Cartas Para Julieta (“Letters to Juliet”, EUA, 2010) ***NOS CINEMAS***

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Quem não quiser assistir Passione na Globo pode ver algo semelhante no cinema, brincadeiras a parte. Sophie (Amanda Seyfried de “Garota Infernal“) é uma aspirante a escritora que viaja com seu noivo Victor (Gael García Bernal de “Che“) para a Itália por causa de uma ‘pré’ lua de mel. Porém ela descobre que o verdadeiro interesse de Victor é pesquisar novos ingredientes para seu restaurante.

Afastada, ela encontra uma antiga carta no muro das lamentações da Casa de Julieta em Verona, um dos pontos turísticos mais famosos da cidade, falando sobre um amor perdido há 50 anos. Ela responde a carta e pouco tempo depois é procurada pela pessoa que escreveu a carta, a já senhora Clair (Vanessa Redgrave de “Ao Entardecer“) e seu antipático neto (Chris Egan de “Território Virgem“) para que ela os acompanhe na busca. O lógico é que da antipatia entre Sophie e o neto Charlie, vai surgir aquele grande amor clichê.

E sim, essa produção abraça todos os clichês possíveis e imagináveis do gênero salpicando com pitadas de “Sob o Sol de Toscana“. Chega num ponto onde o espectador nem precisa ser tão atento para descobrir o que vai acontecer 10 minutos antes do fato. E o filme ainda conseguiu um feito: fez com que o geralmente ótimo ator Gael García Bernal tivesse a pior atuação na sua carreira, de tão afetado que está. Aliás, a dupla de atores masculinos – colocando Egan no meio – é péssima e rivaliza com Alex O’Loughlin que fez “Plano B” (se bem que este é hors concours).

Num outro extremo está o elenco feminino. Se atua apenas corretamente, Amanda Seyfried tem um carisma imenso com seus grandes olhos azuis e sua boca e sorriso apaixonantes. Mas nada se compara a atuação de Vanessa Redgrave: mesmo nessa mera comédia teen, ela se porta como se estivesse na mais séria das produções e dá um choque de qualidade na película toda vez que entra em cena. E como curiosidade, ela é casada na vida real com seu amor no filme, o veterano ator italiano Franco Nero.

De resto, o diretor Gary Winick (“Noivas em Guerra“) fez mais um filme açucarado com uma trilha sonora pra agradar os adolescentes, belas paisagens e uma historinha mais batida do que carro em ferro-velho. Mas vale pelas mulheres. Inclusive a sua namorada.

[rating:2.5]


Ficha Técnica

Elenco:
Amanda Seyfried
Gael García Bernal
Vanessa Redgrave
Chris Egan
Franco Nero
Oliver Platt

Direção:
Gary Winick

Produção:
Mark Canton
Ellen Barkin
Eric Feig
Patrick Wachsberger
Caroline Kaplan

Fotografia:
Marco Pontecorvo

Trilha Sonora:
Andrea Guerra

 

4 Comments

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  • Rafael Baioni
    on

    Nossa, eu ganhei um convite para ir na pré-estréia desse filme horroroso. Além de ser humilhado na entrada com uma pipoca grátis porém fria, foi o pior filme que vi em anos. Pensei que Vanessa Redgrave fosse garantia de um filme minimamente bom. Mas, Jesus, quando a Amanda mal toca naquela pedra (que estava lá há 50 anos sendo tocada) e ela pula, revelando a carta da Vanessa, eu queria levantar e ir embora. Não sei porque fiquei lá. Foi um clichê mais desgraçado que o outro até o triste fim, em que dão um jeito do galã se declarar para ela, estando ela num balcão à la Julieta. Deus meu! Prendam essas pessoas!
    E puritano ainda por cima, mal vi um beijo de língua. Ah, vá!

    Abraços a todos!

  • Jazz @brabul
    on

    muito agua com açucar mas eu AMEEEEEEEEEIIII justamente por isso. Filme para adolescente virgem e sonhadora.

  • Mel
    on

    Jazz (não sei das quantas…) disse que é um filme para adolescente virgem e sonhadora.
    Nem no meu tempo, Jazz. Nos Anos dourados eu já curtia Casablanca ou um bom
    Hitch…(não sei escrever o nome do mestre do suspense).

  • Clayton
    on

    Quando se pega a capa do dvd deste filme, duas coisas já se sabe, uma que o filme vai ser repleto dos clichês de sempre, e segundo, você vai ganhar pontos com a patroa. O lado ruim todo mundo já falou pois realmente uma película recheada dos mesmo artifícios de sempre, torna difícil a análise da mesma como uma obra admirável da sétima arte, até porque tira a oportunidade do elenco dar forma a personagens tão rasos. Então vamos as pontos positivos, a Itália, sempre bela. Gael García Bernal que é tão bom ator que conseguiu fazer o papel de um mau ator fazendo um personagem esteriotipado. Amanda Seyfried e seus faróis que Deus deu só para ela. E principalmente Vanessa Redgrave, que bebeu o filme todinho, e sempre que aparecia em cena parecia dizer “Deixa que eu mostro como é que se faz”, e mostrava mesmo. E é sempre bom rever a persona de Franco Nero, o eterno “Django” (jamais vou esquecer do pistoleiro que arrastava um caixão).

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