Lanterna Verde (“Green Lantern”, EUA, 2011) ***NOS CINEMAS***

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Coragem. A associação de Ryan Reynolds de “A Proposta” com qualquer papel sério como em “Enterrado Vivo” exige coragem. Ele tem uma expressão engraçada por si só e é muito difícil que, mesmo atuando bem, sua própria persona conseguisse passar a seriedade exigida – lembram dele como Deadpool em “Wolverine”? Talvez pelo fato que “Lanterna Verde” é um filme que verse sobre coragem e superação de medos é que ele foi contratado.

Sem mais delongas ele é Hal Jordan, cujo anel verde lhe é dado por um guardião a beira da morte e deve enfrentar a entidade Paralax, bem como ser aceito pela tropa dos Lanternas Verdes. É engraçado ver o direcionamento que Hollywood tem de colocar certo humor mesmo em suas produções mais sérias, sendo que é justamente esse excesso de humor que as enfraquece. E o primeiro ato tem as famosas piadinhas com os trejeitos que só Reynolds consegue, fazendo surgir aquela risada desgostosa, só porque não foi para rir que o público foi ver o filme.

Então seu nível cai tanto pelo humor em momentos impróprios como pelo excesso de clichês vistos em dezenas de produções de super-heróis. Quando se fala em responsabilidade, não tem como não lembrar do “Homem-Aranha”; e a própria trilha sonora de James Newton Howard (“Água para Elefantes“) tem acordes que lembram bastante a imortal música de “Super-Homem”.

Curiosamente, mesmo com todos esses tropeços, “Lanterna Verde” talvez seja uma das mais obras épicas de super-heróis de 2011, já que não se furta em mostrar a morte de personagens ou figurantes de forma dramática, conferindo um senso de perigo único, o que não se vê na maioria das produções da concorrente Marvel. Quanto à história não ser fiel aos quadrinhos, essa é uma briga que os fãs ferrenhos sempre vão ter, mas para os demais não há nada que insulte a inteligência dentro do contexto mostrado.

Com exceção da cena pós-créditos que parecem um tanto boba frente aos acontecimentos anteriores, o roteiro de “Lanterna Verde” é até bem consistente, balanceia o ritmo entre ação e explicação dos fatos para os espectadores não familiarizados; tem um bom elenco com destaque para o ótimo Peter Sarsgaard (“Encontro Explosivo”), Hector Hammond, o qual mesmo tendo uma participação breve, pode ser tido como um dos vilões mais bem construído dos últimos tempos; e está amparado por ótimos efeitos especiais. É realmente uma diversão que vale a pena.
[rating:3.5]

Ficha Técnica

Elenco:
Ryan Reynolds
Blake Lively
Peter Sarsgaard
Mark Strong
Tim Robbins
Angela Bassett
Temuera Morrison
Jon Tenney
Amy Carlson
Jay O. Sanders
Mike Doyle

Direção:
Martin Campbell

Produção:
Greg Berlanti
Donald De Line

Fotografia:
Dion Beebe

Trilha Sonora:
James Newton Howard

 

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