Imortais (“Immortals”, EUA, 2011) ***NOS CINEMAS***

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Imortais é uma mistura de “300” com “Fúria de Titãs”, mas só um pouquinho mais fraco. E é um bom filme se o espectador comprar a idéia. Não que comprar essa idéia seja fácil, já que os filmes que envolvem mitologia geralmente desafiam a lógica terrena.

Por exemplo, aqui os deuses do olimpo aprisionaram demônios numa montanha. Até poderiam tê-los matado, mas preferiram apenas deixá-los numa prisão, só pra poderem ser libertados. Parece que eles querem dar trabalho pra raça humana. Eles entendem que o jovem camponês Theseus (Henry Cavill de “Renascido das Trevas” e prestes a ser o novo Homem de Aço) é a chave para deter o maligno Rei Hyperion (Mickey Rourke de “O Homem de Ferro 2”) que busca um arco mágico para libertar os demônios. Nesse meio tempo, os deuses ficam no paraíso confabulando se devem ou não ajudar os humanos.

A produção em diversos aspectos consegue ser melhor que “300”: menos episódica, muito mais cenários, câmera lenta usada com moderação e apenas quando estritamente necessário entre outros diferenciais técnicos. Talvez um dos poucos deslizes seja na iluminação equivocada em algumas cenas.

Já no âmbito da verossimilhança, a história muda: vemos um Henry Cavill que já parece ter incorporado o Super-Homem desde agora, visto que mesmo sendo um ser humano comum, consegue sobreviver e lutar depois de ser espancado ao extremo e ainda esfaqueado em várias partes. O velhinho do Mickey Rourke também parece partilhar desse poder mutante que acaba incomodando um pouco até os menos exigentes. Porém talvez o mais indigesto seja o desfecho onde não se entende muito bem o que aconteceu. Theseus morreu, viveu ou virou deus? Os demônios morreram viveram ou viraram demônios deuses? E os deuses, viveram, morreram ou viraram… esquece.

Pra quem gosta de violência gráfica, “Imortais” é uma ótima pedida com alguns massacres filmados no detalhe e uma ação na medida quase certa com um pouco de excesso em certas cenas de luta. Pena que o roteiro peca achando que pode jogar qualquer coisa que o público é obrigado a acreditar. Deve fazer parte da mitologia Hollywoodiana.
[rating:3]

Ficha Técnica

Elenco:
Henry Cavill
Freida Pinto
Luke Evans
Mickey Rourke
John Hurt
Kellan Lutz
Stephen Dorff
Isabel Lucas
Corey Sevier

Direção:
Tarsem Singh

Produção:
Mark Canton
Ryan Kavanaugh
Gianni Nunnari

Fotografia:
Brendan Galvin

Trilha Sonora:
Trevor Morris

 

4 Comments

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  • Gabriel Monteiro
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    To doido pra ir ao cinema ver esse filme! espero sinceramente que seja bom, devido a qualidade do trailer.

  • Juliano
    on

    Acho que comentar sobre o final não foi uma idéia tão boa.

    Assisti o filme e gostei muito.
    As falhas não me incomodaram. Acho que o filme poderia ter tido mais cenas de ação, por exemplo, na luta com o Minotauro.
    Gostei bastante da ação, achei muito empolgante. Espero que tenha uma continuação em breve.

  • saullo
    on

    cara..concordo com vc, Aldo, o filme é indigesto mesmo,muito, por sinal!
    assim…os efeitos sao fodasticos, as cenas de lutas também, o sangue espirrando (cabeças explodindo, tudo bem lindo…mas quando a gente sai da parte visual(se bem que essa questao da iluminaçao nao ajudou muito mesmo)e entra na intelectual(se é que teve disso lá)ae vira uma coisa meio…como disse o renato russo “vira uma coisa meio cinza”.

    tipo…pq os deuses temiam tanto que os demonios fossem libertados? pq nao mataram todos eles antes, como vc disse, aldo?pq era mais facil para zeus matar o proprio filho do que matar o cara malzao? pq o cara prefere ter o saco esmagado do que fugir? pq um tsunami so afoga os maus?pq petroleo nao gruda na pele da gostosasexyevirgem? pq?pq?pq???? acho que é nisso que esse filme se resume…muitos “pq?”

    mas é um filme legal…pra uma tarde de domingo chuvoso..é legal.

    destaque para a cena da gostosa tomando banho…acho que esse petroleo nao é o mesmo que grudava no meu tenis sempre que asfaltavam a rua…esse nao saia nem com criolina.

  • Clayton
    on

    Típico filme comestível, assista, se divirta e esqueça, fica difícil até comentar porque ele “já passou”. Ficaram várias coisas bacanas, como por exemplo, as lutas, excelente coreografia, Mickey Rourke preguiçoso que só ele, mas com diálogo afiado na hora de justificar suas atitudes, Freida Pinto que adoraria que fosse da família, e um Theseus correto vá lá. Boa diversão que vai virar Super Cine e Tela Quente já já. Quanto ao final, melhor nem polemizar, afinal tinha uns 12 na caixa e ao término do final parecia Maracanã em dia de Fla-Flu. Vale a pipoca.

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