Banquete do Amor (“Feast of Love”, EUA, 2007)

Genre : ,

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Pra quem já viu a comédia romântica “Simplesmente Amor“, este drama romântico deveria se chamar “Complicadamente Amor“. Isso porque talvez seja um retrato muito próximo da complexidade do ser humano e da constatação de que a vida nem sempre é justa.

Ela segue três tramas diferentes que se interconectam constantemente ao longo da narrativa: um ex-professor (Morgan Freeman, de “O Procurado”) amargurado pela perda do filho, dá constantes conselhos para Bradley (Greag Kinear, de “Pequena Miss Sunshine”), dono de uma cafeteria que parece sempre se meter com as mulheres erradas, por mais que tenha muito amor pra dar. Ele é chefe de Oscar (Toby Hemingway, de “O Pacto”), um jovem ex-viciado que encontra o amor, porém é ameaçado por seu pai alcoólatra.

É o tipo de filme que manipula o espectador para levá-lo às lagrimas, mas com um elenco tão carismático, dá até pra deixar essa falha de lado. De todas as tramas, o elo mais fraco é o que conta sobre Oscar, porém é fundamental para o desfecho.

Apesar de ter um contexto como qualquer filme do gênero, tem a interessante diferença de ser bastante erótico com nus frontais de quase todas as atrizes, principalmente de Radha Mitchell (“Terror em Silent Hill”), que interpreta uma namorada de Bradley, e de Alexa Davalos (“O Nevoeiro”), o interesse amoroso de Oscar.

Um DVD com uma bonita mensagem e recomendado para casais naquela tarde chuvosa, onde tudo pode acontecer.

[rating:3.5]


Ficha Técnica

Elenco:
Morgan Freeman
Greg Kinnear
Radha Mitchell
Billy Burke
Selma Blair
Alexa Davalos
Toby Hemingway
Stana Katic
Jane Alexander
Fred Ward
Margo Martindale
Missi Pyle

Direção:
Robert Benton

Produção:
Gary Lucchesi
Tom Rosenberg
Richard S. Wright

Fotografia:
Kramer Morgenthau

Trilha Sonora:
Stephen Trask

 

1 Comment

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  • Clayton
    on

    No Top 10 da lista de romances do cinecríticas, alguns são desconhecidos para mim, então, aproveitando o tempo livre, resolvi começar por este aqui, Banquete do amor. Nome interessante, parece que tudo vai rodar em uma cozinha, mas ao assistí-lo poderíamos rebatizá-lo como “Quando o amor faz chorar”. Pontos positivos, as estórias se entrelaçam sem forçar a barra, tão comum em alguns roteiros, e 3 casos são a medida certa. Atores de primeiro escalão capitaneando, os do time B competentes e os desconhecidos não comprometem a fábula (engraçado como Toby Hemingway funciona neste filme, quando o máximo que se espera dele é “presença de paquito” em filmes de ação descerebrada).
    O erotismo explícito, fato não muito corriqueiro neste filão, não vem de forma gratuita, muito pelo contrário, visa mostrar a diferença do que é feito mecanicamente e do que realmente ocorre quando se está apaixonado e tomado pelo desejo. Mérito também aos atores, principalmente Radha Mitchell, que consegue contracenar com naturalidade mesmo que o único objeto em contato com sua pele seja muitas vezes um cigarro na mão. Freeman, meu motivo por começar o TOP 10 por este filme (sua presença na capa do DVD), começa como o bom conselheiro, mestre-sabe-tudo, mas no decorrer do filme, percebe-se que as lições que ensina aprendeu a duras penas com o passado.
    De negativo apenas algumas “engolidas” que tive que dar, como por exemplo, a incrível rapidez na paixão de Bradley pela médica, ou melhor, da médica por Bradley. E a doença de Oscar sem nenhum sinal anterior neste sentido. Mas de tão bem amarrado, se perdoa e aceita isso com a mesma facilidade como qualquer adotaria Alexa. Pra assistir a dois, depois que as crianças dormirem, claro.

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