Jungle Cruise

Baseado na atração homônima da Disney World, é o grande estúdio fazendo o que sabe e transformando qualquer aventura num misto de “Indiana Jones” com “Piratas do Caribe”.

Enquanto no parque, a atração se passa na África, o filme faz o espectador ir até o nosso Brasil, mais precisamente Porto Velho, onde existe uma flor chamada Lágrimas de Cristal que pode curar qualquer doença e maldição. E lá a arqueóloga Lily (Emily Blunt de “O Retorno de Mary Poppins” também da Disney) vai procurar essa flor mágica num barco dirigido pelo engraçadinho e misterioso capitão Frank (Dwayne Johnson de “Jumanji”), em plena 1ª Guerra Mundial. O que eles não sabem é que os nazistas chefiados pelo Príncipe Joaquim (Jesse Plemons de “Judas e o Messias Negro“) também estão em seu incauto para usar essa mágica para vencer a guerra.

Qualquer semelhança com “Indiana Jones” não é mera coincidência. Dirigido por Jaume Collet-Serra que já estava acostumado em filmes de ação com Liam Neeson, como “O Passageiro”, aqui ele muda um pouco o tom e cria uma aventura aquela típica de momentos eletrizantes e descobertas fantásticas, mas que o espectador sempre já viu isso em algum lugar.

Enquanto a dupla de protagonistas e seus coadjuvantes dão o carisma certo ao desenvolvimento de seus personagens, a ação depende fortemente de efeitos especiais tão carregados que fica difícil não notar a sua própria artificialidade, principalmente quando retratam os animais da floresta ou até mesmo os personagens sobrenaturais que parecem ter saído direto das telas da saga “Piratas do Caribe”.

O destaque vai para a jornada de Frank, onde Dwayne Johnson encontrou o equilíbrio certo para seu protagonista, e também para a trilha sonora de James Newton Howard (“Raya e o Último Dragão”) que chancela ação, tornando-a quase uma marca registrada do filme.

Jungle Cruise” é uma boa pedida para uma aventura descompromissada, épica, mesmo que com uma história que desagua em uma infinidade de lugares comuns.

Curiosidades:

– O uniforme de Frank é o mesmo usado nos guias da atração do parque temático da Disney, inclusive ele utiliza das mesmas tiradas sarcásticas que são ruins demais e por isso engraçadas.
– Ambos os protagonistas pronunciam Lágrimas de Cristal, mas apenas Johnson fala direito “lágrima” como palavra proparoxítona.
– Na cena do ataque do Príncipe Joaquim ao barco de Frank que dá início ao terceiro ato, a música que toca é a Ópera de Wagner, Lohengrin: Prélúdio ao Terceiro Ato.
– Um dos temas musicais é a versão instrumental da música do Metallica, Nothing Else Matters.
– O príncipe Joaquim existiu de verdade, mas não teve esse papel no filme. Ele se suicidou em 1920, depois que seu pai abdicou do trono da Prússia após a Revolução Russa.
– Lope de Aguirre, personagem interpretado por Edgar Ramírez de “Rede de Espiões” também existiu. Ele foi um conquistador espanhol, conhecido por sua busca de ouro e da mítica cidade de El Dorado na América do Sul, sendo que suas expedições assassinaram milhares de índios. Ele morreu em 1561 no território onde hoje é a Venezuela, ironicamente onde o ator Edgar Ramirez nasceu.

Ficha Técnica

Elenco:
Dwayne Johnson
Emily Blunt
Edgar Ramírez
Jack Whitehall
Jesse Plemons
Paul Giamatti
Veronica Falcón
Dani Rovira
Quim Gutiérrez
Dan Dargan Carter
Andy Nyman
Raphael Alejandro
Simone Lockhart

Direção:
Jaume Collet-Serra

Produção:
John Davis
Beau Flynn
John Fox
Dany Garcia
Hiram Garcia

Fotografia:
Flavio Martínez Labiano

Trilha Sonora:
James Newton Howard

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