Uma Prova de Amor (“My Sister’s Keeper”, EUA, 2009) ***NOS CINEMAS***

Genre :

[youtube cftRPKedCkU]

O diretor Nick Cassavetes já provou que é craque em fazer a platéia chorar com “Diário de uma Paixão“.

Aqui ele exercita mais uma vez esse dom quando nos apresenta uma família onde a filha apresentou câncer desde cedo. Para tentar salvá-la ou prolongar sua vida os pais tomam a decisão eticamente questionável de ter outra menina, mas geneticamente alterada de forma a poder doar células ou órgãos para a irmã mais velha.

Aos 11, essa conveniente doadora, Anna (Abigail Breslin de “A Ilha da Imaginação“) decide não doar mais seu corpo e entra com uma ação contra a família, mais especificamente contra sua mãe (Cameron Diaz “Jogo de Amor em Las Vegas“) para ter a chamada emancipação médica. É lógico que isso desencadeia uma crise sem precedentes na família, justo porque a irmã enferma Kate (Sofia Vassilieva da série “Médium“) está precisando com urgência de um rim e o único compatível é o de Anna.

Uma Prova de Amor” poderia facilmente recair naquela produção água com açúcar de doente terminal e conflito familiar, mas Cassavetes tomou a acertada decisão de fazer a narrativa com cronologia alternada, sendo que, enquanto vamos acompanhando a linha do tempo no presente, também temos insights do que aconteceu no passado. E pelo fato desses flashbacks serem relativamente longos e não haver nenhum efeito de passagem do tempo, isso acaba funcionando positivamente para tornar ágil o raciocínio na platéia.

Breslin mais uma vez brilha com seu ar adulto, mas tanto Diaz e Vassilieva acompanham num drama que, com a trilha minuciosa de Aaron Zigman, parceiro habitual do diretor como em “Alpha Dog“, fará a mágica da multiplicação das lágrimas. Destaque para Alec Baldwin (“Amigos, Amigos, Mulheres à Parte“) como o advogado que entra com a ação, personagem que reserva ao publico uma interessante surpresa em sua atuação.

Mesmo claramente manipulador, “Uma Prova de Amor” guarda belas e harmônicas cenas que emocionam verdadeiramente. E orquestrar uma manipulação emocional desse tipo sem soar clichê não é para qualquer um.

[rating:3.5]


Ficha Técnica

Elenco:
Abigail Breslin
Cameron Diaz
Sofia Vassilieva
Heather Wahlquist
Jason Patric
Evan Ellingson
Alec Baldwin
Nicole Marie Lenz

Direção:
Nick Cassavetes

Produção:
Stephen Furst
Scott Goldman
Mark Johnson
Chuck Pacheco
Mendel Tropper

Fotografia:
Caleb Deschanel

Trilha Sonora:
Aaron Zigman

 

2 Comments

Leave us a comment

  • Curare
    on

    Caro Aldo: “Mesmo claramente manipulador, “Uma Prova de Amor” guarda belas e harmônicas cenas que emocionam verdadeiramente. E orquestrar uma manipulação emocional desse tipo sem soar clichê não é para qualquer um.” Era justamente o que eu ia dizer. Estava na ponta da minha língua. Esse eu assisti, e até o recomendei a alguns amigos depressivos. O filme nos obriga a uma reflexão sobre direito natural. E quais os rumos que a manipulação genética vai seguir. O interessante é que no final da contas trata-se de uma família muito bonita. E fiquei irritado pelo fato de não poder culpar ninguém. A cena da menina ao entrar em crise, por ter se sentido usada e, a reação da mãe ao partir em defesa dela como uma leoa em defesa da prole, com a posterior constatação do porque o namorado não entrou em contato. Foi genial tanto por parte dos atores e do diretor. Os palavras que não se ouvem através do vidro, são cortantes como navalhas ensandecidas. Parabéns pela crítica!

  • saullo
    on

    sabe…ou vcs sao muito sensíveis ou entao eu sou um monstro gelado, pq nao vi nada de mais nesse filme.

    uma menina que precisa do rim da irmã caçula p sobreviver, ta, até ae nao tem nada de tao anormal, entao entra a questao da pirralhinha q luta na justiça p impedir a doaçao. pronto, ae sim o filme fica legal, ou pelo menos era o q deveria ter acontecido, mas foi o q menos vi.

    o filme praticamente todo se concentra em cenas da menina passando mal, vomitando, perdendo cabelos, até namorando, ta, ta, cenas lindas e comoventes e bla bla bla, mas…cade a briga na justiça?? As cenas, além de poucas, foram…sem graça…nem parecia q estavam tratando de uma coisa taaaaaaaaao polemica.

    pow…a garotinha ficou o tempo todo com aquela famosa “cara de cu”, o pai com cara de “pomboca”, q aceita qualquer coisa…fala serio! quem se destacou mesmo no filme foi a Cameron Diaz, essa sim mostrou q nao serve so p comedia agua com açucar.

    até a mina com cancer eu já estava pegando raiva. nao gosto dessa coisa quem adoram colocar nos filme, tipo, “pronto, agora eu tow morrendo, nem jesus me salva, entao vou tentar ser feliz nesses ultimos dias, mesmo q eu nem consiga mais andar ou respirar direito”, ae os caras colocam o doente com cara de super feliz, q fica rindo de tudo onde está todo mundo chorando, tudo isso p galera saindo do cinema pensando “nao importa se ela morreu, o importante é q ela morreu feliz, ela até já queria morrer mesmo”.

    resumindo: tem uma cenas tristes, tipo a da mulher raspando o cabelo p ficar igual a filha, e algumas outras, q somando sao até varias, dependendo do quao emotivo vc é, mas…pow…acho que correram, voaram, “escafederam-se” do foco central do filme.

    recomendado para os gays, as mocinhas romanticas q sao muito felizes e precisam ver desgraça, e para o marmanjo bruto e frio que só quer pegar a gatinha no escurinho do cinema.

Leave a Comment

↑ BACK TO THE TOP ↑