Bill & Ted: Encare a Música (“Bill & Ted Face the Music”)

Keanu Reeves tem seu lugar numa galeria de icônicos personagens como Neo de “Matrix” ou do assassino John Wick. Mas há 31 anos atrás, nascia Ted, um de seus primeiros papéis e aquele que iria impulsionar sua carreira na ótima comédia besteirol “Bill & Ted: Uma Aventura Fantástica”, sendo que dois anos depois – em 1991 – lançariam a muito boa continuação “Bill & Ted: Dois Malucos no Tempo”.

Então a primeira dica e quase que obrigatória é poder assistir a essas duas produções antes de completar a trilogia que finalmente se encerra em 2020. O filme funciona sozinho, mas muito se perde sem ter a mínima noção dos eventos anteriores.

Ironicamente, Alex Winter que interpreta Bill, virou diretor de cinema tendo bastante sucesso com documentários e teve que pegar aulas de interpretação para voltar a atuar. Ele e Reeves repetem a dobradinha de Bill e Ted que depois de todos esses anos perderam o sucesso de outrora e não conseguiram unir o mundo com sua música. É quando aquele pessoal do futuro volta a procurá-los, pois se abriu uma fenda no espaço tempo e só a música deles mais uma vez pode salvar o mundo. Como estão destreinados, precisam da ajuda das filhas Billie e Thea (praticamente os nomes dos pais no feminino, só que invertidos), aqui interpretadas por Brigette Lundy-Paine de “O Escândalo” e Samara Weaving de “Armas em Jogo”.

Dirigido por Dean Parisot de “Red 2: Desarmados e Ainda Mais Perigosos”, tanto roteiro quanto a direção não tira o protagonismo de Bill e Ted, mas dá mais espaço na trama para as suas filhas, aquele famoso artifício narrativo de passagem de bastão, caso alguém queira fazer uma continuação só com elas num futuro próximo ou não.

Reeves e Winter mesmo obviamente enferrujados conseguem recriar e manter o espírito de seus dois personagens maluquinhos com destreza, enquanto Brigette Lundy-Paine saindo a cara e o jeito do tio da personagem, sendo que até ofusca Samara Weaving, que não parece tão confortável assim no papel.

O ritmo é bom, oscila um pouco, mas não desagrada; as referências aos filmes anteriores são ótimas; e o humor se encosta mais no carisma do elenco do que no roteiro que simplesmente repete a fórmula usada na trilogia, o que não é necessariamente ruim.

Fazer essa continuação 31 anos depois não é fácil para um público tão jovem, mas a aura da saga de Bill e Ted merece ser vista e curtida não só pelos fãs de Keanu Reeves, como por aqueles que acompanharam esses personagens icônicos desde 1989.

Curiosidades:

– Numa das locações, havia uma casa com uma placa escrita “Keanu Reeves, você me tira o fôlego!” (em referência a um meme com ele). Reeves não só autografou a placa como foi na casa e tirou fotos com seus moradores.
– As princesas (cônjuges dos protagonistas) nunca foram interpretadas pelas mesmas atrizes em nenhum dos três filmes.
– A mensageira do futuro Kelly é a filha de Rufus, o qual era o mensageiro nos dois filmes anteriores e foi interpretado pelo comediante George Carlin que faleceu em 2008. O nome da filha de Carlin na vida real era Kelly, então isso foi uma homenagem póstuma a ele.
– Samara Weaving ganhou o papel quando Keanu Reeves descobriu que ela era sobrinha de Hugo Waeving com quem trabalhou em Matrix.
– Quando fica estabelecido que só falta 77 minutos para o mundo acabar é exatamente o momento em que falta 77 minutos para o filme acabar também. Então é como se os eventos acontecessem em tempo real.
– Primeira vez em anos que Keanu Reeves raspa a barba para um filme.

Ficha Técnica

Elenco:
Keanu Reeves
Alex Winter
Kristen Schaal
Samara Weaving
Brigette Lundy-Paine
William Sadler
Anthony Carrigan
Erinn Hayes
Jayma Mays
Hal Landon Jr.
Beck Bennett
Kid Cudi
Amy Stoch
Holland Taylor
Jillian Bell
Holland Taylor

Direção:
Dean Parisot

Produção:
David Haring
Scott Kroopf
Alex Lebovici
Steve Ponce
Ed Solomon

Fotografia:
Shelly Johnson

Trilha Sonora:
Mark Isham

 

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