Atividade Paranormal 5: Dimensão Fantasma (“Paranormal Activity: The Ghost Dimension”)

Nunca uma franquia foi tão mais do mesmo quanto esta. Se a maioria delas procura se reinventar, essa aposta nos mesmos sustos, do mesmo jeito, com pequenas variações. Nessa agora, a qual os produtores juram que é a parte final, a pequena variação está numa câmera especial que capta o… digamos… electroplasma do espírito maligno conhecido como Toby.

No tempo atual (na verdade 2013) uma nova família vem morar na casa onde as irmãs Katie e Kristy foram criadas no fim dos anos 80 e se deparam com essa tal câmera “especial” e várias fitas de VHS. Quanto mais a família usa a câmera e assiste às fitas, mais fenômenos sobrenaturais começam a acontecer e fica claro que querem levar a sua filhinha embora.

Até o modus operandi da família ao lidar com a presença demoníaca é o mesmo de todos os outros filmes. Fica chato porque, é quase certo de que o espectador preverá como tudo vai acabar. A grande sacada que é sempre ofuscada pelos sustos, é a conexão dos eventos dos anos 80 com o presente (não é spoiler, pois consta no trailer) e também finalmente descobrimos qual a intenção das bruxas e do espírito, o que já é alguma coisa se pensarmos que a história se resume em sustos.

Por isso que a turma que gosta de pular da cadeira vai gostar do filme, mesmo que todos os sustos se resumam na tecnologia 3D ser usada para que Toby avance na câmera, fazendo aquele barulho que fará a platéia se apertar.

Se a saga de “Atividade Paranormal” não melhora com o tempo, pelo menos é até uma proeza que não se deteriore, mantendo uma qualidade mediana de narrativa que mesmo se repetindo, não chega no fundo do poço.

E como este é o último capítulo, vamos entender um pouco da saga em pouquíssimas palavras. (NÃO LEIA SE VOCÊ NÃO VIU OS FILMES):

Atividade Paranormal (2009): O casal Kate e Micah começam a ser atormentados por uma presença demoníaca que no fim leva o filho (Hunter) deles quando Kate é possuída de vez.

Atividade Paranormal 2 (2010): Acontece durante o antecessor, isto é o primeiro filme está dentro do segundo. Mostra a irma de Kate, Kristy e a relação entre elas. Kate mata todo mundo.

Atividade Paranormal em Tóquio (2010): Spin off da série. Absolutamente nada a ver com a saga. Tentam fazer um vínculo dizendo que que atropelou a protagonista desse filme foi Kate. Desnecessário e dispensável.

Atividade Paranormal 3 (2011): Talvez o melhor da saga. Mostra a infância de Kate e Kristy e a origem da seita de bruxas. E finalmente aprendem a dar sustos melhores e ligam a trama dos dois primeiros.

Atividade Paranormal 4 (2012): Descobrimos o paradeiro de Hunter que está com Kate. Isso faz com que as coisas fiquem meio sem sentido no roteiro, pois bastaria ela leva-lo a seita. Daí a gente começa a ver que os produtores ficaram gananciosos. Só que os personagens principais são os vizinhos deles. E eles também levam o farelo.

Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal (2014): Outro spin off, desta vez com um vínculo um pouco melhor. O bacana é que a gente entende parte do ritual que terá parte em “Atividade Paranormal 5: Dimensão Fantasma”.

Atividade Paranormal 5: Dimensão Fantasma (2015): Por conta da ganância dos produtores, Hunter não foi suficiente, então inventam que o espírito precisa da garotinha Leila para finalmente tomar corpo, o que acontece no final e a gente vê pelo menos as suas pernas e braços e daí acaba. FIM.

Ficha Técnica

Elenco:
Chris J. Murray
Brit Shaw
Ivy George
Dan Gill
Olivia Taylor Dudley
Chloe Csengery
Jessica Tyler Brown
Don McManus
Michael Krawic
Hallie Foote
Aiden Lovekamp
Cara Pifko
Mark Steger
Rebecca Larsen

Direção:
Carlos Saldanha

Produção:
Jason Blum
Oren Peli

Fotografia:
John W. Rutland

 

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