7500

Joseph Gordon-Levitt de “Sexo, Drogas e Jingle Bells” estrela esse suspense que é uma espécie de “Capitão Phillips” num avião, mas sem um roteiro da mesma qualidade.

Ele é Tobias, piloto que começa um vôo como vários outros de Berlim e pouco depois de decolar, sequestradores tomam de assalto a tripulação e tentam entrar na cabine. A maior parte dos 90 minutos de projeção mostra o protagonista fazendo o possível para impedir que os sequestradores entrem antes do pouso, mesmo a custa de possíveis mortes de reféns.

O suspense e tensão criados é o que mais vale a pena na produção ao lado da sempre competente atuação de Joseph Gordon-Levitt que evita exageros e cria afinidade ao tomar decisões coerentes para mitigar a delicada situação.

Alguns vão torcer o nariz com a peculiaridade de todas as ações se passarem na cabine do avião, mas não deixa de ter um efeito claustrofóbico e que ajuda a construir a narrativa, inclusive do drama de estar sozinho com vários passageiros do outro lado como reféns.

O filme só não decola (desculpa o trocadilho) porque o roteiro é bastante previsível principalmente no segundo ato onde fica fácil entender quais os gatilhos emocionais da história, os quais já haviam sido apresentados no início e justamente por isso perdem força naqueles que deveriam ser os picos de tensão.

O diretor usa um desfecho mais cru e minimalista que casa com o clima sombrio do clímax e mantém a obra nos trilhos.

“7500” cria uma atmosfera de suspense interessante, apesar de momentos cruciais serem óbvios, mas Joseph Gordon-Levitt consegue ser correto e pilotar o filme sem turbulência (meu Deus, os trocadilhos!).

Ficha Técnica

Elenco:
Joseph Gordon-Levitt
Omid Memar
Aylin Tezel
Carlo Kitzlinger
Murathan Muslu
Aurélie Thépaut

Direção:
Patrick Vollrath

Produção:
Jonas Katzenstein
Maximilian Leo

Fotografia:
Sebastian Thaler

 

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