Star Wars: Os Últimos Jedi (“Star Wars: Episode VIII – The Last Jedi”)

O universo de Star Wars vem se tornando cada vez mais criativo desde “O Despertar da Força” que praticamente une as trilogias antigas com a nova saga e com o sensacional “Rogue One” que conseguiu resgatar a nostalgia da primeira trilogia – e seu vilão principal – num de seus capítulos mais emocionantes.

E o que falta para a saga? Se a resposta era ‘um filme com uma estrutura diferente dos demais’, agora não falta mais. “Os Últimos Jedi” começa logo onde seu antecessor nos deixou e consegue subverter todas as expectativas do público. A Nova Ordem liderada pelo misterioso Snoke avança e encurrala os rebeldes em sua grande nave de fuga, deixando-os com pouco tempo de vida e a única esperança se encontra num planeta próximo. Enquanto isso Rey descobre um Luke Skywalker bem diferente do enérgico guerreiro que venceu Darth Vader e luta para descobrir seu lugar no mundo. E as duas tramas vão colidir numa grande batalha entre o bem e o mal.

Primeiro que o contexto da história se tornou mais minimalista, pois 70% da duração se passa entre a nave vilã e a rebelde enquanto o resto fica entre a ilha de Skywalker e dois outros planetas. Outro detalhe interessante é o aumento sensível do teor de humor. Por mais que haja uma tensão latente sobre a urgência do perigo e a emoção sobre o futuro dos personagens, o diretor Rian Johnson (“Looper – Assassinos do Futuro”) criou esquetes bem humoradas, beirando quase a gags de puro riso (por exemplo, o diálogo via rádio entre Poe e o General Hux é impagável), o que dá leveza a narrativa, mas talvez incomode aos mais puristas.

Finalmente a dinâmica entre os personagens é cheia de reviravoltas e as perguntas “Quem é o líder Snoke?”, “Quem são os pais de Rey?” ou “O que realmente aconteceu entre Luke e Kylo?” são respondidas de maneira tão simples que vai surpreender o espectador, o qual ainda vai se deparar com novas criaturas e outras bem conhecidas e expandir ainda mais as possibilidades.

John Williams continua mestre em sua trilha sonora e com um dos desfechos mais lindos da saga, “Os Últimos Jedi” consolidam os novos personagens no universo fantástico que cada vez mais gera conteúdo de altíssima qualidade, carisma e emoção para fãs e neófitos continuarem se apaixonando uma por aquela galáxia tão distante.

Curiosidades:

– Depois que Mark Hammill (Luke) leu o script, ele disse ao diretor Rian Johnson: “Eu discordo totalmente com todas as decisões que você tomou em relação ao meu personagem. Agora que tirei esse peso de mim, meu trabalho é fazer o meu melhor para realizar a visão que você criou”.
– Carrie Fischer (Leia) ajudou a escrever parte do roteiro junto com o diretor.
– Filme feito 40 anos após o primeiro Star Wars.
– Mark Hammill disse que adoraria fazer um personagem em CGI. O diretor atendeu ao seu pedido e ele também interpreta o alienígena que coloca moedas do cassino no robozinho BB-8.
– A grande nave rebelde Mon Calamari é chamada de Raddus em homenagem ao Almirante Raddus de Rogue One.
Os dados dourados vistos no filme só apareceram uma vez na Millenium Falcon em Star Wars – Uma Nova Esperança.
O leite que foi tirado dos mamíferos na ilha por Luke é o mesmo que o alimenta ainda jovem em Uma Nova Esperança em Tatooine e na mesa de Jyn Ersos em Rogue One.

Ficha Técnica

Elenco:
Mark Hamill
Carrie Fisher
Adam Driver
Daisy Ridley
John Boyega
Oscar Isaac
Andy Serkis
Lupita Nyong’o
Domhnall Gleeson
Anthony Daniels
Gwendoline Christie
Kelly Marie Tran
Laura Dern
Benicio Del Toro
Frank Oz
Billie Lourd
Joonas Suotamo
Amanda Lawrence
Jimmy Vee
Brian Herring
Dave Chapman
Justin Theroux
Tim Rose
Tom Kane
Adrian Edmondson
Mark Lewis Jones
Hermione Corfield
Veronica Ngo

Direção:
Rian Johnson

Produção:
Ram Bergman
Kathleen Kennedy

Fotografia:
Steve Yedlin

Trilha Sonora:
John Williams

 

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