A Saga Crepúsculo: Eclipse (“The Twilight Saga: Eclipse”, EUA, 2010) ***NOS CINEMAS***

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Se há uma coisa que ninguém gosta é quando vai ao cinema e tem que aturar os gritos da meninada quando o filme começa ou a cada vez que vêem o galã. Com a Saga Crepúsculo, o efeito é potencializado de forma inédita, pois as adolescentes gritam a cada vez que qualquer personagem com menos de 30 anos aparece na tela ou a cada beijo do casal que se ama, mas vive discutindo o relacionamento, Bella e Edward (Kristen Stewart e Robert Pattinson).

Só que pela primeira vez, a galera gritando e fazendo piada pode ser o melhor jeito de passar por “Eclipse” incólume e, quem sabe, até gostar. Nesse capítulo se confirma que ela só pode estar apaixonada por Edward porque ele é vampiro, já que ele continua sendo o cara mais chato do filme, além de ter um conservadorismo tão grande que chega a dar raiva quando Bella tenta uma relação sexual e ele dá pra trás… mais de uma vez. Mas essa é uma visão masculina. Na visão feminina, ele é lindo (sic) e trata sua amada como uma princesa, o que é o sonho de toda mulher. Além disso, a protagonista não é nenhuma modelo capa de revista, fazendo que a afinidade com o público teen feminino seja ainda maior.

Enquanto Jacob (o lobinho Taylor Lautner) tenta pela milésima vez fazer Bella mudar de idéia e ficar com ele, sempre rolando um clima agressivo entre o lobo e o vampiro, não tão longe dali, um exército de vampiros está sendo formado para destruir Bella e a família Cullen. Direto ao ponto, os pontos altos do filme ficam por conta da trama do exército, mesmo que o espectador que não leu o livro, não saiba bem qual o interesse da família Volturi em deixar esse exército tentar destruir os Cullens. Por sinal, a cena da batalha e a primeira cena da saga inteira que vale a pena ver com atenção, pois não poupa violência gráfica, inclusive o triste final onde uma vida inocente é tirada a esmo.

Os coadjuvantes, principalmente a família Cullen, estão mais confortáveis em seus papéis, aumentando sua participação e seu carisma. Agora que a saga está com sucesso absoluto, investiram pesado nos efeitos especiais, surtindo um ótimo efeito na platéia, em especial na inteiração entre atores e criaturas em CGI.

Quem já está nessa terceira parte, já se acostumou com bobagens como a pele dos vampiros ser feita de purpurina ou os lobisomens andarem sempre sem camisa (deve ser pra economizar roupa na hora da transformação). O que não dá pra agüentar, é o joguinho entre os machos alfa pra tentar conquistar Bella, com diálogos tão insossos que chega a dar um gosto amargo na boca. E o diretor David Slade, já com experiência com vampiros desde “30 Dias de Noite“, faz questão de imprimir o ritmo “Malhação” sempre que pode. E o que dizer dos mini-flashbacks previsíveis que parecem ter sido chupados de “Os Normais“?

O remédio pra isso? Muito simples: rir. Com as meninas gritando no cinema, os homens começam a rir e a gritar junto, mas pra tirar um sarro. A seqüência em que Edward e Jacob conversam numa barraca enquanto Bella dorme, parece ter sido tirada de “O Segredo de Brokeback Mountain” com os dois sendo os cowboys gays. É impossível não soltar gargalhadas.

Além das cenas realmente boas, são essas cenas de total escracho, onde o publico se diverte, quem fazem “Eclipse” ser mesmo melhor do que realmente é. E junto com “Crepúsculo” e “Lua Nova“, parecem caminhar num crescente. Lento, mas devagar e sempre.

[rating:3]


Ficha Técnica

Elenco:
Kristen Stewart
Robert Pattinson
Taylor Lautner
Billy Burke
Ashley Greene
Jackson Rathbone
Nikki Reed
Kellan Lutz
Elizabeth Reaser
Peter Facinelli
Gil Birmingham
Christian Serratos
Dakota Fanning
Anna Kendrick
Bryce Dallas Howard
Sarah Clarke
Jodelle Ferland
Julia Jones
Kirsten Prout
Michael Welch
Cameron Bright
BooBoo Stewart
Jack Huston
Catalina Sandino Moreno

Direção:
David Slade

Produção:
Wyck Godfrey
Greg Mooradian
Karen Rosenfelt

Fotografia:
Javier Aguirresarobe

Trilha Sonora:
Howard Shore

 

3 Comments

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  • Jazz @brabul
    on

    “Na visão feminina, ele é lindo (sic) e trata sua amada como uma princesa, o que é o sonho de toda mulher.” VIRGEM com menos de vinte anos. (esqueceste de completar)

    Esse filme nem merecia a terceira estrela.

    Mas a diversão foi garantida!!

  • Charlene
    on

    Hahahah. Valeu a pena esperar. Como sempre escrachando o pobrezinhos dos vampiros e lobos…oh qual é…

  • Clayton
    on

    Eu esperava uma evolução mais palpável da saga Crepúsculo, o que facilitaria muito para o meu lado acompanhar com a patroa ao filme, porém isto ocorre a passos de cágado, como se tivéssemos a mesma eternidade destinada aos vampiros. Tenho como opinião de que o livro até poderia render uma boa história ao ser repassado á telona, porém o tino comercial não permite, e todos os clichês da moda invadem e povoam a película, deixando pouco espaço para lembrar de que se trata da sétima arte. Mas prometo deixar de lado tudo o que considero defeito, para me ater ás qualidades do filme, que não são poucas, sério, mas ficam diluídas ante o poder da trama central que arranca suspiros do público feminino, seja pelo vampiro albino ou pelo lobisomem bombado. Nós, homens, de carne e osso, que estamos ruins na “parada”. Kristen Stewart, por exemplo, está a anos e quilos distante de uma Alice Braga, nos restando poucas opções de musas. O destaque positivo maior, sem dúvidas, as lutas! Quando ocorrem e pouco ocorrem são habilmente coreografadas e o CGI contribui ao invés de atrapalhar e isso tem sido raro por aí. A maior exploração da família Cullen, até mesmo com suas histórias individuais contadas, melhora a identificação e cumplicidade com seus personagens e a tensão cada vez mais crescente em cada surgimento dos Volturi, são outras qualidades que podemos extrair do filme. De resto, o negócio é relaxar, rir bastante, principalmente dos micos pelos quais passa o monocromático Robert Pattinson, não bastasse brilhar como efeito natalino, agora seu personagem é corno manso e ainda faz “eca, que nojo” quando Bella investe forte. Mas a lamentar mesmo, somente as ausências de Justin (Diâsten) Bieber, Restart e Luan Santana na trilha sonora, mas convenhamos “Te dei o Sol…” não combina nem com vampiro, nem com lobisomem.

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