Revolver (Inglaterra / França, 2005)

Genre :

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Era pra ser o grande retorno de Guy Ritchie ao gênero gangster que o consagrou com “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” e “Snatch – Porcos e Diamantes“. Seria a volta do abismo depois do apavorante “Destino Insólito“, comédia romântica com sua esposa Madonna.

Mas infelizmente ele trouxe somente um rascunho mal feito do que poderia ter sido a história de um ex-presidiário (Jason Statham de “Rogue – O Assassino“) que passa a ser chantageado por dois agiotas que sabem todos os seus passos. Ele deve solucionar o mistério antes que seja morto pelo seu maior inimigo (Ray Liotta de “Motoqueiros Selvagens“).

Tem um primeiro ato cativante, um segundo ato que se arrasta e um último ato onde o diretor parece ter enlouquecido e o filme vai pro fundo do poço. No fim não dá pra entender o que aconteceu, ou melhor, até dá, com uma interpretação bastante subjetiva. Só uma coisa é certa: melhor Ritchie continuar sendo apenas o marido da Madonna.

Nota 4


Ficha Técnica

Elenco:
Jason Statham
Ray Liotta
Vincent Pastore
André Benjamin
Terence Maynard

Direção:
Guy Ritchie

Produção:
Luc Besson
Marty Katz
Virginie Silla Besson

Fotografia:
Tim Maurice-Jones

Trilha Sonora:
Nethaniel Mechaly

 

13 Comments

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  • Clayton
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    Sabe aqueles filmes que tendem a se tornar cult mas pela lenda que cria do que pela sua qualidade? Ou melhor, sabe quando você pergunta “Assitiu tal filme?” e te respondem “Assisti! Filmaço! Sinistro, denso, um filme-cabeça mesmo!”? Pois é, tá na cara que ninguém entendeu nada e diz que o filme é excelente pra não ficar por baixo. Estão lá Jason Statham, Ray Liotta e André Benjamim (Outkast nas horas vagas) esperando para serem o novo time de astro de mais um bem sucedido filme de gângster de Ritchie (Statham por sinal já tem experiência com o diretor no gênero). Esperaram em pé. O filme promete muito em seu início apesar de deixar uma dúvida, se uma doença incurável (como essas idéias surgem?) assola o personagem Frank que já começa o filme levando uma grana preta de seu principal inimigo, que tipo de ajuda podem oferecer os agiotas que abordam nosso herói? (Cura não existe, ferrar o inimigo ele pode fazê-lo sozinho, embora tenha tido baixas, aliás, se for da ajuda que ele precisa, a doença em nada faria diferença). Mas até então havia com boa vontade, um bom filme se desenhando, mas bateu o sono, dei pause na parte em que o traficante japonês é informado que o personagem de Liotta aceitou comprar a droga pelo dobro do preço, tudo por medo do poderoso Gold (que juro, fiquei sem saber quem era), aliás dei pause justamente onde a voluptuosa companheira do Japa levanta a garrafa (viva o dvd). Ao retomar o filme no dia seguinte parecia que havia adquirido outro filme com o mesmo elenco, mas este, sem pé nem cabeça, uma colagem de cenas (quase um clichê tentando vender imagem de filme de vanguarda), ouvíamos apenas o personagem principal falar, agora até Ray Liotta dialoga contra si mesmo, o melhor assassino da trama demonstra ter bom coração (não é a primeira vez que isso acontece em filmes, mas não me recordo de nenhum no qual tanto ele como quem ele salvou somem da trama). Enfim, já ficou um comentário longo, assistam 30 minutos e imaginem sem próprio final, pois o final “jogos mortais” criado para este filme não passa de um quebra-cabeças com peças ausentes e outras encaixadas a força.

  • Vinícius
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    Eu achei um exelente filme, tive que assistir 2 vezes pra entender tudo, pelomenos eu acho que entendi né. Algumas partes não tem como entender muito bem como a conteceu, como na parte que ele cai na escada (cena linda), só não entendi a parte do bilhete, como os argiotas sabiam que ele ia descer de escada, e cair! E ainda escrever isso, é meio maluco; Mas gostei bastante.

  • Adriano
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    Achei o filme excelente! Quanto ao primeiro comentário, é realmente uma pena que algumas pessoas não entendam algumas idéias e as critiquem sem nem ao menos procurar tomar conhecimento do assunto abordado.

    O filme fala sobre dois assuntos realmente complexos mas extremamente importante para nossas vidas: estratégia e nossa infindável luta contra nosso Ego.

    Para responder o segundo comentário, eu digo dois pontos: os dois supostos agiotas sabiam tudo sobre o Jake assim como no xadrez, onde você deve saber qual passo seu oponente dará antes mesmo de você mover sua pedra no tabuleiro; por isso eles sabiam que Jake não ia pegar o elevador e iria pegar o bilhete no momento certo. Sobre a segunda pergunta, eu realmente não entendi direito o lógica da doença do Jake, mas imagino que tenha sido uma metáfora da sua “doença do Ego”; e a medida que ele vai se livrando do Ego (dinheiro, orgulho, etc.) ele se curava.

    Como o comentado, o filme tem realmente cenas lindas que misturam músicas clássicas de Mozart e Beethoven com cenas explosivas (e tudo isso em câmera lenta heheh)

    No fim do filme, alguns Phd’s falam sobre o tema do Ego e as coisas ficam realmente mais claras. Também assisti duas vezes o filme para conseguir entendê-lo. A maioria das pessoas vai continuar sem gostar do filme enquanto não entenderem a filosofia por trás dele.

    A luta contra o Ego é um assunto tão profundo e importante que é abordado massivamente pelo budismo em sua essência a muito tempo atrás.

  • Balboa
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    Cara, é fantástico; assistindo 2 vezes e com a ajuda de um amigo pude compreender! Na verdade quando ele fica na prisão, ele está sozinho, aqueles caras nas selas ao lado, são o Superego(gênio da metafísica) e Id(vigarista ladrão). A solidão temporária causa essa libertação! Por isso os caras sabiam tudo sobre ele, estavam dentro dele o tempo todo. E a polêmica doença é compreendida pensando um pouco; quando Superego e Id não estão funcionando, uma parte do cérebro é desativada, isso tem grande chance de causar doença! Mas repare que depois que ele se junta àqueles 2 caras(superego e id), a doença vai embora! O filme inteiro é uma aula de filosofia, e ele descobre no final, que tudo foi ele mesmo quem fez, mas usou a ajuda Superego e Id, e seu adversário foi o Ego, que nao aceita mudanças, e faz de tudo para que sua vontade seja feita!

  • Fred Delgado
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    Não preciso comentar nada, o amigo Balboa aí em cima disse tudo o que precisava ser dito.
    O Id faz de tudo pelo prazer e não conhece moral e é inconsciente (o golpista). O Superego é a moral, é consciente (o enxadrista). São o anjo e o demônio dos desenhos animados.

    Assim como Freud disse que um charutos às vezes é só um charuto, às vezes um filme não é só um filme.

    Talvez devêssemos parar pra pensar no que realmente o filme quer dizer ao invés de querermos desejar que ele fosse o que imaginávamos que fosse.

    Talvez um livro teria sido uma melhor escolha, mas ficaria limitado aos poucos que lêem. Um filme abrange uma gama maior de pessoas, e pode ser aí que Guy Ritchie tenha pecado. Quase nunca a maioria está com a razão ou queiram ouvir a voz da razão.

    Para se criticar é preciso conhecer o algo a ser criticado, caso contrário, tudo girará em torno do achismo, e o achismo é medida de __: nunca é do tamanho que pensávamos que fosse.

  • Jeorge_ZaP
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    Nada a ver isso que os caras comentaram acima. Como assim o Avi e o Zack estavam dentro dele o tempo todo???? Lógico que eram reais… O ego está por trás de toda dor e de todos os crimes já cometidos: Sam Gold!!!
    O filme tenta passar, com supremacia diga-se de passagem, a influência do ego no nosso universo e sobre aquilo tudo que conhecemos. Todos estamos em um jogo, apenas não sabemos disso e não temos uma fórmula pra derrotar nosso maior inimigo que está escondido em nós mesmos!!!!
    Eles têm a formula e atingiram a liberdade real se livrando dele!!!
    O filme dá provas o tempo todo da existência dos dois….
    Um dos melhores filmes que eu já vi!!!! É preciso assisti-lo mais de uma vez!!!!

  • Maurício
    on

    O Guy Ritchie tentou fazer uma espécie de clube da luta, atarracando estórias de alter-egos, psicológico e etc., mas não conseguiu. A narrativa é muito confusa, tão confusa que o Guy usa psiquiátras para tentar explicar a maluquice que ele desenvolvera na estória. Não gostei, não entendi e achei um grande momento vergonha alheia ###SPOILER### quando o Ray Liota fica paralisado com uma arma na mão falando: “Fique longe de mim”, pro Jason Stathan, sem atirar e um professor de psicologia qualquer fala: “O medo cria na psiché e blablablablabla”, tentando parecer que fazia sentido ###SPOILER###. Eu gosto do cinema ingles e gosto do Guy Ritchie, mas dou uma nota 0 gigante, porque o básico dum filme é que tem que contar uma estória, e quando nem isso consegue nem deve ser dado nota

  • Maurício
    on

    Lendo os outros comentários, vejo muitas avalizações boas. Mas na minha opinião uma coisa mais simples poderia gerar um resultado melhor sobre o mesmo tema, como , por exemplo, deixar um personagem recluso em algum lugar, dando espaço dele questionar os seu atos anteriores e etc. Mas acho que foi uma tentativa forçadíssima do Guy Ritchie em fazer um Clube da Luta

  • Ronildo Souza
    on

    Assistir o filme cerca de 4 vezes e cada vez gosto mais dos assuntos tratados. Gostaria que a industria de filmes fizessem mais filmes desse gênero.

  • Lorenna
    on

    Esses caras só sabem criticar aquilo que não entendem.

    Acho isso muito engraçado!!

    O filme é ótimo!

  • Almeida
    on

    Não foi eu quem fez o coment abaixo… mas serve para vcs que não entenderam o que o filme quer mostrar.
    _________
    Em uma frase? Todos os personagens são eles mesmos, todos existem, são unos e indivisíveis.

    O pior inimigo de Jason Statham é seu próprio ego; não fosse ele tão orgulhoso (manifestação do ego) e vingativo (manifestação do ego), não teria ido atrás do personagem de Ray Liotta, o tal Dorothy, “Mr. D”, etc.

    Acho que o filme não tem a pretensão de ser “cabeça”; tem, sim, a missão de ser revelador. De mostrar ao espectador que podemos evitar a maior parte de nossos problemas se atentarmos ao fato de que o ego é necessário em certas circunstâncias (é preciso se impor, às vezes)… porém, em outras, aquela atitude “eu sou assim mesmo e não vou mudar” (manifestação clássica do ego, do superego e do super-hiper-ego, rs) não só não é a mais adequada como só nos prejudica.

    O termo “revolver” confunde quem se deixa levar pelas cenas de ação. Revolver diz respeito a remexer, retocar, recomeçar. Num décimo-terceiro andar que não existia, o protagonista ressurge das trevas, descobre o que é o perdão, o quanto a ausência de ego pode ajudá-lo a desconstruir seu pior inimigo e o quanto a indiferença é, por vezes, a saída perfeita.

    O filme é brilhante. E infelizmente, eu acredito num mundo com mais cores do que simplesmente “os que gostaram porque não entenderam” e “os que não gostaram”. Faço parte dos que “gostaram porque interpretaram muitos conceitos do filme a seu favor”. Ou “gostaram porque se viram na pele do protagonista, preso entre o que queremos e o que realmente podemos”.

    Ou ainda dos que “gostaram porque gostaram”.

    Sim, é isso.

    Veja de novo. Acho que, se você assistir ao filme com um pouco mais de carinho, pode acabar tendo uma epifania. Algo como aquilo que acontece a quem nunca ouviu falar de física quântica e assiste “Quem Somos Nós” (What the BLEEP* do we (k)now?).

  • Andreh Torres
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    Uma obra prima esse filme, de profunda sabedoria e conhecimento para NOS AJUDAR. Todos akeles que não gostaram ou esperavam algo como os trabalhos anteriores do diretor, fica a dica: Vocês estão profundamente apegados ao Ego de voces de tal forma, que não conseguem receber o ensinamento passado no filme. Boa sorte, vcs irão precisar. 🙂

  • Renan Borges Fortes
    on

    Filme brilhante.
    E ver que nem todos gostaram, corrobora a genialidade do filme.
    A conclusão e a narrativa em si talvez não seja tão simples, ainda mais pela maneira que é desenhada a história (afinal é um filme, e não um documentário) mas são de uma profundidade incrível.

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