Efeito Borboleta (“The Butterfly Effect”, EUA, 2004)

Um dos poucos filmes sérios de Ashton Kutcher (“Jogo de Amor em Las Vegas“) e sem dúvida, o melhor. Ele é Evan, um homem que descobre ter o poder de retornar ao passado em seu corpo de criança e mudar as coisas. Na tentativa de salvar sua amiga de infância por quem nutre mais que amizade (Amy Smart de “Adrenalina“), ele provoca um futuro alternativo mais catastrófico ainda e deve correr contra o tempo para resolver a questão.

Um dos melhores roteiros de suspense / ficção científica já escritos nos últimos anos. Inicialmente o espectador se sente confuso, pois os eventos parecem ser jogados a esmo na tela, mas depois de 40 minutos, as peças desse quebra-cabeça começam a se encaixar com perfeição. As revelações são feitas gradativamente de forma a deixar o publico boquiaberto e a atuação da dupla de protagonistas convence. Aliás ver Amy Smart com uma maquiagem machucada é de partir o coração.

Além disso, os diretores fazem questão de bons efeitos especiais, principalmente nas cenas de violência que não deixam nada a desejar para os fãs de ação. E ainda sim, agradam aqueles que curtem um bom drama. Enfim, “Efeito Borboleta” conseguiu a proeza de ser um filme completo e agradar aos simpatizantes de vários gêneros. E mesmo que a solução encontrada pelo roteiro para resolução da trama seja um pouquinho forçada, nada atrapalha o brilho do final e da demonstração de amor do protagonista nos últimos segundos. Imperdível, ao contrário da sua seqüência.

[rating:4.5]


Ficha Técnica

Elenco:
Ashton Kutcher
Melora Walters
Amy Smart
Elden Henson
William Lee Scott
Eric Stoltz
John Patrick Amedori
Irene Gorovaia
Kevin Schmidt
Jesse James
Logan Lerman
Sarah Widdows
Jake Kaese
Cameron Bright

Direção:
Eric Bress
J. Mackye Gruber

Produção:
Chris Bender
A.J. Dix
Anthony Rhulen
J.C. Spink

Fotografia:
Matthew F. Leonetti

Trilha Sonora:
Puddle of Mudd
Staind
Michael Suby

 

2 Comments

Leave us a comment

  • Clayton
    on

    Sim, vale a pena. Imagino quem viu o nome do “cara de bom moço” Ashton Kutcher na capa do filme, e o alugou querendo apenas analisar seus dotes como artista sério. A surpresa é encontrar um filme de suspense assustador fazendo com que todos repensem as frases “Ah se eu pudesse voltar no tempo” ou “Ah se eu sobesse antes o que sei agora”. Valeu cada centavo com final coerente e como toda produção acima da média, vale também dar uma olhada nos coadjuvantes, destaque para o colega de quarto de Kutcher.

  • Daniel BZ
    on

    Amo esse Filme. Ja eh um classico para mim.

Leave a Comment

↑ BACK TO THE TOP ↑