Os Estranhos (“The Strangers”, EUA, 2008) ***NOS CINEMAS***

Genre :

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Uma mistura ruim do ótimo terror francês “Eles” (leia resenha aqui) e do mais fraco “Temos Vagas” (leia resenha aqui). Um casal – Liv Tyler de “Senhor dos Anéis” e Scott Speedman de “Anjos da Noite” – vai para uma casa de campo depois de uma noite ruim entre os dois, e lá são atormentados por três figuras encapuzadas.

O primeiro ato, o qual desenvolve os personagens e inicia a tensão é muito bom, já que não sabemos exatamente os métodos do grupo de malfeitores. Porém, a cada minuto que a trama avança, pior fica, pois tudo começa a ficar repetitivo: a fotografia insiste em colocar os vilões sempre no plano de fundo sem fazer barulho só funciona até a segunda vez. Lá pela milésima não tem mais graça.

Pior ainda é a previsibilidade do roteiro. Algumas cenas, como a do amigo do casal, de tão óbvia chega a ser frustrante. Inclusive, a aparente inexperiência dos bandidos não é coerente com a enorme sorte que eles têm de dar tudo errado para o casal e muitas vezes ultrapassa a fronteira do provável e do possível. No mais, Hollywood volta ao quase saturado conceito de ‘violência pela violência’, (porque eles estavam em casa) o que não deixa de ser interessante, mas desenvolve de maneira completamente equivocada, até chegar num final anti-climax que desmorona todas as expectativas da platéia. Dica: esqueça essa besteira e alugue “Eles“.

[rating:1.5]


Ficha Técnica

Elenco:
Scott Speedman
Liv Tyler
Gemma Ward
Glenn Howerton
Kip Weeks
Laura Margolis

Direção:
Bryan Bertino

Produção:
Doug Davison
Nathan Kahane
Roy Lee

Fotografia:
Peter Sova

Trilha Sonora:
Tomandandy

 

1 Comment

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  • Karoline
    on

    Eu achei o filme ótimo.

    Quanto à crítica, admito que Peter Sova tenha exagerado um pouco, mas isso não chegou a me incomodar, e a previbilidade da morte do amigo é incontestável. Mas dizer que os assassinos são aparentemente inexperientes me parece um equívoco. Eles agem de forma totalmente segura durante todo o filme, como se conhecessem a casa, como se soubessem exatamente o que estavam fazendo. Tanto que em momento algum os vilões conversam entre si, como se cada um já soubesse o que fazer.

    Mas independente disso, acho que o filme merece crédito só por inovar. É um filme singular, sem respostas, é apavorante porque você não sabe o que pode fazer para que os assassinos parem. Eles não querem dinheiro, aparentemente não se trata de vingança, talvez seja uma patologia, talvez seja diversão. Cloverfield – Monstro é tão sem respostas quanto Os Estranhos e ninguém fica metendo o pau no filme. Penso que cinema virou uma coisa ‘regradinha’, qualquer arte que fuja às regras (como se explicar por completo) é tida como ruim. Como já disse em outro comentário que fiz sobre o filme, pra mim Os Estranhos não serve para pessoas que que se agarram ao comodismo de ter resposta para tudo quando se trata de arte.

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