O Caçador (“The Hunter”, Austrália, 2011)

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Willem Dafoe (“Adam – Memórias de uma Guerra”) surpreende mais uma vez como Martin, um mercenário especialista em caça que vai aos confins da Austrália para capturar o último diabo da tasmânia vivo a mando de uma gigante da indústria farmacêutica. Ao chegar na cidade, entretanto, ele fica numa casa onde a mulher Lucy (a sumida e linda Frances O’Connor de “A.I. – Inteligência Artificial”), mãe de dois filhos que teve seu marido provavelmente assassinado por grileiros da região, numa situação de alta entropia por conta de um levante de ambientalistas. Então ele fica dividido entre cumprir a sua missão e proteger a família de Lucy.

Tendo dirigido tantos seriados australianos, inclusive um reality show semelhante a “American Idol”, é surpreendente a habilidade de Daniel Nettheim em compor uma cena com enquadramento extremamente articulados em parceria com a belíssima fotografia de Robert Humphreys (“Triângulo do Medo”) e é claro, ajudado pelas estonteantes paisagens da Austrália.

A trama que deve afugentar quem prefere o cinema mais comercial pode até ser tida como lenta, mas tem o objetivo de fazer o público experimentar o desgaste físico e emocional do caçador, Dafoe, que dá um show de interpretação, botando muito galã no chinelo. O terceiro ato consegue um clímax chocante que é quase como um soco no estômago e uma redenção emocionante que deve agradar aos cinéfilos.

O Caçador” é um drama de arte, denso e pesado e funciona mais como uma experiência que como simplesmente um filme. Recomendadíssimo.
[rating:4]

Ficha Técnica

Elenco:
Willem Dafoe
Sam Neill
Frances O’Connor
Sullivan Stapleton
Callan Mulvey

Direção:
Daniel Nettheim

Produção:
Vincent Sheehan

Fotografia:
Robert Humphreys

Trilha Sonora:
Andrew Lancaster
Michael Lira
Matteo Zingales

 

8 Comments

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  • andre2509
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    Acho que ja que nao existia na vida real o roteirista resolveu matar o animal no final porque queria comover e conscientizar os caçadores ilegais da vida real, acho que conseguiu, porque fiquei muito triste com a morte do animal. Extinção é uma coisa que nao pode acontecer jamais! Willen Defoe nao faria esse papel se fosse pra matar sem uma boa causa.

  • Ana Claudia
    on

    Ele vai atrás não do último diabo da Tasmânia e sim do último TIGRE da Tasmânia vivo. Os diabos aparecem várias vezes no filme.

    • Aldo
      on

      Verdade Ana! Obrigado pela correção!

  • Juan Rossi
    on

    Dafoe num trabalho estonteante num filme lento e chocante que vai nos envolvendo até um certo clímax e que, apesar do conteúdo, necessariamente não nos torna hábeis a rechaçar o último tiro num animal extinto na prática. Mas seu trabalho de grande ator, junto às peripécias fotográficas australianas – méritos de direção – e mais a complexa temática, são mais que suficientes a se recomendar este filme artístico. Quase um 9!!

  • Regina
    on

    Gostei muito… Intenso, envolvente e um final triste…
    O animal se virando p receber o tiro mortal, e a resignação dele sabendo do inevitável…

  • Ronaldo
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    O filme é horrivel, roteiro horrivel, algumas cenas beiram ao ridículo e parece nao haver uma historia que se auto alimenta. Exemplos? O cara vai pra selva, volta pra casa umas 30 vezes no filme.. sendo q esta sempre dizendo q ficaria mais tempo na selva, mas de repente, ele retorna pra casa.. Outra cena ridícula é ele tomando banho com crianças ate entao desconhecidas numa banheira.. Isso foi estupidamente ridículo, nao acreditei quando vi aquilo. Um dos piores filmes q ja vi.. Personagens colocados ali so pra cumprir alguma obrigacao num desenvolvimento por falta de criatividade, a mulher, q de repente estava drogada, ninguem sabe pq ficava drogada e dormindo, de repente ela se cura pq o personagem principal retira dela os remedios pra dormir, ela se cura, fica com semblante maravilhoso, linda e ainda vai fazer o cabelo na cidade kkkkkk e ao final do filme ele chega da selva e ela e as crianças simplesmente morreram num incêndio.. e o filme acaba..

    • andre
      on

      falou tudo cara, o roteiro tem mais furo que peneira, todos os personagens incluindo as crianças tem um comportamento estranho, ai você fica pensando que o motivo deles serem assim vai ser explicado no final, mas não, eles são só estranhos mesmo… tem gente que ainda defende esse filme dizendo que o diretor quis passar uma mensagem importante sobre preservação ambiental, o problema é que dava pra passar essa mesma mensagem em um curta de 5min, não precisava fazer um filme inteiro que só enrola e não diz quase nada ao final. #pessimo

  • andre
    on

    o filme inteiro simplesmente não acontece nada!! nada mesmo, o filme é muito, muito, muito mesmo, realmente muito chato. E o final ainda consegue ser mais chato que o filme todo inteiro… o nome desse filme deveria ser: TÉDIO MORTAL

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