O Padrasto (“The Stepfather”, EUA, 2009)

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Antigamente existia um negócio chamado censura e era algo bastante rígido, tanto nos EUA, como no Brasil. Se um filme de terror feito na década de 80 tinha uma censura acima de 14 anos, a violência gráfica e até o sexo se faziam presentes de forma mais intensa. Se fosse acima de 16 anos então, a carnificina e fornicação apareciam em sua plenitude. A idéia era: já que o filme tem limitação etária de público, vamos usar e abusar. Nessa época, mais precisamente em 1987, foi feita a versão original de “O Padrasto“, um excelente terror psicológico que não poupava o espectador e que ainda deu pano pra manga em duas outras continuações.

O tempo passou e a censura ficou bem mais flexível. Com isso, Hollywood se preocupou em trazer o maior público possível para seus filmes e assim acabou afrouxando a mão no que consta à intensidade de suas produções. Dessa maneira, surgiu a refilmagem de “O Padrasto” já descambando pra um terror teen com pouca ou quase nenhuma energia do original.

Dylan Walsh (“Virando a Mesa“) é um psicopata que faz se passar por um viúvo somente para encantar mulheres divorciadas ou viúvas e formar uma família. Porém se algo dá errado, ele resolve tudo de maneira simples: mata a família. E assim começa o primeiro ato, sem dúvida o melhor, sobre as conseqüências de seu ato com a última família e como se transforma praticamente num outro personagem.

Logo depois escorrega tentando mostrar que em plena atualidade onde informações são atualizadas em milésimos de segundo numa rede mundial, o vilão iria se esconder há anos, apenas pagando qualquer compra apenas em dinheiro (que dinheiro?). Daí ele arranja uma nova família e, somente meses depois, com a chegada do filho mais velho, é que começam as desconfianças sobre a identidade do padrasto. Então segue-se uma longa seqüência do que não se deve fazer caso desconfie que alguém é um assassino até um desfecho que inicia com ótima tensão, porém frustra em seu final.

Faltou mesmo foi o conflito de personalidades que só aparece numa rápida cena próxima ao final, mas que no original tinha todo um histórico. Dica para os homens: a delícia Amber Heard (que já aparece nua em “The Informers – Geração Perdida“) também dá as caras poraqui como a namorada do irmão mais velho. Pena que é só as caras que ela dá, além de não ter relevância na narrativa. Mesmo bem produzido, o novo “O Padrasto” de Nelson McCormick (do podre “A Morte Convida Para Dançar“, também um remake) é muito fraco em suas cenas de violência e não deve despertar simpatia da platéia. A dica mesmo é alugar o melhor: aquele da década de 80.

[rating:2.5]


Ficha Técnica

Elenco:
Dylan Walsh
Sela Ward
Penn Badgley
Amber Heard
Sherry Stringfield
Paige Turco
Jon Tenney

Direção:
Nelson McCormick

Produção:
Greg Mooradian
Mark Morgan

Fotografia:
Patrick Cady

Trilha Sonora:
Charlie Clouser

 

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