Lunar (“Moon”, EUA, 2008)

Pura ficção científica protagonizada pelo exército de um homem só, Sam Rockwell (“No Sufoco“). O diretor de propaganda Duncan Jones é tão fã de Rockwell que escreveu esse filme especialmente para o ator. E é uma pura ficção científica profunda como não se via há muito tempo. Ele é o astronauta Sam (lógico, em homenagem ao nome real do ator), que assinou um contrato pra ficar sozinho na lua durante três anos numa base de extração de minério. Seu único companheiro é o robô Gerty (na voz de Kevin Spacey de “Quebrando a Banca“). Afastado de sua esposa e filha, tudo corre relativamente bem, até que um acidente faz com que ele encontre outra pessoa que é igual a ele, como uma espécie de clone. Então ou ele pode estar perdendo o juízo ou algo de muito grave pode estar acontecendo na estação espacial. Contar mais é estragar a surpresa.

Rockwell carrega esse solitário filme nas gostas e conta com ótimos efeitos especiais, mesmo este sendo uma produção independente, fazendo com que ele e seu clone interajam de forma natural e, principalmente, fazendo o espectador até esquecer que é o mesmo ator contracenando com si mesmo. Ver o making off (sim, os extras são ótimos) e descobrir que foi usado um híbrido de CGI de última geração com as pequenas maquetes em miniaturas famosas nos anos 80 com a primeira trilogia “Star Wars” é uma atração a parte.

O que interessa é uma trama que não é complexa, mas é tão cheia de nuances que vai atrair todos os públicos. Jones faz a escolha certa em revelar com cuidado todos os segredos e melhor: ele o faz de forma não explícita, isto é, se o espectador não estiver atento, principalmente no último ato, algumas coisas devem passar despercebidas e o véu acaba não caindo por completo. De tão envolvente, o sentimento de revelar e discutir a narrativa com alguém é inenarrável, então é bom assistir acompanhado.

Os extras do DVD ainda incluem um curta-metragem no mínimo interessante do mesmo diretor, além de vários featurettes que merecem ser vistos. Lunar está num outro extremo de ficção de “Avatar“: pouca ação, mas com uma profundidade abissal, atuações (se é que pode se usar o plural) extraordinárias e uma conclusão surpreendente sobre até onde vai a ambição humana. Imperdível.

Obs: Interessante ver nas entrevistas de Sam Rockweel nos extras que ele parece ser muito menos articulad na vida real do que em seu personagem.

[rating:4.5]


Ficha Técnica

Elenco:
Sam Rockwell
Kevin Spacey

Direção:
Duncan Jones

Produção:
Stuart Fenegan
Alex Francis
Justin Lanchbury
Nicky Moss
Trudie Styler
Julia Valentine

Fotografia:
Gary Shaw

Trilha Sonora:
Clint Mansell

 

1 Comment

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  • Mario
    on

    Vcs so falam bem de filmes cult
    assim fica difícil

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