Rec 2 (Espanha, 2009)

Genre :

Pensávamos que já havíamos visto tudo em produções de terror sobre zumbis, definição genérica para quando um ser humano vai para um estado sobrenatural e que ao morder ou transmitir fluidos para outro ser humano, este passa a se transformar numa criatura da mesma espécie. Pensávamos que apesar do original “Rec” ser muito bem feito, a origem de todos os eventos era apenas intuída, e não explicada, e iria ficar por isso mesmo. Fomos deliciosamente enganados.

Começando exatamente de onde o primeiro parou, ao ver que as comunicações com o agente que entrou antes cessaram, uma equipe da SWAT é enviada para verificar, junto com um misterioso agente. Lá eles encontrarão criaturas horripilantes, morte e destruição.

Os mesmos Jaume Balagueró e Paco Plaza, diretores do anterior, trazem mais uma vez o formato de filmagem em primeira pessoa e dão uma boa explicação sobre como, na história, esse formato se sustenta. Mas a sensacional sacada é justamente a origem das criaturas. Sem estragar a surpresa, pode-se dizer que é algo totalmente original e que essa revelação não compromete em nada a integridade do roteiro da primeira parte. Pelo contrário, complementa-o.

A tensão chega reinar absoluta, com atores que esbanjam naturalidade e convencem que estão realmente aterrorizados. Os efeitos especiais permanecem em nível ótimo e a equipe técnica fez um trabalho sem igual de edição para comportar várias câmeras filmando ao mesmo tempo (sim, agora teremos mais de uma câmera) e sempre na cronologia exata dos acontecimentos.

Rec 2” não poupa nem as crianças dessa maldição e presenteia o espectador com um espetáculo de 85 minutos de horror, sangue, tripas e, o que é melhor, uma excelente história.

[rating:4]


Ficha Técnica

Elenco:
Manuela Velasco
Ferran Terraza
Pablo Rosso
Claudia Font
Martha Carbonell
Alejandro Casaseca
Jonathan Mellor
Alex Batllori
Andrea Ros
David Vert
Ariel Casas
Óscar Zafra

Direção:
Jaume Balagueró
Paco Plaza

Produção:
Julio Fernández

Fotografia:
Pablo Rosso

 

8 Comments

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  • silvio3611
    on

    O filme é realmente muito bom, com mais e melhores sustos que o primeiro, e a história explica bastante coisa, é muito bom ver como o cinema espanhol está crescendo.

  • saullo
    on

    cara…pra ver comé q sao as coisas…

    um dia desses li uma critica sobre esse filme, e foi totalmente ao contrario do q li agora…

    o critico deu zero pro filme, avacalhou pra caraleo.

    bom…vou assistir. tá longe de “nascer” um filme de zumbis q eu nao goste!

    =)

  • Ícaro Guimarães
    on

    Nada original.

    Embora seja uma contnuação bem bolada,o filme peca por trazer sustos iguais ao primeiro.

  • Juliano
    on

    Surpreso pela crítica tão positiva…

    Gostei bastante do primeiro filme (alias, ainda não entendi porque existe o filme Quarentena), e claro, tinha que assistir ao segundo.

    Achei a história boa, efeitos bons, sustos bons… mas achei que os atores não me convenceram, fazendo que a soma dos bons “ingredientes” não resultassem em um bom resultado final.

    Concordo que o filme esta acima da média, mas eu tinha em minha cabeça que as 4 estrelas do Aldo custam muito mais caro do que o Rec 2 entrega 🙂

  • saullo
    on

    cara, assisti ao filme, e achei foooooooooooooooda pra caraleo!!

    comecei assistindo meio com um pé atras, mas o filme conseguiu ser muito melhor ainda do q o primeiro .
    é o tipo de filme q dá vontade de vc assistir varias vezes até decorar a fala dos personagens.

    pena q nao posso fazer isso…minha namorada é religiosa… me obrigou a excluir o filme e ainda jogou oleo ungido no pc

    O.o

    vale a pena pra caraleo, assistir!!

    destaque pra cena do suicidio…eu também faria aquilo se estivesse na mesma situaçao!

    aaaaaahh…só uma coisa q eles erraram feio…tipo…o final se torna desnecessario uma vez em que o demonio tinha aquela habilidade…mas…nada q comprometa alguma coisa.

  • Clayton
    on

    Em meu comentário sobre REC, acrescentei o fato de que a história de “la ninã Medeiros” daria um excelente filme. Embora não exatamente da forma que pensei, REC 2 entrega uma continuação digna de aplausos, explicando a origem, sem comprometer a narrativa presente. Tudo se complementa com o primeiro filme de forma irrepreensível, amarrando as pontas soltas que critiquei no REC 1. Com exceção do “Chefe” (policial), que parece meio mecânico em meio ao terror, os demais convencem em seus papéis. Os detalhes que me chamam muito a atenção. Rosso é um exemplo do cuidado com a narrativa. Ouve-se frequentemente sua respiração e a variação dela conforme a tensão da cena, além disso, tarefas que devem ser realizadas com as duas mãos o forçam a desligar a câmera, como ao retirar a máscara ao entrar no edifício, ou ao mudar a função do equipamento para tirar fotos. Até mesmo o que pode soar como uma falha no roteiro, pois a possuída original poderia ter saído quando quisesse ao imitar a voz do padre, é explicado pela interpretação de, apesar poder estar em outros corpos assim que possuídos, ela não é de todo onisciente, então leva um tempo até descobrir como Owen faria para sair do prédio, e após isto deseja divertir-se enganando-o para libertá-la. Como não deu certo… Plano B do Mal. Cuidado “La Niña Medeiros” está a solta. Difícil é imaginar como filmar em formato subjetivo fora do edifício. REC 2 valeu!!! Mas bem que podia ter REC 0, contando as experiências do Padre Albeda. Não custa nada sonhar, ou melhor, ter pesadelos.

  • Malakai
    on

    Filme bem inferior ao primeiro. É incrível como a mesma duplade roteiristas que nos agraciou com o primeiro REC tenham destruído a própria mitologia com essa continuação. Se vcs repararam, no primeiro filme a hipótese de posseção é descartada nas próprias gravações do padre e ele mesmo confirma que é um vírus (A IGREJA é que pensava tratar-se de uma posseção, mas é revelado que foi a ciência que estava envolvida. Basta tb lembrar que um cachorro tb foi uma das vítimas e ele estava com o vírus da raiva.), daí minha surpresa nesse segundo filme descartarem a infecção pela posseção anteriormente negada. Se fossem outros roteiristas esse erro era até aceitável, mas foram os MESMOS ROTEIRISTAS…como eles se esquecem do que eles mesmos criaram e explicaram? E o que diabos foram aqueles adolescentes entrando com uma segunda câmera? Motivo patético para se incluir novas perspectivas que não a dos soldados. E até a atriz que fez Angela Vidal é incluida na trama de forma patética, meu Deus o q foi aquilo?!ACABOU com o final traumático do primeiro REC. Esse filme deveria ter sido lançado com outro nome, pois nada tem a ver com o primeiro a não ser o mesmo ambiente e a atriz que fez Angela.

  • Diones
    on

    Adorei o segundo!!! Gostei mais do que o primeiro!!!
    Nada a ver esses caras que falam que o segundo filme é ruim!
    Ficou bem claro que eles queriam extrair a possessão como se fosse uma doença, por meio de um antídoto! Não entendeu quem não quis!
    E sobre isso que estão reclamando de os sustos serem os mesmos do primeiro filme eu acho que se tivessem mudado o estilo do filme, teria ficado ruim! Tentaram fazer algo diferente em A Bruxa de Blair 2 e olha só que porcaria que virou!
    Esse segundo filme ficou muito mais sinistro que o primeiro!

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