momentos.

Cotação: ★★★½☆


Ficha Técnica

Elenco:
Song Kang-ho
Kim Ok-vin
Kim Hae-sook
Shin Ha-kyun
Park In-hwan
Oh Dal-su

Direção:
Park Chan-wook

Produção:
Ahn Soo-Hyun
Park Chan-wook

Fotografia:
Chung-hoon Chung

Trilha Sonora:
Young-ook Cho

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Drama, Terror
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Vencedor da promoção Embarque Imediato!

Aldo Alves

Foi o nosso amigo Sílvio no echoprimal@hotmail.com!

Sílvio, basta você mandar seu endereço completo para sitecinecriticas@gmail.com e o kit estará a caminho!

Em breve mais promoções! Obrigado a todos que participarem pelo blog e pelo Twitter!

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