Gente de Bem (“The Land of Steady Habits”)

Nicole Holofcener do excelente “À Procura do Amor” dirige um filme sobre pessoas e famílias disfuncionais com poucas novidades, mas diferenciado pela sempre ótima atuação de Ben Mendelsohn e é impressionante como ele pode sair de vilões icônicos, como seus personagens em “Star Wars: Rogue One” e “Jogador Número 1” para gente normal, complexa e insegura como em “Parceiros de Jogo” e essa história onde ele é Anders, que teve a chamada Síndrome de Burnout (não é explicitado, mas foi isso aí – pesquisa no Google) e se separou da esposa Helene (Edie Falco de “O Preço do Silêncio”) e saiu do emprego.

Mas na nova vida está meio perdido de sentido. Enquanto isso filho e amigos do casal se dividem entre lados e seus respectivos problemas.

A tônica da narrativa – que tem tudo a ver com o esgotamento de Anders – é a capacidade que o protagonista tem de tomar decisões erradas e que vão se acumulando às vezes de forma dramática, às vezes de forma mais bem humorada (decisão acertada da diretora) e essa mistura resulta num clima mais ameno, o que é bom por um lado, já que o roteiro toca em alguns temas delicados, mas por outro, dilui o que poderia ser uma boa carga dramática e joga a produção numa mediana anestesiada que vale pelo protagonista e pelo desfecho.

Gente do Bem” é tão genérico quanto o seu próprio título, mas não deixa um gosto ruim no final que pode até ser bem apreciado para quem não precisa de alívio imediato.

Ficha Técnica

Elenco:
Ben Mendelsohn
Edie Falco
Thomas Mann
Charlie Tahan
Connie Britton
Elizabeth Marvel
Bill Camp
Josh Pais
Michael Gaston
Natalie Gold
Victor Williams
Victor Slezak
Sarah Wilson
Mary Catherine
Antonio Ortiz

Direção:
v

Produção:
Stefanie Azpiazu
Anthony Bregman
Nicole Holofcener

Fotografia:
Alar Kivilo

Trilha Sonora:
Marcelo Zarvos

 

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