A Dama de Ferro (“The Iron Lady”, Inglaterra / Irlanda, 2011) ***NOS CINEMAS***

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Meryl Streep de “Simplesmente Complicado” deveria ganhar um Oscar todo ano, independente de ter feito algum filme no período. Ela dá vida (no sentido literal) à polêmica Margaret Thatcher, Primeira Ministra da Inglaterra de 1979, renunciando ao cargo em 1990 devido a sua baixa popularidade após bater de frente à criação do Euro como moeda única européia.

Streep é quem segura o filme de ponta a ponta, já que seus realizadores cometem uma série de deslizes que acabam comprometendo boa parte da narrativa. Dirigido por Phyllida Lloyd, que já fez uma parceria com Streep no regular “Mamma Mia!”, já começa com uma abordagem totalmente errada, com roteiro focando nos dias atuais e mostrando uma senhora já com Alzheimer que tem constantes visões do marido morto de câncer anos antes (Jim Broadbent de saga “Harry Potter”, aqui apenas correto).

O problema é que metade do filme é centralizado nos dias atuais, quando deveria ter perdido no máximo quinze minutos, já que apesar de esclarecedor ver o que aconteceu com Tatcher, esse período não agrega em nada à sua história. Assim, todos os fatos marcantes como sua ascensão à líder do partido conservador, a Guerra das Malvinas, suas duas reeleições, a tentativa de assassinato e a crise da criação do Euro são mostrados de forma superficial e ainda faz o espectador correr o risco de não situar os fatos no tempo ou na própria história. Dessa forma, a produção praticamente não tem um clímax, ou pior, seu clímax fica longe de ser algo de destaque na trama.

Assim, com exceção de algumas imagens reais de arquivo de extrema importância e a belíssima trilha sonora de Thomas Newman (“Os Agentes do Destino”), ver “A Dama de Ferro”, nada mais é que se deleitar com a impressionante atuação de Meryl Streep, acompanhando tanto sua transformação física, quanto sua perfeita imitação de trejeitos e maneirismos da Tatcher real. Maryl Streep é de ferro, mas o resto dos realizadores desta obra não.
[rating:3]

Ficha Técnica

Elenco:
Meryl Streep
Jim Broadbent
Susan Brown
Alice da Cunha
Phoebe Waller-Bridge
Iain Glen
Alexandra Roach

Direção:
Phyllida Lloyd

Produção:
Damian Jones

Fotografia:
Elliot Davis

Trilha Sonora:
Thomas Newman

 

1 Comment

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  • Rafaella
    on

    Concordo em gênero e grau com a sua crítica. Acho q ñ poderia ser colocado de forma melhor: “Streep é quem segura o filme de ponta a ponta”. A atuação dela esta impecável, tanto que podemos ver ate onde vai a sua lucidez dentro da doença. Espetacular! Porem, o foco do filme realmente foi errado! Acho q ñ tem como ela ñ ganhar o oscar esse ano…. xD

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