Antes de Partir (“The Bucket List”, EUA, 2007) ***NOS CINEMAS***

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Num planeta onde o idoso é tão negligenciado, sempre é bom ver uma produção onde eles são os protagonistas. Tudo bem que os tais senhores são ninguém menos que Jack Nicholson (“Os Infiltrados“) e Morgan Freeman (“O Todo Poderoso“) que interpretam doentes terminais que se conhecem no mesmo quarto de hospital e decidem aproveitar a vida até o fim de seus dias, já que têm tão poucos.

Agora, o que faz um drama com um tema relativamente batido estar tão acima da média? Primeiramente a dupla de protagonistas e a química entre eles. Eles vão da comédia ao drama com uma naturalidade que só monstros da interpretação conseguem fazer. Também ajudam os diálogos afiadíssimos, em especial as tiradas cômicas. E principalmente: a maioria dos clichês (e o filme tem muitos) funciona. Mais que uma discussão sobre a morte, é uma reflexão sobre como chegar à velhice. Dá pra ir às lágrimas. Sem clichê.

Nota 7,5


Ficha Técnica

Elenco:
Jack Nicholson
Morgan Freeman

Direção:
Rob Reiner

Produção:
Alan Greisman
Neil Meron
Rob Reiner
Craig Zadan

Fotografia:
John Schwartzman

Trilha Sonora:
Marc Shaiman

 

1 Comment

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  • francisco lopes
    on

    “Antes de partir” funciona bem por pegar temas pesados como a velhice e a doença terminal com leveza e fazer a gente até mesmo rir, sentir-se solidário e comovido com dois homens idosos, com câncer, dividindo um quarto de hospital entre crises, vômitos e pesadelos com o fim próximo. Não fosse o toque cômico de Rob Reiner, o filme ficaria quase insuportável. (Diga-se de passagem que é doloroso ver como Jack Nicholson está mais para assustador, com os anos na cara e no corpo imenso- o desgosto que seu Cole sente diante do espelho, em certa cena, é convincente demais para não ser o do ator também). Achei o filme bom, a despeito da cena do salto do avião, que é tão fake que chega a ser incômoda, e do desfile de postais do mundo tipo Taj Mahal e os clichês surradíssimos (o pior de todos: um safari com a batidíssima música “The lion sleeps tonight”) Mas Nicholson e Freeman salvam tudo, com a imensa dignidade, leveza e habilidade das duas interpretações. Vale ver.

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