Guerreiro (“Warrior”, EUA, 2011)

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Guerreiro” faz pelo MMA o que “Rocky – O Lutador” fez pelo boxe há trinta anos. Tom Hardy de “Guerra é Guerra” é Tom, um jovem atormentado que volta pra casa após a Guerra do Iraque com muito ódio no coração e o único objetivo de participar do torneio nacional de MMA. Para isso ele pede a seu ausente pai (Nick Nolte de “Arthur – O Milionário Irresistível”) que o treine.

Joel Edgerton de “A Coisa” é Bredan, um ex-lutador de boxe que atualmente é professor e enfrenta uma crise financeira. Para sustentar a família, só lhe resta voltar a lutar e talvez a participar do campeonato de MMA. Detalhe: Tom e Brendan são irmãos.

O primeiro ponto fundamental nessa empreitada do diretor Gavin O’Connor de “Força Policial” é fazer um filme de drama com o pano de fundo de luta e não o inverso. Dessa maneira, a dupla de protagonista não se resume a lutadores, mas seres humanos com toda uma bagagem dramática que justifica seu comportamento. Tanto é que tão intrigante quanto às lutas é o que leva os personagens a lutar e ao aparente mistério que aconteceu na família para que eles se separassem de maneira tão traumática. Isso sim é o que os move.

O elenco também dá um show de interpretação e a história se desenvolve de tal forma onde o óbvio confronto se dá por caminhos tão tortuosos que resulta em tudo, menos no óbvio. Como tudo que é muito caprichado, as lutas não poderiam deixar de ser e, como tal, exibem um realismo tão fantástico que Hardy chegou a quebrar uma costela, um dedo da mão e um dedo do pé fazendo as suas cenas. E o que é a derradeira luta? Acaba sendo tanto um espetáculo de artes marciais quanto de atuação e de tão chocante, a produção não precisa dizer mais nada. Apenas fechar com a excelente trilha da banda The National e orquestrada por Mark Isham, o atual queridinho de Hollywood que está em todas e inclusive nesse momento no cinema com “Um Homem de Sorte”.

Guerreiro” vence pelos seus personagens em conjunto com uma história bem contada e aspectos técnicos meticulosamente elaborados. E voltando aos personagens, apesar de muito atormentados, todos são heróis, e talvez essa seja a grande lição do ser humano.
[rating:5]

Ficha Técnica

Elenco:
Joel Edgerton
Tom Hardy
Nick Nolte
Jennifer Morrison
Frank Grillo
Kevin Dunn

Direção:
Gavin O’Connor

Produção:
Gavin O’Connor
Greg O’Connor

Fotografia:
Masanobu Takayanagi

Trilha Sonora:
Mark Isham

 

1 Comment

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  • Juliano
    on

    Gostei bastante da fotografia e da história!
    Só não gostei, e não atrapalhou o filme, foi do treinador do Bredan, me pareceu totalmente clichê rs.

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