O Rabo do Tigre (“The Tiger’s Tail”, Irlanda / Inglaterra, 2006)

Genre : ,

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Bredan Gleeson (“Harry Potter e a Ordem de Fênix“) está magistral nesse suspense dramático sobre um bem sucedido empresário, mas corrupto e ausente na família, que começa a ser perseguido por alguém igual a ele no intuito de tomar a sua vida. Não só ele personifica nosso anti-herói como uma pessoa complexa, como também seu gêmeo, inclusive mudando a entonação de voz. E o personagem exige complexidade, principalmente quando começa a ver o quanto era mesquinho.

E o roteiro não faz estereótipos: é gratificante ver no final que por mais que os personagens aprendam com seus erros, sua essência permanece a mesma, vide a ótima sacada com uma determinada foto que mudou o destino da empresa do protagonista. O filme começa como um suspense até seu último ato quando passa a ser mais dramático até com um desfecho que poucos imaginariam acontecer. Talvez até por ter fortes pitadas de drama, o diretor John Boorman (“O Alfaiate do Panamá“) preferiu fazer uma narrativa mais arrastada, concentrando-se mais nos personagens que nas ações, o que pode desagradar os fãs do suspense. Contudo, essa produção irlandesa independente é uma ótima pedida para os cinéfilos de plantão.

[rating:3.5]


Ficha Técnica

Elenco:
Brendan Gleeson
Kim Cattrall
Ciarán Hinds
Sinéad Cusack
John Kavanagh

Direção:
John Boorman

Produção:
John Boorman
John Buchanan
Kevin Corrigan
Kieran Corrigan

Fotografia:
Seamus Deasy

Trilha Sonora:
Stephen McKeon

 

3 Comments

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  • Ted
    on

    Recomendo tambem o filme “In Bruges” tambem com o Brendan Gleeson, alias, voce poderia fazer uma critica do filme, tenho certeza que vai gostar já que concordo 90% do que voce fala aqui! Flw

  • luisa
    on

    eu odiei pq nao tem nada que presta OBRIGADA

  • cleide
    on

    Os europeus, neste caso os irlandeses, sempre dando um banho em matéria de roteiro e interpretação.
    A roteiro é tão bem bolado que, logo logo, algum estúdio americano refilma “adaptando” ao gosto do grande público e transformando a história num pastiche, para agradar ao público “jovem”, como se juventude fosse sinônimo de burrice.

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