O Som do Coração (“August Rush”, EUA, 2007)

Genre : ,

[youtube TUW54w0YGow]

Evan é um órfão com grande dom musical que escapa do orfanato vai para cidade grande procurar seus pais. Uma sinopse simples esconde um dos filmes mais bonitos do ano. Um musical diferente, pois ao invés da música contar a narrativa, acaba fazendo parte dela.

Mais uma vez o protagonista mirim Freddie Highmore (“A Fantástica Fábrica de Chocolate“) surpreende com sua doçura e é, de longe, o melhor ator da produção. Apenas Robbin Williams (“Férias no Trailer“) quase se equipara como um homem ambicioso que quer se aproveitar dos dotes de Evan. Talvez o elo mais fraco fique por conta dos pais, interpretados por Keri Russell (“Garçonete“) e Jonathan Rhys Meyers (“Ponto Final“). Mesmo assim a diretora Kirsten Sheridan segura as pontas seguindo todas as tramas com igual qualidade.

E o que seria de “O Som do Coração” sem a sua música? Elaborada meticulosamente por Mark Mancina, ela já nos cativa desde o início com sua mistura de rock com violoncelo clássico. A odisséia do nosso herói envolve tanto, que o expectador pode achar, após os 100 minutos de filme, um final um tanto abrupto, o qual só não tem mais impacto porque a atriz Keri Russell falha em demonstrar as emoções de sua personagem num momento crucial. Mesmo assim a experiência pode ser considerada inesquecível, tanto para se ver, quanto para se ouvir.

[rating:4]


Ficha Técnica

Elenco:
Freddie Highmore
Keri Russell
Jonathan Rhys Meyers
Robin Williams
Terrence Howard
William Sadler

Direção:
Kirsten Sheridan

Produção:
Richard Barton Lewis

Fotografia:
John Mathieson

Trilha Sonora:
Mark Mancina

 

2 Comments

Leave us a comment

  • Clayton
    on

    Você vai a uma locadora atrás dos últimos lançamentos porém nada interessante chegou, ou então as cópias daquele filme em especial já estavam locadas, então vai em direção as prateleiras classificadas por gênero, e acaba alugando um filme melhor do que todos os demais que você alugou ou que estava procurando. “O som do coração” se encaixa perfeitamente neste tipo de situação. A capa não ajuda, não dá pra identificar o brilhante Freddie Highmore ao violão, e Robin Williams de chapéu faz com que se pense tratar-se de um filme sobre música country. Como não tenho preconceito com nenhum gênero musical, levei pra casa. Pagaria o dobro se pressentisse estar alugando um filme de verdade. Primeiro o gênero, trata-se de um musical, mas nada dos atores saírem cantando do nada ou a música substituir um diálogo, não, no caso ela está a serviço do roteiro, narra e guia, permeia os sentimentos e nos envolve traduzinho o olhar de cada personagem. Pra quem poderia achar que estava alugando uma roubada, lhe é apresentada a fusão da música clássica com o rock logo no primeiro ato de forma a fazer qualquer um ficar na ponta da poltrona e fixar seus olhos na tela. Um capítulo a parte perceber como se é apresentada de diversas formas a música tema do filme durante a película até sua arrepiante apresentação final. A história, simples e enxuta, nada de muita coisa paralela para não se correr o risco de deixar pontas soltas no final e até mesmo gerar incoerências no roteiro, que até conta com uma “ajudinha” do espectador pois “acreditamos” em uma ou outra “forçadinha” de barra, mas nada que ofenda a inteligência. Direção correta e sábia pois como o mote é um só, tudo converge a contento para o ápice final sendo possível acompanhar a evolução e o ponto de vista de cada um. E finalmente, elenco, eu particularmente tenho um problema com Freddie Highmore, eu não posso vê-lo, pois basta ele aparecer na tela e eu já choro, tamanha é a presença na tela que percebo deste ator que torço realmente para que faça uma transição saudável dos papéis infantis e juvenis para os adultos. Highmore toma de assalto todas as cenas e embora muitas tenham carga fortíssima de emoção, sua leveza ao interpretar comove até quando sorri. Perceba como sutilmente ele arranca da indiferença o personagem de Terrence Howard. Robin Williams, tenho a seguinte teoria sobre o Sr. Williams, quanto menos ele procura provar que é um bom ator, melhor ele trabalha, depois de ser indicado e injustamente derrotado no oscar por “Sociedade dos Poetas Mortos”, e finalmente premiado em “Gênio indomável”, apesar de consagrado por suas comédias, parece-me ter interpretado que “para se dar bem” teria que investir em personagens sérios, e aí foi um erro atrás do outro, ou melhor, um psicopata atrás do outro, e mesmo ao retornar a comédia, já não apresentava a mesma forma. Seu humor atual cada vez mais ácido também não tem ajudado. Já em o ‘som do coração’ está fantástico e sem utilizar uma careta sequer, apenas com o dom de interpretar que recebeu lá atrás na maternidade e que as drogas felizmente não levaram. Destaque para a cena em que “batiza” Highmore como August Rush. E por fim, o par romântico, se estão um pouco abaixo de tudo o que falei, pelo menos emprestam seus belos rostos para a trilha sonora impecável. Pra ver e ouvir, mais de uma vez.

  • Fabia Ramos
    on

    um filme maravilhoso…
    nos faz pensar que nada é impossivel, se acreditarmos e lutarmos.

Leave a Comment

↑ BACK TO THE TOP ↑