Amar… Não Tem Preço (“Hors de Prix”, França, 2006)

Genre : ,

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Parece que dessa vez Audrey Tautou finalmente se libertou de “Amélie Poulain“, interpretando de maneira deliciosa uma oportunista que fuma às turras e bebe até cair, que vai pulando entre homens milionários de altas rodas apenas para satisfazer seus caprichos financeiros. Isso até ela confundir um humilde garçom (Gad Elmaleh, de “Trem da Vida”) com um desses ricaços, perdendo a mamata em que ela se encontrava. Ela passa a odiá-lo, porém, uma reviravolta em seus destinos pode mudar muita coisa.

O grande trunfo dessa comédia romântica – mais romântica do que comédia – é a atuação da dupla de protagonistas, especialmente Tautou (magérrima, diga-se de passagem), a qual mostra a grande atriz que é, exibindo de maneira natural a gradativa mudança de comportamento em virtude da nova situação. Chega a ser adorável o interesse que o garçom começa a despertar nela a partir de certo momento. E Elmaleh não fica atrás, com sua humildade que pouco a pouco desabrocha para a malícia, mas sempre em nome do amor à nossa querida oportunista. Um filme feito a moda antiga com clichês à moda antiga, mas que definitivamente agradará aos casais de plantão.

[rating:3]


Ficha Técnica

Elenco:
Audrey Tautou
Gad Elmaleh
Marie-Christine Adam
Vernon Dobtcheff
Jacques Spiesser
Annelise Hesme

Direção:
Pierre Salvadori

Produção:
Philippe Martin

Fotografia:
Gilles Henry

Trilha Sonora:
Isabelle Devinck

 

2 Comments

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  • francisco lopes
    on

    De fato, “Amar…não tem preço” é uma comédia romântica com mais de romantismo que de comédia. E, quando a interesseira Irène percebe que está amando o garçom pobretão Jean, na manhã da noite que passaram na praia, há mesmo algo comovente em seu olhar prolongado. A gente percebe – como também percebe na cena em que ela fala que irá para Veneza com seu “protetor” mais velho, que irá, mas está morrendo vontade de não ir – que o amor está desabrochando nela contra a sua vontade. Desde o início, o olhar ingênuo, cândido de Emaleh, revela toda a sua paixão por ela. E o fato de os dois serem prostituídos nada diminui nossa simpatia por eles. Inteligente, com ótimos diálogos, esse foi o melhor filme francês que vi nos últimos dois anos. Esse diretor, Salvatori, para mim foi uma revelação.

  • Aldo Alves
    on

    Show de bola seu comentário Francisco!
    Continue comentando e divulgando nosso site.
    Grande abraço!

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