Conan, o Bárbaro (“Conan”, EUA, 2011) ***NOS CINEMAS***

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O diretor Marcus Nispel já parece ser PHD em refilmagens de tanto que as fez, como os novos “Massacre da Serra Elétrica” e “Sexta-Feira 13”. Com “Conan, o Bárbaro”, ele continua, de certa forma, a evoluir no gênero e consegue um resultado bastante satisfatório, principalmente no que é de sua responsabilidade.

O estreante Jason Momoa, das séries de TV “SOS Malibu” e “Stargate”, dá vida ao personagem título que fora de Arnold Schwarzenegger em 1982. Com uma história bem diferente do original, o remake começa com uma cena pra lá de duvidosa quando ainda um feto é arrancado da barriga da mãe depois que uma espada a perfura. Vivendo com o pai numa vila ciméria, ele perde tudo, inclusive o pai, quando é atacado pelo exército de Khalar Zym (Stephen Lang de “Avatar”, pra variar como vilão). Ele deseja uma máscara e o sangue de uma virgem para conquistar poderes jamais imaginados. Depois de adulto, Conan jura vingança e mata todo mundo no seu caminho.

Uma das coisas que mais chama atenção na composição do personagem principal é a grata surpresa de que ele é um escroto, ou melhor, um ‘bad ass mother fucker‘: ele mata sem pena, toma mulheres como espólio, trapaceia e nunca tem medo da morte. E mais, o cara confia muito no seu taco para enfrentar sozinho exércitos com dezenas de bandidos.

Nispel foi habilidoso em comandar batalhas onde muito sangue é derramado, mas de uma forma onde a violência gráfica é apresentada com uma precisão que não parece gratuita. Isso também ajudado por cortes rápidos e certeiros (sem trocadilhos) na edição. Ele também nunca deixa o ritmo ficar irregular convocando o espectador a ficar sempre alerta para novas ameaças ao herói.

Se por um lado, a direção e elenco estão no mínimo corretos, não se pode dizer o mesmo dos aspectos técnicos. Como por exemplo a panorâmica de uma cidade que na hora dá pra verificar que não passa de uma maquete em miniatura, sendo que a cena não tem a mínima relação com a linha narrativa; ou então a maquiagem das mulheres da época que parecem ser todas modelos da Victoria’s Secret (e pelo visto, na época já existia o silicone). Enfim, uma série de pequenos e grandes erros no design de produção e efeitos especiais que para um filme que custou próximo de 100 milhões de dólares chega a ser inadmissível.

Contudo, “Conan, o Bárbaro” consegue passar praticamente incólume pelos tropeços e se firmar como uma boa diversão em 3D que até merece continuação.
[rating:3]

Ficha Técnica

Elenco:
Jason Momoa
Ron Perlman
Stephen Lang
Rose McGowan
Rachel Nichols
Leo Howard
Bob Sapp

Direção:
Marcus Nispel

Produção:
Les Weldon
Joe Gatta
Avi Lerner
Fredrik Malmberg
Boaz Davidson

Fotografia:
Thomas Kloss

Trilha Sonora:
Tyler Bates

 

1 Comment

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  • Jean Carlos da Rocha
    on

    Uma grande produção e roteiro egocentrico demais. Assisti até o final pra ter certeza do qto o filme é ruim. Inteligencia não existe nesse roteiro, o ego é tão exaltado no roteiro q transborda bolhas ao lado da TV.

    Jason Momoa tenta mas o roteiro não permite ele ser melhor. Quem assiste o seriado Games of Thrones, percebe a diferença do potencial entre o personagem Khal Drogo e Conan!

    Jason Momoa interpreta Khal Drogo tão naturalmente que ao ver em Conan, causa ânsia de tão mesquinho e ego centrico o personagem é! Mas roteiro foi feito pra ser seguido…

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