A Hora do Pesadelo (“A Nightmare on Elm Street”, EUA, 2010) ***NOS CINEMAS***

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Em 1984, o mestre do terror Wes Craven criou um dos maiores vilões do cinema: Freddy Krueger, um molestador de crianças que, queimado vivo pelos pais destas, volta anos depois a assombrá-las em seus pesadelos. Com o detalhe: se ele mata alguém no sonho, a pessoa morre no mundo real. Essa foi uma das sacadas mais brilhantes da história do gênero (especula-se que o roteiro do filme “Morte nos Sonhos” do mesmo ano tenha servido de inspiração ou vice-versa).

Como acontece muito, várias continuações brotaram (sendo a terceira, uma das melhores ao lado do original) e com o passar do tempo, o humor teve mais espaço que o terror quase ridicularizando o personagem. Eis que Michael Bay, através de sua produtora Platinum Dunes e que vem se tornando especialista em refilmagens de terror como “Sexta Feira 13“, “O Massacre da Serra Elétrica” e “A Morte Pede Carona“, dá um restart na franquia. E como todos os seus demais produtos, continua abaixo do nível do original.

Aqui pela primeira vez Krueger não é mais interpretado por Robert Englund, mas sim pelo mais reconhecido Jackie Earle Haley (“Ilha do Medo“). Enquando Englund usava apenas uma máscara de látex para ilustrar suas queimaduras, aqui Haley se utiliza de efeitos CGI além da maquiagem para mostrar pedaços de carne queimada que caíram do seu rosto. Mesmo assim o resultado é duvidoso, talvez devido ao carisma do Freddy de antes ou à própria limitação de seu “novo” rosto.

Até o último ato a trama chega a ser bem amarrada, porém com a direção é frouxa e com muitos maneirismos: reparem quantas vezes o diretor de comerciais utiliza um efeito que parece transformar Krueger no The Flash. Os jovens atores também são fracos e apáticos. A heroína Nancy é interpretada pela novata Rooney Mara que praticamente enterra a personagem. E por incrível que pareça, apesar da tecnologia permitir efeitos especiais infinitamente mais avançados do que há 26 anos atrás, essa refilmagem fica muito aquém tanto em criatividade quanto em inventividade para a violência gráfica, limitando-se a mortes rápidas e com pouco suspense.

Repetindo com menos gosto cenas do original, o novo “A Hora do Pesadelo” pode ser uma diversão mediana para quem nunca ouviu falar da ointentista produção de Wes Craven, mas deve deixar muito a desejar quem já vivenciou experimentar dormir depois de ter visto o original “A Hora do Pesadelo“.

[rating:2]


Ficha Técnica

Elenco:
Jackie Earle Haley
Rooney Mara
Kyle Gallner
Katie Cassidy
Thomas Dekker
Kellan Lutz
Clancy Brown
Connie Britton
Anna Hagopian
Andrew Fiscella
Anne Hagopian

Direção:
Samuel Bayer

Produção:
Michael Bay
Andrew Form
Bradley Fuller

Fotografia:
Jeff Cutter

Trilha Sonora:
Steve Jablonsky

 

2 Comments

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  • saullo
    on

    é verdade, nao dá pra comparar com o original, mas nao achei tao ruim nao.

    as mortes sao realmente rápidas demais, e nem dao medo ou afliçao.

    mas..acho q até foi legal ver o freddy mais serio. filmes de terror q entram muito na comedia acabam virando uma merda.

    so nao gostei muito da voz de Jigsaw dele. parecia que a qualquer momento ele ia olhar pra galera e falar “que comece o jogo”, mas…é um filme assistivel.

    e achei q vale muito para os fãs, já q a historia dele nunca foi muito explicada.

    resumindo, filme vale sim o preço do piratao.

    =)

    destaque para a ultima cena, a melhor morte!!

  • elton da silva mattos
    on

    nao se compara ao original o primeiro marcou a vida de muita gente a refilmagem se concentra em mortes sangrentas esquecendo o suspense de lado

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