As Duas Faces da Lei (“Righteous Kill”, EUA, 2008) ***NOS CINEMAS***

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Tivemos que esperar 13 anos para ver os maiores atores das últimas décadas, Al Pacino e Robert de Niro, juntos novamente após “Fogo Contra Fogo”. Mas a espera valeu a pena. Ao contrário do filme de Michael Mann, em “As Duas Faces da Lei” eles contracenam quase o tempo todo. Até porque os dois são parceiros que estão investigando um serial killer que mata somente criminosos.

Aparentemente, para o espectador é óbvio quem é o assassino e a trama fica na tensão de como ele será descoberto pelos demais. Mas o roteiro é muito mais engenhoso que isso e nos dá um imenso quebra-cabeças com direito a boas reviravoltas, que somente um cinéfilo atencioso consegue decifrar logo no primeiro ato.

Mas nada, nem o ótimo roteiro, consegue ofuscar a atuação desses monstros sagrados da interpretação. A fluência e naturalidade que os diálogos escorrem é impressionante. Tanto é que um dos poucos filmes em que você vê um ator falando por cima do outro e sem criar a costumeira confusão no público.

Mal dá pra acreditar que o diretor Jon Avnet foi o mesmo que fez o fraco “88 Minutos” também com Al Pacino. Aqui, sua direção é segura e não há um foco de câmera desnecessário. E seu ótimo desfecho, mesmo que previsível, faz um interessante contraponto com “Fogo Contra Fogo”. É quando o cinema homenageia a si próprio, sendo que é uma homenagem mais que justa vindo de dois nomes como Robert de Niro e Al Pacino.

[rating:3.5]


Ficha Técnica

Elenco:
Al Pacino
Robert De Niro
John Leguizamo
Donnie Wahlberg
Carla Gugino
50 Cent
Brian Dennehy

Direção:
Jon Avnet

Produção:
Jon Avnet
Randall Emmett
George Furla
Lati Grobman
Avi Lerner
Alexandra Milchan
Daniel M. Rosenberg

Fotografia:
Denis Lenoir

Trilha Sonora:
Ed Shearmur

 

2 Comments

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  • Guilherme
    on

    vo correr atras desse filme,
    pacino e de niro juntos ñ é sempre

  • Clayton
    on

    Demorei pra assistir a esse filme, mas valeu a pena. Nem tanto por Al Pacino que tem uma regularidade espantosa, ou seja, sempre atua acima da média, mesmo você lembrando de todas as expressões que lhe são características, ainda assim nenhum personagem é igual ou rasteiro. Mas minha melhor surpresa vem da outra ponta, faz tempo que De Niro atua no automático, se repetindo, ou ainda pior, se deixando parodiar. Mas em “As duas faces…” ele mostra o porquê de ser um dos ícones de sua geração. A direção prefere não intervir, deixando a seleção atuar solta, aí só dá goleada. A previsibilidade existe mas além de bem explicada não disvirtua em nada a sensação de filme bem feito. Já que passou bem pelo crivo da locadora, vamos a um bom site comprar o filme, afinal como foi dito anteriormente, Al Pacino e De Niro juntos, não é sempre que se vê.

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