A Escolhida (“Choose”, EUA, 2011)

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Se há algo digno de nota nesse suspense pra lá de duvidoso é a beleza estonteante de Katheryn Winnick (“Amor e Outras Drogas”). Ela é Fiona, uma estudante de jornalismo que quer dar uma de detetive num caso de um serial killer que seu pai, um policial de verdade (Kevin Pollak de “Tiras em Apuros”) já está investigando.

A seqüência de abertura é ótima e é o grande clímax da produção, a qual vai perdendo força à medida que a trama se desenvolve, visto que o assassino se torna cada vez menos criativo. O roteiro não ajuda com o fato de Fiona que tem pouquíssimo acesso às evidências conseguir descobrir mais pistas do que toda a força policial junta.

Repleto de clichês do gênero – lugares totalmente desertos quando não deveriam, como na seqüência da orquestra – só se pode dizer que o assassino é um cara de muita sorte, já que a probabilidade das coisas acontecerem como ele planejou seria mínima. E o que há por trás de todo o mistério não chega a surpreender (se bem que só quem prestar muita atenção vai conseguir entender 100% do que aconteceu), se bem que a cena de confronto com o psicopata não deixa de ser a segunda melhor da trama.

Infelizmente, justo a última cena chega a ser patética. Só não é mais porque tem uma tênue conexão com os acontecimentos principais, mas nessa hora o espectador provavelmente estará demais saturado para prestar atenção.

Com aspectos técnicos apenas razoáveis, “A Escolhida” é aquele tipo de suspense feito para passar no Supercine no sábado a noite. Mas naquele sábado em que você vai sair. Aí fica perfeito.
[rating:3.5]

Ficha Técnica

Elenco:
Katheryn Winnick
Nicholas Tucci
Kevin Pollak
Richard Short
Bruce Dern

Direção:
Marcus Graves

Produção:
Allen Bain
Brandon Camp
Jesse Scolaro
Mike Thompson

Trilha Sonora:
Nathan Larson

 

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