Batman – O Cavaleiro das Trevas (“The Dark Knight”, EUA, 2008) ***NOS CINEMAS***

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Esqueça todos os filmes de supre-herói. “Batman – O Cavaleiro das Trevas” é a nova referência do gênero. Christopher Nolan aprendeu muito com Sam Raimi – em “O Homem-Aranha” – e conseguiu fazer melhor.

Passando-se um ano após os acontecimentos de “Batman Begins“, encontramos Batman / Bruce Wayne (Christian Bale) numa situação relativamente confortável, já que o crime em Gothan parece ter diminuído, a não ser pelo fato que sua amada, vivida agora por Maggie Gyllenhaal de “As Torres Gêmeas“, agora namora com o novo promotor público da cidade (Aaron Eckhart de “Obrigado por Fumar“), o qual vem fazendo um belíssimo trabalho prendendo integrantes do alto escalão da máfia. Acuada, a máfia recorre a um desconhecido, auto-intitulado Coringa, que promete acabar com o Homem-Morcego.

Daí pra frente o filme massacra o expectador – no bom sentido – de tanta tensão a que ele nos remete. O destaque não podia deixar de ser para o saudoso Heath Ledger (“O Segredo de Brokeback Mountain“) que imprime uma caracterização inédita do Coringa. Algo que chega a ser insano e repulsivo. Mas pra quem pensa que este é um ‘filme de vilão’, engana-se: Bale também está ótimo e Eckhart surpreende como o promotor Harvey Dent e sua trágica transformação no último ato. Enfim, todo o elenco coadjuvante também está em uníssono.

Tanto quanto as desenfreadas cenas de ação perfeitamente orquestradas, os arrebatadores momentos de duelo psicológico entre os personagens também fazem a platéia suar frio com diálogos e atuações irretocáveis. E Nolan se aperfeiçoa ainda mais em tornar toda a narrativa num formato que beira a realidade, fazendo com que a cidade, os personagens e a maquinaria usada por Batman convençam o público que realmente poderia existir.

Com um dos desfechos mais soturnos e coerentes de todos os tempos e longe dos finais felizes como estamos acostumados a ver, “O Cavaleiro das Trevas” pode ser considerado um novo marco dos filmes do gênero. É tudo o que os outros deveriam ter sido, mas não tiveram coragem. De todos os lançamentos do verão de 2008 até agora, este é o filme do ano.

[rating:5]


Ficha Técnica

Elenco:
Christian Bale
Michael Caine
Heath Ledger
Gary Oldman
Aaron Eckhart
Maggie Gyllenhall
Morgan Freeman
Eric Roberts
Cillian Murphy
Anthony Michael Hall

Direção:
Christopher Nolan

Produção:
Christopher Nolan
Charles Roven
Emma Thomas

Fotografia:
Wally Pfister

Trilha Sonora:
James Newton Howard
Hans Zimmer

 

3 Comments

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  • RODOLFO MARQUES
    on

    “BATMAN – CAVALEIRO DAS TREVAS”: O FILME DO ANO
    Espetacular! Não sou muito fã de adjetivações, ainda mais numa análise que busca ser a mais imparcial possível, mas foi essa sensação que tive após um pouco mais de duas horas de projeção em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”. O filme mais esperado do cinema em 2008 veio recheado de expectativas. Primeiro, pela própria curiosidade que o Homem-Morcego sempre desperta. Em seguida, pelas questões em aberto deixadas pelo filme anterior – “Batman Begins (2005). E em terceiro lugar – mas não em ordem de importância –, pela interpretação do personagem “Coringa”, pelo ator australiano Heath Ledger – morto em janeiro deste ano após uma provável overdose de medicamentos.
    Assim, os duelos entre o bem e o mal – em que cada espectador constrói a partir dos dados mostrados –, as inebriantes cenas de ação e o trabalho minucioso do diretor Cristopher Nolan na construção da Gotham City cinematográfica foram alguns dos pontos-chaves do filme. Um elenco de primeiríssima linha acompanha os objetivos da projeção – Aaron Eckahrt (Promotor Harvey Dent/Duas Caras), Christian Bale (Bruce Wayne/Batman) e, claro, Heath Ledger (Coringa), muito bem coadjuvados por Michael Cayne (Alfred), Gary Oldman (Comissário Gordon), Maggie Gyllenhaal (Rachel Dawes), Morgan Freeman (Lucius Fox), entre outros.
    Muito mais do que um blockbuster, “Batman – O Cavaleiro das Trevas” traz para o espectador a ansiedade e a angústia de saber por quem torcer ou em quem acreditar, numa plena reflexão sobre valores morais – algo que o cinema pode trazer de vez em quando, embora a Sétima Arte esteja voltada, em geral, para o entretenimento. A arte imita a vida – e a vida, a arte. Desta forma, conflitos morais estão presentes nas duas searas.
    O “Coringa” de Heath Ledger entra para a galeria para os maiores vilões do cinema e a morte do ator ajuda a construir uma atuação ainda mais mítica, com alguns críticos sugerindo, inclusive, um Oscar póstumo ao jovem australiano.
    O filme é certeza de um bom programa para qualquer dia, recomendável para os amigos e familiares. Como diria o cantor Marcelo Falcão, “Valeu a pena…!”. Valeu a pena esperar e assistir ao filme “Batman – O Cavaleiro das Trevas”!

    RODOLFO MARQUES
    Publicitário e Professor Universitário

  • Viviane
    on

    Conforme combinado estou passando para visitar o site e deixar meu comentário sobre o filme…
    Primeiramente quero elogiá-lo pelo site, está mto bom, tanto quanto o filme do Batman que nos dá até lição de vida… demonstrando q apesar d toda a loucura do mundo moderno, ainda há um pudores em tirar vidas. E td mais no filme, estava show.
    O filme cumpriu com seu objetivo, e me fez sair do cinema com a sensação que este Batman realmente é.. O FILME!!!

  • curare
    on

    Cinco estrelas para esse filme??? Fala sério! Colou as placas? Ta faltando graxa na sinapse neurônica? Cheirou coca ou pepsi (pra mim as duas são a mesma porcaria: xarope de açúcar com água)? Assim que der vou assistir novamente. Penso que perdi algo durante a projeção. Não sei se foi a visão ou a audição ou os sentidos. Bom, gostaria de ser mais eloqüente para poder expressar melhor meus sentimentos em relação aos “Batman” do cinema, como não o sou, vou usar a frase que não sai da boca do meu tio avo: “São tudo a lesma lerda”! Até agora o único que me lembro que teve uma grande qualidade foi o desenho: Batman the animated series.
    Mas como dizia a minha tia-avó (aquela que jura que o Elvis está vivo e morando no porão da casa dela): “Alguns gostam dos olhos, outros da ramela”.
    Um abraço!

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