A Prisioneira (“Walled In”, EUA, 2008)

Genre :

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Como atriz Mischa Barton é uma ótima modelo. Ela, que já fez “Território Virgem“, interpreta de forma inexpressiva Sam, uma arquiteta que vai a um prédio abandonado no meio do nada para preparar a sua demolição. Sem uma explicação convincente do que um suntuoso prédio faz no meio do nada, ela se depara com a síndica (Deborah Kara Unger de “88 Minutos“), seu perturbado filho (Cameron Bright de “Reencarnação“) e alguns poucos hóspedes. Isso sem saber que há quinze anos, ele foi palco de uma série de assassinatos.

É lógico que o grande mistério é a resolução das mortes ocorridas no passado e se isso pode refletir no presente. Não é preciso um gênio pra saber que rumo a trama vai tomar e, mesmo assim, a primeira metade do filme é desperdiçada em cenas de suspense desnecessárias e sonhos inúteis da protagonista. Daí pro final, “A Prisioneira” ganha mais corpo e consistência e faz uma boa mudança na narrativa, onde, apesar de previsível, desdobra um plano um pouco mais complexo que o espectador poderia suspeitar. Também assume um ritmo mais condizente com a tensão que se propõe e ganha ainda mais força pelas interpretações discretas porém eficientes Deborah Unger e Cameron Bright.

Se não fosse o início muito fraco, “A Prisioneira“, cujo desfecho parece mais do que bem apropriado para um roteiro bem escrito, poderia ser ainda mais poderoso. Ficou mediano, mas nem por isso intragável. Vale tentar.

[rating:2.5]


Ficha Técnica

Elenco:
Mischa Barton
Deborah Kara Unger
Cameron Bright
Noam Jenkins

Direção:
Gilles Paquet-Brenner

Produção:
Ingo Vollkammer
Clément Miserez
Jean-Charles Levy
Kevin DeWalt

Fotografia:
Karim Hussain

 

1 Comment

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  • Daniel BZ
    on

    Esse filme tem um gafe horrivel na cena do sonho. Afinal de contas nao da para saber aonde começou a cena do sonho. Ainda mais porque quando ela acorda nao há mais ferida no joelho. Si o sonho começou depois da cena do joelho era para ela ter acordada ferida. Mas no ultimo dialogo dela com o menino ela cita a cena do joelho com o adolescente como si tivesse acontecido. OU seja realmente totalmente desnecessaria. O filme tinha tudo para ser um excelente filme. Cameron Bright vai si torna um dia o novo queridinho dos EUA no lugar de Bradley Cooper, deica so ele matura um pouco e ganha mais experiencia.

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