Megamente (“Megamind”, EUA, 2010) ***NOS CINEMAS***

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Pra quem gosta de Will Ferrell (“O Elo Perdido“), pode-se que é uma de suas melhores comédias. Para quem o odeia, vai ter que dar o braço a torcer, pois a nova animação da Dreamworks consegue combinar uma trama muito bem elaborada com um humor inenarrável, ainda que de Ferrell só se tenha a voz. Logo no início ou apenas pela sinopse, tem-se a impressão que de estarmos vendo um clone de “Meu Malvado Favorito“. Entretanto, logo percebemos estar diante de algo muito mais profundo e divertido.

O que aconteceria se Lex Luthor derrotasse o Super-Homem? Megamente (Ferrell) veio ainda bebê numa nave de seu planeta recém destruído (sim, é uma clássica referência ao Super-Homem). Só que do planeta vizinho, também destruído, veio o Metro-Man (dublado por Brad Pitt de “Bastardos Inglórios“). O primeiro foi criado numa penitenciária e o segundo numa luxuosa mansão. Por ser excluído, Megamente se tornou um vilão, enquanto Metro-Man virou um super-herói. Numa de suas inúmeras batalhas Megamente aparentemente mata Metro-Men e conquista a cidade. Só que tempos depois percebe que nada faz muito sentido sem ter com quem lutar e cria, a partir de uma fórmula um novo herói, injetando-a por engano num cana muito chato (Jonnah Hill de “Tá Rindo do Que?“). O problema é que ele se transforma num vilão ainda mais poderoso e, para derrotá-lo, Megamente deve se unir à donzela que sempre colocava em perigo para provocar Metro-Man, a jornalista – alusão à Louis Lane – Roxanne (Tina Fey de “Uma Noite Fora de Série“), por quem está secretamente apaixonado.

A animação se aproxima cada vez mais da destreza detalhista da Pixar, como o detalhe do vendo embalando a chuva ou a diferença do movimento dos cabelos dos personagens, já que uns são lisos, outros são crespos. A galeria de personagens também é ótima, com destaque para o criado Minion (David Cross de “Ano Um“). O mais importante é que as piadas são pra lá de inspiradas. Referências constantes a filmes de super-herói, brincadeiras com músicas (as cenas onde se toca Loving You de Minnie Riperton e no final Michael Jackson com Bad já são antológicas), além de toda a inspiração do time de comediantes, capitaneado com estilo pelo protagonista, do jeito que ele gosta.

Agora, mais do que isso, traça um profundo estudo psicológico sobre a exclusão e discriminação, levando alguém a tomar decisões ruins, mesmo que lá no fundo, o que ela sempre quis foi ser boa. Tudo bem que todos irão ver “Megamente” pra chorar de tanto rir. E vão conseguir. Só que é sempre bom saber que ele é um filme completo e entrega muito mais do que uma simples comédia. Pra quem sabe apreciar 100% de uma obra, por sinal feita por Tom McGrath, queridinho da Dreamworks desde “Madagascar 2“.

[rating:4]


Ficha Técnica

Elenco:
Will Ferrell
Brad Pitt
Tina Fey
Jonah Hill
David Cross
Ben Stiller
Justin Theroux
Jessica Schulte
Emily Nordwind
J.K. Simmons

Direção:
Tom McGrath

Produção:
Lara Breay
Denise Nolan Cascino

Fotografia:
Nicola Pecorini

Trilha Sonora:
Lorne Balfe
Hans Zimmer

 

2 Comments

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  • Jazz @brabul
    on

    Muito bom esse filme!

    Chorei de rir e de emoção! Recomendo!!!

  • Juliano
    on

    Otimo filme! Ha muito tempo que nao ia assistir animacao no cinema e me surpreendi!
    Sempre ‘desgosto” das musiquinhas/dancinhas das animacoes, mas em Megamente, ate isso eu gostei muito (me lembro de musicas do ac/dx, ozzy que tocaram)
    E a questao de discriminacao eh fantastica e emocionante

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