Espinhos (“Splinter”, EUA, 2008)

Genre :

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Casal em viagem se depara com outro casal de criminosos. Abduzidos, vão parar um distante e deserto posto de gasolina, onde se deparam com uma espécie de parasita que, além de tomar o corpo do hospedeiro deixando-o cheio de espinhos, faz com que seu corpo se torne uma espécie de marionete a caça da próxima vítima. Dentro da loja de conveniência do posto, eles percebem que será cada vez mais difícil escapar com vida, principalmente sem saber quem está infectado.

O craque em efeitos especiais e também diretor Toby Wilkins, o qual já lançou “O Grito 3” direto em DVD nos EUA, faz um trabalho correto ao conceber essa criatura bizarra que se multiplica e se espalha dentro do corpo do ser humano com uma sede violenta por comida. Talvez pelo budget modesto, fica difícil para o espectador e fã do gore focalizar a criatura em todo seu esplendor, já que sempre que ela aparece Wilkins trata de fazer cortes rápidos, mas pelo menos ele passa a idéia. Outro ponto positivo é que o elenco, em parte desconhecido, não recai no erro daquelas piadinhas de enlatados americanos que costumam enfraquecer filmes sérios, em especial os de terror.

O roteiro só peca por fazer com que seus personagens descubram tardiamente os pontos fracos da criatura, coisa que o espectador com o mínimo de atenção provavelmente entendeu muito antes. “Espinhos” é aquele terror independente muito bom, mas que nos faz pensar o que um ótimo diretor e uma boa produção poderiam ter feito, elevando a escala do filme a um grau muito maior e mais ameaçador.

[rating:3]


Ficha Técnica

Elenco:
Shea Whigham
Paulo Costanzo
Jill Wagner
Rachel Kerbs
Charles Baker
Laurel Whitsett

Direção:
Toby Wilkins

Produção:
Kai Berry
Ted Kroeber

Fotografia:
Nelson Cragg

Trilha Sonora:
Elia Cmiral

 

2 Comments

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  • Eduardo
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    Eu confesso que sempre fui fã de filmes como A mosca,O enigma de outro mundo e Alien o oitavo passageiro e devo admitir que adorei esse filme,pois ele possui uma atmosfera muito semelhante a dos antigos filmes de Horror/ficção dos anos oitenta,podemos dizer que é um filme simples no entanto extremamente divertido,melhor do que muitos remakes Norte americanos de filmes orientais.
    Nota:8

  • Clayton
    on

    Uma idéia na cabeça e uma câmera na mão. Frase batida e lúdica, mas sempre defendi o fato de que basta uma boa idéia e um pouco de vontade para se produzir um bom filme, mas no caso de “Espinhos” admito, merecia um pouco de grana a mais para os efeitos especiais. Justamente este vilão de tantos filmes que insistem em valorizar mais o efeito do que o enredo, faltou a esta película. Tudo parece estar em ordem, e olha que a premissa não atrai, um monstro com espinhos que transforma outros em espinhos, tinha tudo para ser caricato e motivo de chacota, mas os detalhes nos premiam com um bom divertimento pra quem gosta do gênero. Um casal com o objetivo de comemorar o aniversário de namoro ao ar livre não é lá grande argumento, mas as demais peças se encaixam com boa lógica, o casal bandido em fuga justifica a passagem por aquele fim de mundo e o sequestro de nossos “heróis”, tudo corrobora para que os espinhos do título sejam um bom elemento para a “besta” pois justifica a parada forçada no posto atacado primeiramente. Além disso o som dos espinhos crescendo é realmente inquietante. As batalhas que se seguem, principalmente as psicológicas estão acima da média, pena que tenha faltado grana para fazer um “vilão” mais aparente, os cortes de câmera embora tentem disfarçar isso, acaba tornando-se cansativos em alguns atos. Uma boa saída alternativa foi as constantes fraturas causadas nos organismos dominados, pertubador ver alguém vivo e sem domínio sobre si mesmo, e ainda mais sendo seguidamente partido. O final acaba sendo clichê mas de certa forma vira alívio diante de tanta agonia.

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