Oblivion

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Country :
Release Date : 2013

Tom Cruise finalmente entendeu que sua presença garante no máximo um apelo para o público que o tem como fã (o que não é pouco) e consequentemente a exibição de seus trabalhos no cinema. Mas jamais garante que o filme em questão seja melhor avaliado só porque seu rostinho já cinquentenário aparece na tela. Por isso a escolha de “Oblivion” foi tão acertada, sendo esse um de seus melhores filmes nos últimos anos.

Depois do apenas razoável “Jack Reacher – O Último Tiro”, Cruise é outro Jack, Jack Harper (sem nenhum parentesco com Charlie Harper de “Two and a Half Men”, eu acho). Segundo a verborrágica explicação dele próprio no início, num futuro próximo a Terra deixou de ser habitada depois que uma invasão alienígena praticamente dizimou a raça humana. Mesmo vencendo a guerra, o planeta não sobreviveu e os remanescentes passaram a morar em Titã, lua de Saturno. Então Jack e sua esposa Victoria (Andrea Riseborough de “W.E. – O Romance do Século”) são a única equipe na Terra que cuida das máquinas construídas pelo homem para transferir a energia fornecida dos oceanos para Titã, enquanto devem se esquivar dos poucos aliens que ainda sobraram. Prestes a retornarem pra casa, Jack acha uma nave com seres humanos que vai mudar tudo em que eles acreditavam.

Para um filme com o perfeccionista Tom Cruise é desnecessário dizer que os aspectos técnicos estão no “estado da arte”. Efeitos especiais que beiram a perfeição e compõe uma das mais belas fotografias de um mundo apocalíptico, do indicado ao Oscar por “As Aventuras de Pi”, o chileno Claudio Miranda, bem como a envolvente trilha de Anthony Gonzalez e do grupo M.8.3, a qual mistura drama e romance com os sintetizadores futuristas da ficção científica.

Mas o destaque vai mesmo para a trinca elenco, direção e roteiro. Cruise, comprometido, mesmo com seus maneirismos batidos, não diminui o nível do desempenho geral, enquanto Riseborough surpreende em cada tomada, principalmente na grande reviravolta do último ato. E o diretor Joseph Kosinski de “Tron – O Legado”, consegui materializar o roteiro de forma magistral, com um timing que só vai desagradar quem for bastante apressado para saber as explicações que permeiam narrativas e reviravoltas, visto que elas só se completam mesmo próximo ao fim, numa atitude proposital e acertada de manter o suspense até o último minuto.

Tão bom quanto a originalidade da história, é ver que ela empresta elementos importantes de grandes clássicos da ficção como “2011 – Uma Odisséia no Espaço” e sua continuação “2010 – O Ano em que Faremos Contato”, “Matrix”, “Eu Sou a Lenda” e o excepcional “Lunar”. Isto é, não só surpreende com sua enxurrada de ótimas sacadas, como também ativa a nossa memória afetiva (logicamente pra quem conseguiu perceber as conexões).

Oblivion” junta um ótimo conjunto de elementos da ficção científica, num roteiro surpreendente e apaixonante, sem dispensar a ação – colocada em harmonia com outros elementos ao invés de ser predominante – e que versa principalmente sobre questões existenciais e, como não podia deixar de ser, o amor. Desde já um dos melhores do ano.

Ficha Técnica

Elenco:
Tom Cruise
Morgan Freeman
Olga Kurylenko
Andrea Riseborough
Nikolaj Coster-Waldau
Melissa Leo
Zoe Bell

Direção:
Joseph Kosinski

Produção:
Peter Chernin
Dylan Clark
Duncan Henderson
Joseph Kosinski
Barry Levine

Fotografia:
Claudio Miranda

Trilha Sonora:
Anthony Gonzalez
M.8.3

 

2 Comments

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  • Daniel Bezerra
    on

    Olá Aldo. Cara tentei assistir esse filme mais no primeiro ato ja me desmotivei. Tem muitas cenas desnecessárias (aquela dele ficar no meio de uma missão lembrando de um jogo e a cena da nave com pane) eu mi senti vendo um filme de sessao da tarde dos anos 80. Acho que me tornei impaciente para filmes com excesso de mentiras, me parece que Eles estao achando que nos somos idiotas.Um filme de comedia ainda consigo assisti pois a intençao é ser tao absurdo a ponto de ser comico.Mas uma fiççao nao engulo.

  • fabio
    on

    muito bom esse filme um dos melhores do Tom e a direção é ótima um filme limpo simples e cativante. 4 estrelas

    Lembrando que estrelas = 1 péssimo 1,5 bem ruim 2 ruim 2,5 meio ruim 3 regular 3,5 quase bom 4 bom 4,5 muito bom 5 excelente

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