G.I. Joe – A Origem do Cobra (EUA, 2009) ***NOS CINEMAS***

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Stephen Summers conseguiu dois méritos importantes ao dirigir um filme como “G.I. Joe“, o live action de uma linha de brinquedos da Hasbro, mesma fabricante dos “Transformers” e que, como obra cinematográfica poderia e até deveria ser tão ruim quanto. O primeiro mérito foi fazer um filme 100% de ação, mas que seja entendido pelo grande público. Summers usou os efeitos digitais na medida para que, mesmo de forma frenética, tivéssemos a exata noção do que está acontecendo. Em segundo lugar, mas talvez seja o principal para quem vivenciou tanto a linha de bonecos quando o desenho animado – atenção galera oitentista – é que o roteiro conta a origem de praticamente todos os personagens de forma crível e sem perder o ritmo da narrativa. Principalmente, como o subtítulo remete, a origem do Cobra.

Após uma introdução aparentemente desnecessária, mas que faz todo sentido no final (quem não entendeu, pergunte), vemos o dono de uma empresa de armas (Christopher Eccleston de “Os Seis Signos da Luz“) apresentar uma tecnologia de nanorrobôs capazes de tudo, desde comer metal até controlar o cérebro das pessoas. Quando uma organização criminosa tentar roubar essa arma com poderes tão destrutivos a unidade G.I. Joe é acionada, liderada pelo Gerenal Hawk (Dennis Quaid de “Ponto de Vista“) e que passa a contar com dois novos membros: Ripcord (Marlon Wayans de “Norbit“) e Duke (Channing Tatum que fez uma ponta no início de “Inimigos Públicos“). Este último parece ter uma forte ligação com um membro chave da organização inimiga, a Baronesa (a irresistível Sienna Miller de “Uma Garota Irrresistível“, sem trocadilhos).

Lógico, a produção tem todos aqueles piores clichês de Hollywood – poderíamos ficar sem o dispensável quase romance entre Ripcord e Scarlet (“P2 – Sem Saída“) – e a platéia vai ter que fazer um certo esforço para engolir a trama na íntegra, pois algumas partes forçam a barra (Onde já se vi uma criança passando fome saber tanto kung fu? E como eles insistem em mulheres com fardas delineando todo o corpo?). Além disso, o maior esforço dos roteiristas é adequar uma história entre tráfico de armas partindo de uma organização criminosa para a realidade dos G.I. Joe’s, visto que a essência da trama poderia ter acontecido em qualquer contexto (troque G.I. Joe por Comando Delta e o resultado é praticamente o mesmo).

Mas se abstrairmos os defeitos – ok, pode não ser tão fácil pra quem não tem uma ligação mais emocional com a linha de bonecos – “G.I. Joe” representa pura diversão com toques cômicos sem desvirtuar a trama e uma boa opção pra quem quer uma aventura descompromissada e cheia de adrenalina.

[rating:3]


Ficha Técnica

Elenco:
Dennis Quaid
Channing Tatum
Adewale Akinnuoye-Agbaje
Marlon Wayans
Joseph Gordon-Levitt
Rachel Nichols
Sienna Miller
Christopher Eccleston
Saïd Taghmaoui
Lee Byung-hun
Ray Park
Jonathan Pryce
Arnold Vosloo

Direção:
Stephen Sommers

Produção:
Lorenzo Di Bonaventura
Bob Ducsay
Brian Goldner

Fotografia:
Mitchell Amundsen

Trilha Sonora:
Alan Silvestri

 

2 Comments

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  • saullo
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    olha…eu acho q vc é beeeeeeem fã mesmo dos bonecos pq, apesar dos efeitos loucos, o filme foi uma grande duma porcaria. posso dizer q só nao ficou no mesmo nivel de “retardadice” do “transformers pq é meio dificil ganhar de robos alienigenas q se transformam em carros. mas…como disse, foi bom nos efeitos, entao, pra quem so procura diversao momentanea e sem preconceito, ta de boa.

    ps: mas nao dava 3 estrelas nem fo…

  • Clayton
    on

    Férias com os filhos! E como não poderia deixar de ser, apresentando a nova roupagem do que fez parte de minha infância. Quem nunca gritou “G I JOE!”? Temos que admitir que é difícil criar um roteiro digno de Oscar de uma linha de brinquedos e de um desenho animado, portanto se olharmos pelo prisma de que ação desenfreada (e bota ação nisso!) pra disfarçar o non sense da história, e conseguir enquadrar em um único filme todos os personagens mais famosos, cada um com seu destaque e com direito a flash back, foi realmente tirado leite de pedra. E olha que ainda tem de bônus o irretocável elenco feminino, e participação da dupla praticamente faraônica Brendan Frasier e Arnold Vosloo (que parece se divertir muito com seu vilão, diria até que é alegria de quem curtiu muito o desenho na infância). Pra quem é fã do gênero e quer curtir filme com o filho sem parecer saudoso ou defasado.

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