Milk – A Voz da Igualdade (“Milk”, EUA, 2008) ***NOS CINEMAS***

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Logo se vê porque Sean Penn, de “A Grande Ilusão” ganhou o Oscar: ele se transformou em Harvey Milk, o primeiro homossexual assumido a ter um cargo no governo americano (uma espécie de vereador), e isso frente a inúmeros protestos contra os direitos dos homossexuais, culminando em seu assassinato por outro congressista, Dan White interpretado com garra por Josh Brolin. Aliás, o elenco inteiro parece disposto a fazer o papel de suas vidas. Destaque principal para Emile Hirsch, sim, de “Speed Racer“, o qual se metamorfoseou de uma forma impressionante. As performances são tão perfeitas que nos créditos, faz-se questão de comparar as fotos dos atores com seus correspondentes na vida real.

Gus Van Saint (de “Paranoid Park“), em sua personalidade menos experimental e mais comercial (pelo menos a seu critério), entrega algo como um documentário ficcional, misturando cenas reais – noticiários, entrevistas – com o filme em si. Há 15 anos que ele tenta levar o filme para as telas e finalmente conseguiu, até porque também é gay e o projeto sempre teve uma importância muito grande em sua vida.

Também faz parte a ótima reconstituição de época, em especial do gueto gay de San Francisco, e a trilha sonora marcante de Danny Elfman, indicado ao Oscar. Ele também dispensa o glamour, principalmente nas cenas mais densas, talvez com um pouco mais de pompa somente no ato final, o qual reconstrói em detalhes a morte de Milk, literalmente tiro a tiro, mas peca por uma comparação desnecessária com a ópera. Para os cinéfilos e amantes de uma boa história, “Milk – A Voz da Igualdade” é um projeto imperdível e com a marca registrada de Gus Van Saint.

[rating:4]


Ficha Técnica

Elenco:
Sean Penn
Emile Hirsch
Josh Brolin
Diego Luna
James Franco

Direção:
Gus Van Sant

Produção:
Bruce Cohen
Dan Jinks
Michael London

Fotografia:
Harris Savides

Trilha Sonora:
Danny Elfman

 

1 Comment

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  • saullo
    on

    cara, nesse eu nao vou ficar comentando cenas, mas posso dizer q é mesmo um excelente filme, daqueles q ajudam a quebrar preconceitos.

    Sean Penn é foda, mas nesse filme nao tem como dizer quem foi o cara, pq todos trabalham muito.

    o filme é longo, é até “lento” em alguns momentos, mas nunca cansativo.

    ta, ta, vou comentar so uma cena, a do bar, onde “milk” aconselha a todos sairem do “armario”.

    assista!!

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