300 (EUA, 2007)

Genre :

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Frank Miller foi eleito o gênio da vez e após sua HQ “Sin City“, é a vez de o quase muito bom “300” ser adaptado para o cinema. Há dois ângulos em que a produção pode ser analisada: vendo pelo âmbito do roteiro, o filme é um fracasso. Com um argumento inicial que chega a ser ridículo, o rei espartano Leônidas provoca uma guerra com o rei persa e dublê de travesti Xerxes (Rodrigo Santoro com plumas e paetês) e, a partir disso, ficamos diante de um longo vídeo-game, onde as fases ficam mais difíceis à medida que os nossos heróis (?) vencem as batalhas. Aliás, a maioria das justificativas do roteiro se baseia no fato que o tal rei Leônidas se acha o mais macho dos machos e ao sempre querer mostrar isso, fiquei pensando que de repente ele seja um Xerxes enrustido.

Entretanto, do ponto de vista da produção técnica, o filme é impecável. Sempre variando em tons de sépia e um vermelho vivo, o diretor Jack Snyder (“Madrugada dos Mortos“) faz questão de mostrar a carnificina nos detalhes, a ponto de uma decapitação ou mutilação merecer uma câmera lenta detalhada.

Os nerds e geeks vão pular da cadeira. Ao contrário de “Sin City” onde o design gráfico ajudava a contar a história, em “300“, é a estética que manda. Por isso muita gente nem vai notar que o filme não tem história e vai sair do cinema achando o máximo. Assim, de certa forma, os espartanos vencem a guerra.

Nota 7


Ficha Técnica

Elenco:
Gerard Butler
Lena Headey
Dominic West
Rodrigo Santoro
Tim Connolly
Michael Fassbender

Direção:
Zack Snyder

Produção:
Mark Canton
Bernie Goldman
Gianni Nunnari
Jeffrey Silver

Fotografia:
Larry Fong

Trilha Sonora:
Tyler Bates

 

1 Comment

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  • Clayton Nogueira
    on

    Frank Miller é um genio? Sim, dos quadrinhos. Está entre os deuses das estórias de papel. Porém, na maioria dos casos, a transposição de suas criações para a tela grande tem sido no mínimo, indignas.
    A exceção começou com SIN CITY que além de contar com ótimo elenco, possuía um visual inovador e fantástico.
    300 pode não ter a mesma qualidade em roteiro, mas visualmente é um espanto. As cenas de batalha, ora aceleradas ora em câmara lenta, são espetaculares. Sim, Rodrigo Santoro está ridículo, mas vale como um brasileiro em Hollywood. Além disso, vale mais a pena concentrar os olhares na rainha Lena Headey.

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