O Massacre da Serra Elétrica (“The Texas Chainsaw Massacre”, EUA, 2003)

Genre :

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*Essa crítica é mais longa porque foi escrita anteriormente para outro veículo que tinha esse formato.

Há dois tipos de refilmagem: aquela que funciona apenas como um mero caça-níquel nos cinemas e aquela que quer se prestar para o propósito nobre de ser a releitura de algum filme que marcou época. “Massacre da Serra Elétrica” se encontra em algum intermediário. Não deixa de ter claras pretensões comerciais, sendo que é produzido pelo mestre dos arrasa-quarteirões, Michael Bay (“Independence Day“). Porém é uma tentativa honesta de nos remeter ao original de 1974 dirigido por Tobe Hooper, mesmo que agora tenha um formato muito mais de estúdio.

Com quase dois anos de atraso em relação aos cinemas ianques, este exemplar se apresenta como um documentário que aos poucos explica os acontecimentos naquela época em que adolescentes indo para Dallas, socorrem uma garota que se mata logo depois e, ao pedir ajuda, são vítimas de uma família de lunáticos, tendo como ícone o mesmo vilão Leatherface e sua moto-serra que fizeram furor há 30 anos.

Talvez seu grande mérito seja de lembrar o original, mesmo que uma vaga lembrança. Não é a toa que o diretor do original Hooper, é agora o co-produtor, o diretor de fotografia é o mesmo, e até a voz do documentário em ambos os filmes é do mesmo John Larroquette (atualmente tem uma sitcom em canal pago). Assim, o filme recria grande parte da tensão, principalmente nas tomadas da casa-abatedouro da família Hewitt. Outro destaque é a violência mais explícita do que de costume mostrada na maioria das cenas. E melhor, são cenas sem aquele glamour hollywoodiano de certos filmes de terror. Às vezes o cineasta escorregou e se eximiu de mostrar uma ou outra cena mais forte, mas a carga de vísceras no geral é muito boa.

Nesta refilmagem a família é mostrada de uma forma um tanto diferente, sem o canibalismo do original, porém com uma certa coerência. Talvez o que naquela época pudesse chocar, agora fosse motivo de risada.

O filme só tropeça mesmo a partir da sua segunda metade, já que os adolescentes tratam de morrer muito rápido, sobrando para a pretensa protagonista sobrevivente, Erin (a estonteante Jessica Biel de “Blade: Trinity“) a inglória tarefa de fugir de Leatherface durante a última meia hora. É aí que o ritmo cai um pouco, até porque a beleza de Biel não parece se afetar com toda a tensão que o filme desprende dando um certo tom falso, de estúdio.

Mesmo assim, tal qual “Jogos Mortais“, salvas às devidas proporções, “Massacre da Serra Elétrica” dá um novo fôlego às produções de terror, graças ao diretor de vídeo clipes Marcus Nispel. É sangue novo na tela.

Nota 6,5


Ficha Técnica

Elenco:
Jessica Biel
Jonathan Tucker
Erica Leerhsen
Mike Vogel
Eric Balfour
Andrew Bryniarski
R. Lee Ermey

Direção:
Marcus Nispel

Produção:
Michael Bay
Mike Fleiss

Fotografia:
Daniel Pearl

Trilha Sonora:
Steve Jablonsky

 

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