Atividade Paranormal 3 (“Paranormal Activity 3”, EUA, 2011) ***NOS CINEMAS***

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É duro ter que admitir, mas a terceira parte da saga que se iniciou de forma medíocre em 2009 conseguiu alguns feitos inimagináveis. O primeiro feito foi ser melhor que os dois antecessores, o que convenhamos, não era muito difícil. O segundo é mais digno de destaque é que esta produção conseguiu dar um sentido tão completo aos três componentes (filmes) da narrativa que passa a impressão que seus antecessores foram melhores do que realmente são. Mas é só impressão.

Voltando no tempo, conhecemos as irmãs Katie e Kristi crianças através das fitas VHS de seus avós. Após a morte do pai biológico (seria um alerta?) sua mãe, Julie, casou-se novamente com Dennis, que trabalha com filmagem de eventos. Estranhos fenômenos dentro da casa despertam a curiosidade de Dennis e ele começa a filmar tudo o que acontece.

Os produtores aprenderam muito com o resultado deficiente – mesmo sendo sucesso de bilheteria – dos outros dois: aqui eles fizeram com que as filmagens parecessem muito mais orgânicas e que fazem (quase) perfeito sentido com o contexto. Também entenderam como era ruim a morosidade narrativa do passado e dessa vez foram muito mais diretos ao ponto. A ação, ou melhor, o terror preenche a maior parte dos quadros tornando o ritmo bem mais tenso. Destaque para alguns elementos cômicos na primeira metade que foram inseridos sem denegrir a trama principal (o que é raro em Hollywood).

Com a quantidade maior de sustos e intervenções do tal espírito maligno, os efeitos especiais são mais trabalhados e dão um impacto maior no estilo “câmera na mão”, ou como é conhecido o gênero, found footage. O design de produção é irretocável, visto que o filme se passa em 1988. Percebam os elementos da época como roupas, penteados e utensílios como telefone sem fio, além das próprias câmeras (em determinado momento Dennis reclama do peso delas no ombro ou o artifício envolvendo um ventilador que ele usa para filmar a sala e cozinha com apenas uma câmera) ou ainda o efeito do mofo nas fitas em VHS.

Apesar de seu desfecho não ter uma conexão temporal direta com os anteriores, os quais, cronologicamente se passam depois desta trama, aqueles com mais atenção decifrarão exatamente os motivos e o desenrolar detalhado de toda a tragédia que se abateu ao longo dos anos com as irmãs Katie e Kristi. Se é errando que se aprende, “Atividade Paranormal 3” está de parabéns!
[rating:3.5]

Curiosidade: No trailer há uma cena da brincadeira Bloody Mary que não aparece no filme. Enquanto no trailer ela é feita com as duas crianças, no filme são os personagens de Katie e Randy que participam e com um resultado muito mais assustador.

Ficha Técnica

Elenco:
Christopher Nicholas Smith
Lauren Bittner
Jessica Tyler Brown
Chloe Csengery
Dustin Ingram
Katie Featherston
Brian Boland
Sprague Grayden

Direção:
Henry Joost
Ariel Schulman

Produção:
Jason Blum
Oren Peli
Steven Schneider

Fotografia:
Magdalena Gorka Bonacorso

 

1 Comment

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  • Saulo
    on

    De fato o filme me surpreendeu, pois apesar de não ser fã do gênero, gostei da forma como o diretor soube trabalhar os momentos de tensão, e não apenas os “sustos”.Vou usar como exemplo a citada cena do ventilador, que não precisava ter nada de ASSUSTADOR, para ficarmos em estado de alerta. Outro ponto que me chamou atenção foi a comicidade de algumas cenas, seja pelo susto do rapaz sentado na cadeira ao lado ou por algumas cenas de “terror” do filme. Enfim, seria interessante tê-lo visto em 3D (de verdade).
    Gostei do Resumo Aldo, bom trabalho.

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