Eu sou a Lenda (“I Am Legend”, EUA, 2007) ***NOS CINEMAS***

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Baseado no livro de Richard Matheson, o filme mostra um cenário pós-apocalíptico onde todas as pessoas do mundo foram mortas por um vírus letal e as que sobraram se transformaram em uma espécie muito parecida com aquela vista em “Extermínio” com a diferença que aqui, eles só conseguem sair a noite.

O primeiro ato é ótimo, apresentando Will Smith como cientista imune à doença e sozinho em Nova York, mostrando o isolamento do personagem tentando achar uma cura para o vírus, seu estado mental beirando a insanidade, sua conexão emocional com o único vínculo de sua vida anterior – a cadela Samantha – e um rápido porém eficiente briefing do que aconteceu para o planeta se transformar dessa maneira, além da crescente tensão ao revelar gradualmente a aparência das criaturas da noite.

Mas é a partir daí que o filme desanda. Primeiramente, o diretor Francis Lawrence (de “Constantine“) tomou a pior decisão em colocar as criaturas em efeito digital. Soam falsas e nem se comparam àquelas reais vistas em “Extermínio“. Depois, a chegada da nova personagem vivida pela nossa Alice Braga (de “Cidade de Deus“) torna a trama mais falsa ainda, vide um discurso furadíssimo sobre Deus e a total falta de conhecimento de Bob Marley! Por isso que lá fora dizem que o Brasil é atrasado.

Pra completar, seu desfecho não se justifica. Pelo menos no filme. Digamos que no livro o personagem de Smith é trabalhado psicologicamente a ponto de compreendermos e engolirmos o clímax. Só que na tela grande, faltou um planejamento para que suas atitudes no final se justificassem. Por mais que talvez a platéia chegue na conclusão correta de seus motivos, mesmo assim, faltou roteiro. Assim “Eu sou a Lenda” não chega a ser o fim do mundo (sem trocadilhos), mas desperdiça, e muito, seu potencial de unir o cinema comercial de Hollywood a uma trama mais consistente.

Nota 6


Ficha Técnica

Elenco:
Will Smith
Alice Braga

Direção:
Francis Lawrence

Produção:
Akiva Goldsman
David Heyman
James Lassiter
Neal H. Moritz
Erwin Stoff

Fotografia:
Andrew Lesnie

Trilha Sonora:
James Newton Howard

 

1 Comment

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  • curare
    on

    O filme fica anos luz de distância do filme anterior estrelado por Charlton Heston. Esse sim cria um clima angustiante e solitário para o ômega man.

    Cá entre nós, esse negócio do cara ter um cachorro foi de uma estupidez enorme, pois quem tem um cachorro não sofre de solidão. Ora, pois!

    Visualiza a cena do paraíso. Você sozinho no mundo, com o melhor amigo do homem,tendo acesso a tudo e matando monstros pra se divertir, não tem videogame que lhe de mais satisfação do que essa!

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