Padre (“Priest”, EUA, 2011) ***NOS CINEMAS***

O diretor Scott Charles Stewart e o ator Paul Bettany de “Legião” retomam a parceria e entram numa realidade alternativa que mistura “Mad Max” com “Blade“.

Baseado na HQ homônima, vampiros e humanos sempre viveram em guerra até que, numa era pós apocalíptica, seres humanos dotados de poderes especiais e criados pela igreja, chamados de Padres, conseguiram dizimar a raça dos vampiros. Logo depois a igreja os baniu para o ostracismo. Quando uma nova raça de vampiros retorna, o Padre (Bettany) luta para reaver a sobrinha raptada por um misterioso vilão e destruir mais uma vez o clã vampírico.

A curta duração do filme – 88 minutos – parece forçar a trama a se resolver de forma muito rápida e, diga-se de passagem, muito fácil. Previsível até a alma, o filme conta com um elenco que só sabe fazer cara de mal e entra em cenas de ações que variam do regular ao apenas bom. É decepcionante a luta final em cima do trem onde quase não se á oportunidade do espectador se preocupar com os personagens.

De bom, efeitos especiais corretos, um 3D até que orgânico (mas às vezes tanto que não se nota a diferença), um interessante design de produção e alguns sustos bestas, mas que funcionam.

Talvez o melhor de “Padre” resida mesmo na sua abertura no formato de HQ com gráficos belíssimos até ao denotar a violência. No mais apenas mais um filme de ação esquecível em menos de 24 horas.

[rating:2.5]

Ficha Técnica

Elenco:
Paul Bettany
Karl Urban
Cam Gigandet
Maggie Q
Lily Collins
Brad Dourif
Stephen Moyer
Christopher Plummer
Alan Dale
Mädchen Amick

Direção:
Scott Charles Stewart

Produção:
Michael De Luca
Joshua Donen
Mitchell Peck
Sam Raimi

Fotografia:
Don Burgess

Trilha Sonora:
Christopher Young

 

1 Comment

Leave us a comment

  • Clayton
    on

    De volta ao bom e velho Cinecríticas, o blog de cinema que mais dá espaço a opinião de quem o lê e é apaixonado pela sétima arte. Vamos ao filme, o assisti em DVD então perdi muito da atmosfera criada, mas há duas sacadas interessantes, a idéia de que a fé não precisa de uma religião, até mesmo porque esta pode ser corrompida, e o fato de que nas cidades não haver luz do Sol, o que seria um premissa de uma bem sucedida invasão em massa dos vampiros. Mas “O Padre” fica sempre no raso com medo de se afogar. Uma hora você imagina o duelo de Bettany com os demais de sua ordem mas isso não ocorre, outra você imagina um lutaço entre ele e seu antigo parceiro, mas tudo fica na plástica e artificialidade. Enfim, me parece um roteiro que poderia ousar mais, uma direção que podia ousar mais, atores de médio escalão que poderiam suar mais, mas preferiram deixar tudo parecido com outras estórias que vimos por aí, afinal see trocarmos Bettany por Snipes, ou botar batina neste último vai dar mesma. Bom apenas para quem vai assitir dois filmes no mesmo dia.

Leave a Comment

↑ BACK TO THE TOP ↑