Os Encurralados (“Tooth & Nail”, EUA, 2007)

Não dá pra negar que começa com uma narração muito bem bolada. Absurda, mas bem bolada. Com um pouco mais de tom cômico, lembraria “Idiocracia“. Mas o ponto é que o mundo meio que acabou por conta da falta de gasolina. Daí tudo virou uma anarquia, um monte de gente morreu e sobraram os fracos, que se refugiam e tentam sobreviver, e os bárbaros (mais clichê impossível), que pra piorar, são canibais. Isto é, um mundo pós-apocalíptico básico de uma ficção.

Um grupo de refugiados que vive num hospital, resgata uma jovem (Rachel Miner de “Efeito Borboleta 3“) e ela acaba atraindo os canibais. O que é estranho já que se descobre mais tarde que seu QG fica praticamente ao lado do hospital. Por essas e outras que o roteirista pode ser chamado de incompetente. Mais uma: para que a produção dure seus 94 minutos, inventaram que os canibais só podem pegar uma pessoa do hospital por dia, pois a carne dos mortos apodrece muito rápido. Interessante que eles não pensaram em levar todo mundo vivo e apenas aprisioná-los para serem devorados aos poucos. Por sinal, fizeram quase isso no final, mas só como desculpa para a mocinha escapar.

Mesmo com aspectos técnicos razoáveis – com limitação de locações não é difícil – e com um único lampejo de inteligência traduzido no plano para tentar matar os canibais no final, “Os Encurralados” ainda é muito longo e não se sustenta nem com sua direção, nem com seu roteiro porco. Melhor é manter o DVD encurralado na locadora.

[rating:1.5]


Ficha Técnica

Elenco:
Rachel Miner
Nicole DuPort
Rider Strong
Michael Kelly
Alexandra Barreto
Nicole Dupont
Robert Carradine
Vinnie Jones
Michael Madsen

Direção:
Mark Young

Produção:
Patrick Durham
Jonathan Sachar

Fotografia:
Gregg Easterbrook

Trilha Sonora:
Elia Cmiral

 

1 Comment

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  • Juliafers
    on

    Realmente, roteiro fraquíssimo. E você notou que tem uma tal de Victória que some de repente no filme?? Muito estranho…

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